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Escritoras do Acre se destacam e garantem quatro reconhecimentos em concurso literário nacional
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Estado conquista segundo lugar, dois textos destacados e uma menção honrosa na categoria Crônica.
O Acre emplacou quatro escritoras entre as obras reconhecidas no Concurso Literário Nacional da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB). O resultado inclui um segundo lugar, dois textos destacados e uma menção honrosa na categoria Crônica, reafirmando a força da produção literária feminina acreana no cenário nacional.
A jornalista e escritora Socorro Camelo conquistou o 2º lugar com a crônica Até amanhã, Índia!. Também tiveram obras reconhecidas Edir Figueira Marques, com Envelhecer não é desaparecer, e a Golbyleni Cristina Pullig, com Inclassificável ambas selecionadas entre os textos que se destacaram na categoria. Já Giselle Lopes de Moraes recebeu Menção Honrosa pela crônica Nasci no Acre, virei evento!.
O Concurso Literário Nacional da AJEB reúne escritoras de diferentes estados brasileiros e premia obras inéditas em diversos gêneros literários, valorizando a produção feminina e incentivando a literatura como instrumento de transformação social e cultural.
Para a presidente da AJEB Acre, jornalista Socorro Camelo, o resultado representa uma conquista que vai além do reconhecimento individual. “Quando uma escritora acreana é reconhecida nacionalmente, quem vence não é apenas uma autora. É o Acre mostrando que também escreve, emociona e ajuda a construir a literatura brasileira. Recebo essa premiação com alegria, mas celebro ainda mais o fato de outras mulheres do nosso estado estarem entre os destaques. Quando uma de nós avança, todas avançamos. Esse resultado também mostra que incentivar a escrita feminina é investir na memória, na cultura e na identidade do nosso estado.”
Para a escritora Edir Figueira Marques, cuja crônica foi escolhida entre os textos de destaque, o reconhecimento representa uma celebração da própria literatura. “Escrever sempre foi uma forma de transformar a vida em esperança. Saber que um texto nascido da minha experiência alcançou esse reconhecimento é uma alegria que compartilho com todas as mulheres que acreditam na força da palavra.”
A escritora e jornalista Golbyleni Cristina Pullig também destacou a importância da valorização da produção literária acreana. “A literatura nos aproxima das pessoas e das nossas próprias histórias. Ver um texto escrito no Acre sendo reconhecido nacionalmente nos incentiva a continuar escrevendo e acreditando na força da nossa voz.”
Já a escritora Giselle Lopes de Moraes, homenageada com Menção Honrosa, ressaltou o significado da conquista. “Receber essa menção é um incentivo para seguir escrevendo. É emocionante perceber que histórias nascidas no Acre conseguem atravessar fronteiras e encontrar leitores em todo o Brasil.”
A escritora acreana Maze Oliver que depois de mudar-se para o Rio de Janeiro, faz parte coordenadoria daquele estado mas continua correspondente da Coordenação do Acre , também teve seu texto selecionado . Ela disse que “está entre os destaques nacionais, me surpreendeu e deixou-me estimulada a continuar a carreira de escritora”.
Além do reconhecimento nacional, as autoras terão seus textos publicados em uma revista nacional, que reunirá as obras selecionadas no concurso. A entrega da premiação acontecerá durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em setembro, ocasião em que as escritoras serão homenageadas em um dos maiores eventos literários do país.
Acreanas reconhecidas
2º lugar – Categoria Crônica
- Socorro Camelo
Texto : Até amanhã, Índia!
Textos destacados
- Golbyline Cristina Pullig
Texto : Inclassificável
- Edir Figueira Marques
Texto: Envelhecer não é desaparecer
Menção Honrosa
- Giselle Lopes de Moraes
Texto: Nasci no Acre, virei evento!
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Baixada da Sobral passa a contar com Escolinha Léo Moura viabilizada por recursos do senador Alan Rick

Novo núcleo inicia as atividades com 190 crianças inscritas e amplia para mais de mil o número de alunos atendidos gratuitamente em Rio Branco – Foto: Assessoria
A Baixada da Sobral passa a contar com um espaço permanente de esporte, disciplina e inclusão para crianças e adolescentes. Na manhã deste sábado (1º), foi realizada a entrega dos kits esportivos aos 190 alunos inscritos na Escolinha de Futebol Léo Moura, que iniciará as aulas na próxima terça-feira (4), na Quadra do João Eduardo II, onde também funcionarão as atividades do projeto.
A iniciativa é viabilizada por recursos destinados pelo senador Alan Rick ao Instituto Formando Campeões e garante atendimento gratuito a crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com uniforme completo, materiais esportivos e professores qualificados.
“Hoje posso contribuir pra que essas crianças e essas famílias tenham algo que eu não tive na minha infância, justamente por que minha mãe solteira não teve condições de nos proporcionar. Cada novo núcleo significa mais oportunidades. É gratificante ver esse projeto chegando a mais comunidades e transformando vidas por meio do esporte”, afirmou o senador Alan Rick.
Cada aluno recebeu um kit composto por camisa, short, meião e chuteira. Os recursos destinados pelo senador também custeiam os materiais utilizados nas atividades, como bolas, cones, cartões e apitos, além da remuneração dos professores.
Entre as famílias beneficiadas está a de Samuel Talisson, de 8 anos. Diagnosticado com autismo, o menino vai poder voltar a praticar um esporte para desenvolver suas habilidades, agora em um projeto gratuito e mais próximo de casa.
“O Samuel sempre quis fazer escolinha de futebol. Ele é uma criança autista e o esporte já ajudou muito no desenvolvimento dele. Melhorou a coordenação motora, diminuiu as dores nas pernas e hoje ele já consegue fazer coisas que antes eram difíceis. Aqui vai ficar ainda melhor porque é perto da nossa casa e não vamos mais precisar pagar mensalidade nem material. É um projeto muito importante para a nossa comunidade e para as nossas crianças”, contou a mãe, Jocasta Trindade.
A expectativa também tomou conta de Adila Eloane, de 10 anos, que sonha em seguir no esporte.
“A Adila estava muito ansiosa para começar. Desde que soube do projeto, perguntava todos os dias quando chegaria a hora de participar. Para nós, é uma oportunidade muito importante, porque muitas famílias não têm condições de comprar uniforme e todo o material necessário. Eu não tive essa oportunidade quando era criança, então fico muito feliz por ela poder viver isso”, disse a mãe, Jaira da Silva Alves.
“Eu queria muito fazer futebol porque acho que vou me encaixar muito bem. Gosto de assistir futebol feminino e tenho o sonho de ser jogadora”, completou Adila.
Diante da grande procura pelo projeto, o senador Alan Rick garantiu a abertura de mais 50 vagas para atender as crianças e adolescentes que já aguardam na lista de espera. Com a ampliação, o núcleo da Baixada da Sobral passará de 190 para 240 alunos, beneficiando ainda mais famílias da região.
O coordenador da Escolinha Léo Moura no Acre, Gabriel Brito, destacou que o principal objetivo do projeto vai além da formação de atletas.
“O nosso maior objetivo é formar cidadãos. Nós incentivamos sonhos e ajudamos a formar homens e mulheres de bem, pessoas que respeitem o próximo, contribuam com a comunidade e ajudem no crescimento do nosso estado. O futebol é uma ferramenta para ensinar disciplina, responsabilidade, respeito e cidadania.”
Com o novo núcleo, Rio Branco passa a contar com cinco polos gratuitos de futebol, localizados na Cidade do Povo, Estação, São Francisco, Tancredo Neves e Baixada da Sobral, além do núcleo de vôlei no Rui Lino. Juntos, os projetos já beneficiam mais de mil crianças e adolescentes da capital.
A expansão também avança pelo interior. A Escolinha Léo Moura já funciona em Sena Madureira, Senador Guiomard e Capixaba, retoma as atividades em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima e chegará a Feijó nas próximas semanas. Em Epitaciolândia, as inscrições seguem abertas. A expectativa é que mais de 5 mil crianças e adolescentes sejam atendidos em todo o Acre até o fim de agosto.

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