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Jorge Viana e Thor Dantas se reúnem com trabalhadores da Cooperacre e defendem geração de empregos e fortalecimento da produção no Acre

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O candidato ao Senado Jorge Viana e o candidato ao governo do Acre Thor Dantas se reuniram nesta quinta-feira (9) com trabalhadores da Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre), em Rio Branco, em uma agenda voltada à produção, ao cooperativismo e ao potencial econômico do Acre.

Fundada em 2001, a Cooperacre atua na organização, beneficiamento e comercialização de produtos extrativistas e da agricultura familiar, como castanha-do-Brasil, borracha, polpas, palmito de pupunha e café. Presente em 20 dos 22 municípios do Acre, além de áreas de Rondônia e do sul do Amazonas, a cooperativa reúne mais de 3.500 famílias cooperadas e 1.800 fornecedoras, beneficiando mais de 5.300 famílias e fortalecendo a geração de renda e a economia da floresta.

Durante a visita, os candidatos conheceram a estrutura da cooperativa e conversaram com trabalhadores sobre a importância da produção local para a geração de empregos e renda. Ao falar sobre o fortalecimento da produção da castanha, Jorge Viana destacou a criação da Lei Chico Mendes, durante seu primeiro mês de governo em 1999, e afirmou que a medida previa subsídios para as duas cadeias produtivas.

“Subsídio pra borracha e pra castanha. Sem aquilo não tinha cooperado. Porque o preço de castanha e borracha era tão maluco naquela época, e tão desvalorizado, que não tinha tempo de cooperar”, relembra Jorge.

Ao mencionar o desenvolvimento da produção no estado, Jorge defendeu que o Acre aproveite melhor sua localização estratégica e sua ligação com mercados internacionais.

“É o estado mais perto do Pacífico. Eu sei o que a gente está falando. Quando a gente fez a estrada do Pacífico, é porque a gente já sonhava há 20 anos, quando eu construí lá. É um lugar onde a gente tem uma vantagem comparativa com os outros”, pontuou.

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Thor Dantas defende fortalecimento de cooperativas e produtores locais

Thor Dantas destacou a importância das cooperativas e dos produtores locais para a economia do estado. O candidato afirmou que pretende estimular a produção acreana e ampliar a participação dos produtos do estado nas compras realizadas pelo poder público.

“Vamos arrumar essa economia, resolvendo os problemas de infraestrutura, valorizando as cooperativas, os produtores locais, comprando e colocando na mesa para criar um produto feito aqui no Acre”, afirmou.

Para Thor, o fortalecimento da produção local deve estar associado à geração de oportunidades de trabalho e à permanência dos recursos dentro da economia acreana. O candidato destacou a ida de acreanos para outros estados por falta de empregos no estado.

“Vamos contratar os médicos que estão indo embora do Acre todo ano, formados aqui, acreanos querendo trabalhar, e estão indo embora porque esse governo não contrata. Porque a população não aguenta mais”, afirmou.

Cooperacre movimenta economia da floresta e alcança mercado internacional

Em 2025, a Rede Cooperacre movimentou mais de R$ 93 milhões em negócios relacionados à bioeconomia. A cooperativa também possui estrutura para beneficiamento e comercialização dos produtos e mantém relações comerciais com diferentes mercados internacionais.

Ao falar sobre o início da cooperativa, o superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro destacou o papel do apoio recebido durante o primeiro governo de Jorge Viana para a organização dos produtores extrativistas.

“O início da Cooperacre foi muito difícil. Mas a gente conseguiu alavancar a Cooperacre com a ideia do Jorge Viana ainda, quando ele estava no primeiro governo dele, com o governo da floresta, e aí ele tinha ali aquela grande vontade de atender os produtores extrativistas”, conta.

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Segundo Manoel, naquele período os produtores enfrentavam dificuldades para comercializar a produção e transportar os produtos até a capital.

“Os produtores extrativistas tinham muita dificuldade de vender seus produtos, de sair com seus produtos para a capital, para vender. Eu mesmo vinha no caminhão, passava de semana dormindo na boleta do caminhão”, relembra.

Trabalhadora explica processo de produção da castanha

Durante a visita, Rosiane Manasfi, auxiliar de qualidade da Cooperacre há nove anos, explicou o trabalho realizado no controle de qualidade da castanha, principal produto beneficiado pela cooperativa. Segundo Rosiane, a castanha chega à unidade ainda in natura e passa por etapas de armazenamento, processamento e controle de umidade antes de ser liberada para comercialização.

“A gente tira a umidade de entrada, saída, na liberação do produto para o cliente, a gente faz a liberação dela, a umidade, que tem que dar abaixo de 4%. Então, ela estando abaixo de 4%, ela está ótima para liberação do consumo”, explicou.

A funcionária também destacou a qualidade do produto e a importância da cooperativa para a economia da região. “O nosso diferencial é que é um produto bem de qualidade. O nosso produto, a nossa castanha, é o melhor produto.”

A visita à Cooperacre integra a série de agendas realizadas pelos candidatos Jorge Viana e Thor Dantas, que têm percorrido diferentes setores da sociedade acreana para ouvir demandas, apresentar propostas e discutir alternativas para o desenvolvimento econômico e social do estado.

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MPAC abre apuração sobre transparência da Câmara de Assis Brasil e presidente Wendell Gonçalves Marques presta esclarecimentos

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Procedimento vai verificar informações disponíveis no Portal da Transparência; Wendell Marques, afirma que endereço analisado não era o site institucional do Legislativo.

A gestão do presidente Wendell Gonçalves Marques à frente da Câmara Municipal de Assis Brasil passou a ser objeto de uma apuração do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). O órgão quer conferir se o Legislativo vem disponibilizando corretamente à população informações obrigatórias sobre gastos, contratos, licitações, folha de pagamento e outros dados públicos exigidos pelas regras de transparência e acesso à informação.

O procedimento, de nº 06.2026.00000211-9, foi formalizado pela Portaria nº 0026/2026/PJC/ASSBRA, assinada pelo promotor de Justiça Luã Brito Barbosa. A iniciativa ocorreu após relatório produzido a partir de trabalho técnico ligado ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Núcleo de Apoio Técnico do MPAC.

Na avaliação inicial, foram apontadas possíveis falhas relacionadas ao cumprimento de requisitos mínimos de transparência pública. Entre os dados que, segundo o relatório, não teriam sido localizados no endereço eletrônico analisado estavam informações sobre execução financeira e orçamentária, licitações, contratos e folha de pagamento. Os apontamentos levaram o Ministério Público a cobrar explicações da Câmara de Assis Brasil.

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Ao responder ao MPAC, o presidente Wendell Gonçalves Marques contestou um ponto importante da análise inicial. De acordo com as informações encaminhadas pelo chefe do Legislativo, o endereço eletrônico verificado pelo setor técnico seria um domínio comercial pertencente a terceiros e não corresponderia ao portal institucional oficial da Câmara Municipal de Assis Brasil.

A gestão comandada por Wendell Gonçalves Marques também comunicou ao Ministério Público que o portal oficial da Câmara passava por serviços de manutenção e atualização. Entre as intervenções informadas estavam ajustes técnicos e modificações no banco de dados. Diante dessa resposta, o MPAC decidiu aprofundar a análise para verificar a situação atual do sistema e confirmar se as informações exigidas pela legislação estão efetivamente disponíveis à população.

Agora, novas verificações deverão analisar o funcionamento e a regularidade do Portal da Transparência da Câmara durante a presidência de Wendell Gonçalves Marques, especialmente quanto ao cumprimento da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000). O Ministério Público ressalta que a disponibilização adequada desses dados é fundamental para permitir fiscalização, acompanhamento dos gastos públicos e controle social por parte dos cidadãos.

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O Procedimento Preparatório ainda está em fase de apuração e busca reunir elementos para esclarecer os fatos, não significando, por si só, a constatação definitiva de irregularidades ou responsabilização do presidente Wendell Gonçalves Marques ou de outros integrantes da Câmara. Caso eventuais descumprimentos sejam confirmados ao final das verificações, o MPAC poderá avaliar as providências legais cabíveis, incluindo a possibilidade de termo de ajustamento de conduta (TAC) ou ação civil pública.

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