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Jorge Viana apresenta propostas para saúde, segurança, estradas e geração de oportunidades no Acre

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O candidato ao Senado Jorge Viana apresentou, na manhã desta quinta-feira (17), durante entrevista à TV5 com o jornalista Washington Aquino, algumas das principais propostas que pretende defender caso seja eleito. Saúde, segurança pública, infraestrutura, produção, apoio aos municípios e geração de oportunidades para a juventude estiveram entre os temas abordados.

Jorge iniciou a entrevista lembrando que, nas eleições deste ano, o Acre elegerá dois senadores e que cada eleitor terá direito a dois votos para o cargo. Segundo ele, sua candidatura busca um desses votos com o propósito de colocar sua experiência política a serviço do estado.

“São dois votos para o Senado e eu estou pedindo um voto pelo Acre. Quero usar a experiência que acumulei como governador e senador para ajudar nosso estado, trabalhar com as prefeituras, buscar investimentos e fazer uma atuação que coloque os interesses do Acre acima das disputas partidárias”, afirmou.

Saúde como prioridade

Entre as propostas apresentadas, Jorge destacou mudanças na estrutura de financiamento e atendimento da saúde pública. Ele defendeu a busca de um modelo que permita ao Hospital Santa Juliana ampliar o acesso a recursos federais e propôs trabalhar para transformar a Fundação Hospitalar em um hospital universitário federal.

Na avaliação do candidato, uma maior participação da União no financiamento e na estrutura hospitalar poderia contribuir para ampliar a capacidade de atendimento e ajudar o estado a enfrentar os problemas do setor.

Segurança e enfrentamento ao crime organizado

Jorge também apontou a segurança pública como uma das prioridades de seu mandato. Ele defendeu o fortalecimento da legislação e uma atuação articulada entre União, Estado e municípios para enfrentar o crime organizado.

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O candidato relacionou a proposta à experiência de sua gestão no Governo do Acre e afirmou que pretende trabalhar no Senado pelo fortalecimento dos instrumentos de combate às organizações criminosas e por políticas que contribuam para devolver tranquilidade à população.

Produção e regularização das propriedades

Outro compromisso apresentado durante a entrevista foi a busca de soluções para propriedades rurais atingidas por embargos ambientais. Jorge, que foi relator do Código Florestal no Senado, afirmou que pretende trabalhar para conciliar o cumprimento da legislação ambiental com o desenvolvimento das atividades produtivas.

Segundo ele, é necessário encontrar caminhos juridicamente seguros que permitam ao Acre ampliar investimentos na pecuária, na agricultura e na produção de grãos, garantindo condições para o desenvolvimento do setor rural dentro da legislação.

BR-364 e BR-317

As rodovias federais BR-364 e BR-317 também foram destacadas pelo candidato. Jorge afirmou que pretende atuar pela garantia permanente de recursos para manutenção e recuperação das duas estradas, consideradas estratégicas para a integração e a economia acreana.

Ele lembrou ainda sua atuação, mesmo sem mandato, na defesa da retomada dos investimentos federais na BR-364 e afirmou que, no Senado, pretende acompanhar de forma permanente as duas rodovias e trabalhar para assegurar recursos no Orçamento da União.

Juventude e novas oportunidades

Ao abordar a juventude, Jorge defendeu políticas de geração de emprego, formação profissional e melhoria da infraestrutura digital. Para ele, ampliar a qualidade da internet no Acre pode abrir novas possibilidades de estudo, trabalho, empreendedorismo e negócios, especialmente para os jovens.

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Jorge também manifestou preocupação com a saída de acreanos para outras regiões do país em busca de oportunidades. Segundo dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 68.736 pessoas naturais do Acre residiam em outra Unidade da Federação. Para Jorge, é necessário criar condições para que os acreanos, especialmente os jovens, encontrem perspectivas de trabalho e desenvolvimento no próprio estado.

“O Acre precisa voltar a ser uma terra de oportunidades. Quero trabalhar para que nossos jovens possam estudar, empreender, ter acesso à tecnologia e encontrar emprego aqui, sem precisar sair do estado em busca de oportunidades. Precisamos criar condições para que as pessoas possam construir seu futuro na nossa terra”, afirmou.

Ao final, Jorge ressaltou que pretende exercer um mandato voltado à defesa dos interesses do estado, à busca de recursos federais e ao apoio às prefeituras, independentemente de diferenças partidárias.

“Não quero ir para o Senado para fazer guerra ideológica ou partidária. Quero ser um defensor do Acre, ajudar nossos municípios, buscar recursos, abrir portas e fazer com que o nosso estado tenha novamente voz e respeito em Brasília”, concluiu.

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“Maior covardia contra Sena”: Gerlen Diniz acusa Meire Serafim de destinar R$ 37,4 milhões para entidades da Bahia e exige explicações

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Prefeito transforma emendas de Meire em munição eleitoral, cobra explicações sobre milhões destinados fora de Sena Madureira – Foto: Reprodução

A disputa política em Sena Madureira ganhou temperatura máxima. O prefeito Gerlen Diniz divulgou um vídeo para atacar diretamente a deputada federal Meire Serafim (União Brasil), acusando a parlamentar de direcionar R$ 37.409.592 para entidades da Bahia. A ofensiva chama ainda mais atenção porque Meire foi a deputada federal mais votada no município na eleição passada e mantém forte ligação política com Sena Madureira.

Gerlen não economizou nas palavras. Com documentos exibidos diante da câmera, classificou a suposta destinação dos recursos como o “ato de maior covardia” contra Sena Madureira de que tem conhecimento. A acusação coloca no centro do debate uma pergunta que deverá acompanhar a campanha: por que uma parlamentar com expressiva votação no município teria destinado tamanho volume de recursos para entidades de outro estado, caso os valores apresentados pelo prefeito sejam confirmados?

Apesar do discurso contundente do prefeito, os registros públicos consultados pelo 3 de Julho Notícias recomendam cautela antes de tratar os R$ 37,4 milhões como dinheiro comprovadamente pago a ONGs baianas. A Câmara dos Deputados registra que Meire apresentou emendas de abrangência nacional. Em 2026, por exemplo, aparecem R$ 10 milhões autorizados para projetos de esporte, educação, lazer e inclusão social em âmbito nacional, além de R$ 4 milhões para assistência hospitalar e R$ 6 milhões para vigilância em saúde, também classificados como nacionais. Esses dados, entretanto, não identificam sozinhos a Bahia como destino de todo o montante apontado por Gerlen.

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Também seria incorreto passar ao eleitor a impressão de que Meire não destinou recursos ao Acre ou a Sena Madureira. Os próprios dados oficiais mostram que, em 2024, uma emenda de R$ 8.590.730 para custeio da atenção primária foi destinada especificamente a Sena Madureira e consta como integralmente paga. No mesmo ano, outros R$ 18,9 milhões em transferências especiais foram destinados ao Acre.

O vídeo, portanto, não é apenas uma cobrança administrativa: é uma peça da guerra eleitoral que se intensifica no município. Gerlen aproveitou a denúncia para pedir aos eleitores que rejeitem nas urnas candidatos que se apresentam como representantes de Sena Madureira, mas que, segundo sua acusação, direcionariam recursos para outros estados. Na mesma manifestação, o prefeito declarou apoio a Manoel Gerônimo para deputado federal, deixando explícito o componente eleitoral do pronunciamento.

Agora, a cobrança por transparência precisa alcançar todos os lados. Gerlen colocou uma acusação grave na praça pública e precisa apresentar o detalhamento das emendas, entidades beneficiárias, convênios e valores efetivamente pagos que sustentam os R$ 37.409.592 citados. Meire Serafim, por sua vez, tem espaço para esclarecer onde foram aplicados os recursos de abrangência nacional e responder diretamente à acusação. Em plena campanha, documentos completos — e não apenas discursos de palanque — são essenciais para que o eleitor de Sena Madureira saiba exatamente para onde foi cada real das emendas parlamentares.

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