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“Maior covardia contra Sena”: Gerlen Diniz acusa Meire Serafim de destinar R$ 37,4 milhões para entidades da Bahia e exige explicações
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Prefeito transforma emendas de Meire em munição eleitoral, cobra explicações sobre milhões destinados fora de Sena Madureira – Foto: Reprodução
A disputa política em Sena Madureira ganhou temperatura máxima. O prefeito Gerlen Diniz divulgou um vídeo para atacar diretamente a deputada federal Meire Serafim (União Brasil), acusando a parlamentar de direcionar R$ 37.409.592 para entidades da Bahia. A ofensiva chama ainda mais atenção porque Meire foi a deputada federal mais votada no município na eleição passada e mantém forte ligação política com Sena Madureira.
Gerlen não economizou nas palavras. Com documentos exibidos diante da câmera, classificou a suposta destinação dos recursos como o “ato de maior covardia” contra Sena Madureira de que tem conhecimento. A acusação coloca no centro do debate uma pergunta que deverá acompanhar a campanha: por que uma parlamentar com expressiva votação no município teria destinado tamanho volume de recursos para entidades de outro estado, caso os valores apresentados pelo prefeito sejam confirmados?
Apesar do discurso contundente do prefeito, os registros públicos consultados pelo 3 de Julho Notícias recomendam cautela antes de tratar os R$ 37,4 milhões como dinheiro comprovadamente pago a ONGs baianas. A Câmara dos Deputados registra que Meire apresentou emendas de abrangência nacional. Em 2026, por exemplo, aparecem R$ 10 milhões autorizados para projetos de esporte, educação, lazer e inclusão social em âmbito nacional, além de R$ 4 milhões para assistência hospitalar e R$ 6 milhões para vigilância em saúde, também classificados como nacionais. Esses dados, entretanto, não identificam sozinhos a Bahia como destino de todo o montante apontado por Gerlen.
Também seria incorreto passar ao eleitor a impressão de que Meire não destinou recursos ao Acre ou a Sena Madureira. Os próprios dados oficiais mostram que, em 2024, uma emenda de R$ 8.590.730 para custeio da atenção primária foi destinada especificamente a Sena Madureira e consta como integralmente paga. No mesmo ano, outros R$ 18,9 milhões em transferências especiais foram destinados ao Acre.
O vídeo, portanto, não é apenas uma cobrança administrativa: é uma peça da guerra eleitoral que se intensifica no município. Gerlen aproveitou a denúncia para pedir aos eleitores que rejeitem nas urnas candidatos que se apresentam como representantes de Sena Madureira, mas que, segundo sua acusação, direcionariam recursos para outros estados. Na mesma manifestação, o prefeito declarou apoio a Manoel Gerônimo para deputado federal, deixando explícito o componente eleitoral do pronunciamento.
Agora, a cobrança por transparência precisa alcançar todos os lados. Gerlen colocou uma acusação grave na praça pública e precisa apresentar o detalhamento das emendas, entidades beneficiárias, convênios e valores efetivamente pagos que sustentam os R$ 37.409.592 citados. Meire Serafim, por sua vez, tem espaço para esclarecer onde foram aplicados os recursos de abrangência nacional e responder diretamente à acusação. Em plena campanha, documentos completos — e não apenas discursos de palanque — são essenciais para que o eleitor de Sena Madureira saiba exatamente para onde foi cada real das emendas parlamentares.
Veja o vídeo:
Gerlen Diniz endurece contra Meire Serafim e acusa deputada mais votada em Sena Madureira de levar R$ 37,4 milhões para entidades da Bahia pic.twitter.com/kLsi111VE6
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) September 16, 2026
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Sem cheque em branco: Kamai cobra Alysson Bestene por cálculo de R$ 11,29 e alerta para déficit milionário nos ônibus

A gestão do prefeito Alysson Bestene voltou ao centro das cobranças na Câmara Municipal de Rio Branco ao encaminhar um projeto que mexe diretamente no financiamento do transporte coletivo, mas que, segundo o vereador André Kamai, não apresenta informações técnicas suficientes para justificar os valores colocados na mesa.
Nesta terça-feira (15), Kamai utilizou a tribuna para questionar o Projeto de Lei nº 88/2026. A proposta da Prefeitura altera o modelo de custeio do transporte público da capital, substituindo a remuneração baseada na bilhetagem pelo pagamento por quilômetro rodado, estabelecido em R$ 11,29.
A mudança pode representar uma nova forma de organizar o sistema, mas uma pergunta básica continua sem resposta: como a Prefeitura de Alysson Bestene chegou exatamente aos R$ 11,29 por quilômetro?
Para Kamai, não basta a gestão municipal apresentar um número e esperar que os vereadores simplesmente autorizem a mudança. Quando estão em jogo milhões de reais dos cofres públicos, a Prefeitura precisa demonstrar detalhadamente quais custos, despesas e critérios técnicos sustentam o valor.
O parlamentar afirmou que deseja a chegada dos novos ônibus, mas lembrou que a necessidade urgente de recuperar o transporte coletivo não pode ser usada como argumento para reduzir a fiscalização do Legislativo.
“Eu também estou numa torcida gigante para que os ônibus novos cheguem na cidade de Rio Branco, para que a Prefeitura comece a repor o que ela mesmo destruiu, que foi o sistema de transporte coletivo, para a gente ter de volta o direito dos cidadãos de poder ir trabalhar, ir para a escola em boas condições”, declarou Kamai.
A declaração aumenta a pressão política sobre Alysson Bestene. Afinal, trabalhadores e estudantes enfrentam diariamente os problemas do transporte público, enquanto a Prefeitura tenta aprovar um novo modelo financeiro sem, segundo o vereador, apresentar todos os elementos necessários para que a Câmara saiba exatamente o que está autorizando.
A cobrança não parte apenas da oposição. Conforme apresentado pelo vereador, o próprio parecer da Procuradoria da Câmara apontou entraves relacionados à ausência de documentos técnicos que comprovem a memória de cálculo utilizada no projeto.
Outro ponto que acende o sinal de alerta é a projeção de um déficit orçamentário de quase R$ 13 milhões. Além disso, Kamai chama atenção para dispositivos que podem abrir espaço para mudanças no valor de R$ 3,50 atualmente pago pelo passageiro.
Diante de números dessa dimensão, a gestão Alysson Bestene terá de explicar de maneira clara quem arcará com a diferença, qual será o impacto real sobre os cofres municipais e quais garantias existem de que a conta não terminará pesando ainda mais sobre a população.
Kamai deixou claro que não está afirmando antecipadamente que R$ 11,29 seja um valor caro ou barato. O problema, segundo ele, é justamente não haver elementos suficientes para fazer essa avaliação.
“Nós precisamos saber como a prefeitura chegou nesse cálculo, como chegou no valor de R$ 11,29. E eu não estou dizendo aqui se ele é alto ou se ele é baixo, estou dizendo que é uma necessidade dessa casa saber esses valores para que a gente consiga avaliar e votar tecnicamente”, afirmou.
A cobrança coloca a administração municipal diante de uma questão simples: se o cálculo está tecnicamente correto, por que toda a documentação necessária para comprová-lo não acompanhou a proposta enviada aos vereadores?
Para impedir que uma decisão milionária seja tomada sem as devidas explicações, André Kamai apresentou um Requerimento de Urgência solicitando que a Prefeitura de Rio Branco e a RBTRANS encaminhem imediatamente as informações operacionais, financeiras e técnicas relacionadas ao novo modelo.
O episódio expõe mais uma vez a necessidade de transparência da gestão Alysson Bestene em uma área que mexe diretamente com o cotidiano de milhares de rio-branquenses. Renovar a frota é necessário e melhorar o transporte coletivo é urgente, mas nenhuma dessas necessidades pode transformar a Câmara Municipal em mera homologadora das decisões do Executivo.
Antes de pedir autorização para comprometer milhões de reais do orçamento público, a Prefeitura precisa abrir as contas, apresentar os cálculos e explicar cada centavo. A população de Rio Branco não pode ser chamada apenas para pagar a conta depois.
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