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Tribunal de Justiça reduz pena de Tonheiro, ex-prefeito de Bujari, de 19 para 14 anos e afasta condenação por lavagem de dinheiro

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Tonheiro, conseguiu reduzir em mais de cinco anos a condenação após Tribunal afastar lavagem de dinheiro e absorver outros crimes pelo peculato – Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Bujari Antonio Raimundo de Brito Ramos, conhecido como Tonheiro, teve a pena reduzida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) após o Tribunal Pleno Jurisdicional analisar uma revisão criminal apresentada pela defesa. A condenação, que era de 19 anos, 9 meses e 12 dias, caiu para 14 anos, 2 meses e 27 dias de reclusão, em regime fechado.

A decisão foi tomada por unanimidade durante julgamento realizado no dia 11 de setembro. A revisão criminal teve como relatora a desembargadora Regina Ferrari e como revisor o desembargador Nonato Maia. O resultado foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico na segunda-feira (14).

Tonheiro havia sido condenado por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, peculato, dispensa irregular de licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Na revisão criminal, a defesa questionou pontos da condenação e conseguiu que parte das imputações fosse reavaliada. O Tribunal aplicou o princípio da consunção ao entender que determinadas condutas faziam parte do caminho utilizado para a prática do peculato e, por isso, não deveriam resultar em punições independentes.

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Segundo o entendimento do colegiado, a adesão considerada fraudulenta a uma ata e a emissão de notas fiscais apontadas como falsas estavam diretamente relacionadas ao mecanismo utilizado para o desvio dos recursos públicos.

Diante disso, os crimes de dispensa irregular de licitação e falsidade ideológica foram absorvidos pelo peculato, deixando de produzir condenações autônomas no cálculo da pena.

A mudança foi um dos fatores responsáveis pela redução do tempo de prisão imposto ao ex-prefeito.

Outro ponto importante da decisão foi o afastamento da condenação por lavagem de dinheiro.

A acusação envolvia o depósito de vantagem indevida na conta bancária de uma terceira pessoa e o posterior repasse dos valores a familiares para pagamento de despesas pessoais.

Para o Tribunal, essa movimentação não demonstrou, por si só, uma operação independente destinada a ocultar a origem do dinheiro ou reinseri-lo na economia formal com aparência de legalidade.

Com esse entendimento, Tonheiro foi absolvido da imputação de lavagem de dinheiro por atipicidade material, com fundamento no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal.

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Apesar de conseguir reduzir a pena, Tonheiro permaneceu condenado por outros crimes. O TJAC manteve, entre as responsabilizações, as condenações por organização criminosa e corrupção passiva.

Conforme registrado na decisão, ficou comprovada a existência de uma estrutura organizada e permanente, com divisão de tarefas entre integrantes de núcleos político e empresarial, destinada à obtenção de recursos públicos.

Em relação à corrupção passiva, o colegiado considerou comprovada a exigência de vantagens indevidas para beneficiar o grupo empresarial.

Entre as vantagens apontadas no processo estavam pagamentos mensais e um veículo.

Com a absorção de crimes relacionados à licitação e à falsidade ideológica pelo peculato e o afastamento da lavagem de dinheiro, o Tribunal realizou um novo cálculo da condenação.

A pena definitiva de Antonio Raimundo de Brito Ramos, o Tonheiro, ficou em 14 anos, 2 meses e 27 dias de reclusão, em regime fechado, além de 505 dias-multa.

Assim, embora tenha conseguido retirar mais de cinco anos da condenação anterior, o ex-prefeito de Bujari continua com uma pena superior a 14 anos de prisão.

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Tribunal de Contas reúne instituições e candidaturas ao Governo em encontro sobre desafios e prioridades para o Acre

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“Instituições em rede: painéis colaborativos para a governança do Acre” será realizado nesta quarta-feira, 16 – Foto: Assessoria

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realiza, nesta quarta-feira, 16 de setembro, o encontro “Instituições em rede: painéis colaborativos para a governança do Acre”, iniciativa interinstitucional voltada às candidaturas aos cargos majoritários do Poder Executivo estadual.

O encontro será realizado no Plenário do TCE-AC, em Rio Branco, e reunirá instituições públicas e organismos parceiros em torno da apresentação de informações técnicas sobre a realidade acreana. A programação começa às 8h, com recepção e credenciamento dos candidatos e das equipes técnicas, seguida da abertura institucional.

A iniciativa conta com a participação do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Controladoria-Geral da União (CGU), Universidade Federal do Acre (Ufac), Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Ministério Público de Contas (MPC), Polícia Federal e UNICEF.

A proposta é disponibilizar às candidaturas dados qualificados sobre questões fiscais, administrativas, sociais, econômicas, ambientais e territoriais, contribuindo para uma compreensão mais ampla do cenário atual do Acre e para a formulação de políticas públicas com valor para a sociedade.

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Dados para pensar o presente e o futuro do Acre

Ao longo da manhã, diferentes painéis abordarão temas estratégicos para o desenvolvimento do estado. Entre os assuntos previstos estão desenvolvimento social, saúde, educação e primeira infância; violência contra crianças e orçamento destinado à primeira infância; meio ambiente e gestão dos efeitos climáticos; saúde fiscal do Estado; além de dados gerais sobre o Acre apresentados pela CGU.

A programação inclui ainda a apresentação da Carta “Um Compromisso com o Acre”, espaço para as considerações das candidaturas e, ao término, a assinatura da Carta Compromisso.

Para a presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, o encontro reforça o papel das instituições na produção e no compartilhamento de informações que possam contribuir para decisões públicas mais qualificadas.

“A proposta é reunir instituições, conhecimentos e dados sobre o Acre e colocá-los à disposição daqueles que se apresentam à sociedade para governar o Estado. São informações que ajudam a compreender nossos desafios e potencialidades e que podem contribuir para a construção de políticas públicas mais efetivas e conectadas às necessidades da população”, destaca a presidente.

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