Política
Ex-secretária Sheila Andrade diz ter sofrido restrições por usar vermelho durante passagem pela Secretaria de Saúde de Rio Branco
Política

Ex-secretária afirma que enfrentou pressão por causa da cor das roupas, critica associação entre cores e posicionamentos políticos e defende liberdade de escolha.
A pré-candidata a deputada federal e ex-secretária municipal de Saúde de Rio Branco, Sheila Andrade, afirmou que viveu momentos de constrangimento enquanto integrava a administração da capital. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela revelou que, durante o período em que esteve no comando da pasta, teria sido alvo de pressão por usar roupas na cor vermelha.
De acordo com Sheila, o assunto voltou à tona depois que seguidores perceberam que ela passou a usar novamente peças vermelhas e perguntaram o motivo da mudança. A ex-secretária explicou que, por muito tempo, evitou a cor devido às situações que enfrentou quando ocupava o cargo.
Segundo ela, durante os três anos em que integrou a gestão municipal houve momentos em que se sentiu pressionada por causa da escolha da cor das roupas. Ela classificou a situação como um período de opressão e afirmou que, na prática, evitava utilizar o vermelho.
Sem mencionar nomes ou direcionar críticas a pessoas específicas, Sheila questionou o hábito de relacionar determinadas cores a grupos políticos ou ideológicos. Para ela, esse tipo de associação limita a liberdade individual e cria preconceitos desnecessários.
A ex-gestora também destacou que a personalidade e os valores de uma pessoa não podem ser definidos pela roupa que veste. Segundo ela, o caráter é construído pelas atitudes e não pela cor escolhida para o vestuário.
Durante a gravação, Sheila defendeu que qualquer cidadão tenha o direito de vestir a cor que desejar, sem sofrer julgamentos ou interpretações políticas. Ela afirmou que a liberdade de escolha deve ser respeitada em qualquer ambiente.
A pré-candidata ainda incentivou seus seguidores a refletirem sobre o tema e participarem da discussão nas redes sociais, afirmando que o debate é importante para combater estigmas relacionados às cores.
Ao encerrar a publicação, Sheila Andrade disse acreditar que Rio Branco precisa superar a cultura de vincular cores a posicionamentos políticos, defendendo uma convivência baseada no respeito às diferenças e na liberdade de expressão individual.
Veja o vídeo:
Ex-secretária Sheila Andrade diz ter sofrido restrições por usar vermelho durante passagem pela Secretaria de Saúde de Rio Branco
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— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) July 30, 2026
Política
Ministério Público Federal cobra mudanças no atendimento aeromédico para indígenas e quer evitar recusas em remoções no Acre

Recomendação determina que Samu e Dsei Alto Rio Juruá adotem novos protocolos para impedir atrasos em resgates – Foto: Secom/ Governo do Acre
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Alto Rio Juruá a adoção de medidas para tornar mais rápido e eficiente o atendimento aeromédico prestado às comunidades indígenas do Acre. O objetivo é evitar que disputas administrativas entre os órgãos prejudiquem o socorro de pacientes que vivem em aldeias isoladas.
A iniciativa foi motivada após a apuração de um caso envolvendo um adolescente do povo Noke Koi, morador da Aldeia Nomanawa, em Tarauacá. Segundo o MPF, a remoção aérea do jovem não foi realizada porque houve divergência sobre qual instituição deveria assumir a operação. Enquanto o Dsei informou não possuir horas de voo disponíveis, o Samu alegou que o transporte não era de sua responsabilidade.
Na avaliação do Ministério Público, situações de urgência não podem ficar condicionadas a impasses burocráticos. O órgão destaca que a assistência à saúde indígena deve funcionar de forma integrada entre o Dsei e o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que pacientes tenham acesso ao atendimento especializado sempre que necessário, especialmente nas regiões de difícil acesso.
Entre as determinações, o MPF orienta que o Samu deixe de exigir informações relacionadas à disponibilidade de aeronaves do Dsei antes de iniciar o atendimento. A recomendação também estabelece que pedidos de remoção não sejam recusados apenas pela ausência de profissional de saúde na aldeia ou por falta de informações clínicas completas, desde que existam dados mínimos para avaliação inicial.
Outro ponto considerado prioritário é a garantia de que, sempre que houver condições técnicas, um acompanhante indicado pela família ou pela comunidade possa viajar com o paciente. A preferência deve ser por alguém que fale a mesma língua indígena, principalmente quando o atendimento envolver crianças, adolescentes ou idosos.
O documento também determina que o Samu atualize, em até 30 dias, seu Protocolo Operacional Padrão, criando regras específicas para o atendimento de indígenas. As mudanças incluem um canal direto de comunicação com o Dsei, definição do fluxo de atendimento e o registro obrigatório de informações como etnia, aldeia, terra indígena e horários de acionamento e conclusão das ocorrências.
Ao Dsei Alto Rio Juruá, o MPF recomendou a adoção do formulário de solicitação de apoio aéreo elaborado pelo Samu e a divulgação do procedimento entre equipes multidisciplinares, polos-base e agentes indígenas de saúde. Além disso, o distrito deverá comunicar ao Ministério Público, em até cinco dias, qualquer recusa, atraso injustificado ou problema ocorrido durante as remoções.
Dados apresentados pelo MPF mostram que, entre maio de 2024 e julho de 2026, foram registrados 46 atendimentos aeromédicos a indígenas por meio do convênio entre Samu, Secretaria de Estado de Saúde e Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Somente em 2026, onze dessas ocorrências aconteceram no município de Feijó. O Samu e o Dsei terão prazo de 15 dias para informar se irão cumprir a recomendação e quais providências serão implementadas. O descumprimento poderá resultar na adoção de medidas judiciais pelo Ministério Público Federal.
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