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Ex-deputado Daniel Zen desmonta discurso de Gladson Cameli e afirma que tese de perseguição política “não cola” diante de provas robustas
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O ex-deputado estadual Daniel Zen, do PT do Acre, rebateu o pronunciamento do ex-governador Gladson Cameli após a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em comentário publicado nas redes sociais, Zen questionou o tom do vídeo divulgado por Gladson, contestou a versão de perseguição política e afirmou que o processo contém elementos probatórios robustos.
Gladson se manifestou pela primeira vez após o julgamento afirmando que recebeu com tranquilidade o resultado no STJ, que a decisão ainda não representa um ponto final e que pretende recorrer ao próprio STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF). No vídeo, também declarou ser alvo de perseguição política e relacionou o caso ao calendário eleitoral.
Daniel Zen ironizou a forma do pronunciamento. Segundo ele, Gladson parecia “tão calmo, tranquilo e verdadeiro” que precisou ler o texto em um teleprompter, “de olhos estatelados e fala robótica, sem entonação, pausas ou pontuações”.
O ex-deputado afirmou que qualquer pessoa pública está sujeita a processos e investigações, mas fez uma distinção entre responder a ações e ser condenado. Zen citou a própria trajetória para comparar as situações.
“Eu, por exemplo, nos meus 18 anos de vida pública, cargos e mandatos, respondi a dezenas de processos. A diferença é que fui inocentado em todos eles”, afirmou.
Zen também reconheceu que a decisão contra Gladson ainda não é definitiva e que o ex-governador tem direito de recorrer. No entanto, contestou a afirmação de que o STF já teria julgado e declarado ilegais muitas das acusações.
Segundo o ex-deputado, o Supremo não decretou ilegalidade das acusações, mas apenas a nulidade da coleta de parte das provas. Ele também ressaltou que a decisão do STF não atingiu todo o conjunto probatório usado no processo.
“Não é verdade que o STF já teria julgado e declarado que muitas das acusações foram feitas de forma ilegal. O STF não decretou ilegalidade das acusações, mas apenas a nulidade da coleta de algumas das provas. E ainda assim não foi de todas as provas coletadas”, escreveu.
Para Daniel Zen, a tese de perseguição política não se sustenta diante do conteúdo do processo. O ex-deputado afirmou ter lido os autos e disse que as provas são consistentes.
“Sendo assim, essa história de perseguição política não cola, não nesse caso, diante de tantos elementos probatórios. Aliás, quem se deu ao trabalho de ler o processo, como eu me dei, vê que as provas são pra lá de robustas”, declarou.
Em tom crítico, Zen também fez referência às acusações de uso de recursos públicos para fins privados, incluindo aquisição de veículos, apartamento de luxo e construção de uma mansão. A afirmação foi feita pelo ex-deputado como comentário político sobre o caso julgado pelo STJ.
A condenação de Gladson reacendeu o debate sobre os impactos jurídicos e eleitorais da decisão. Pela Lei da Ficha Limpa, condenações criminais por órgão colegiado podem gerar inelegibilidade, ainda que ainda caibam recursos, dependendo da análise da Justiça Eleitoral no momento do registro de candidatura e de eventual decisão suspendendo os efeitos da condenação.
Gladson, por sua vez, afirma que continuará recorrendo e que pretende levar o caso às instâncias superiores. No pronunciamento, disse que adversários terão que enfrentá-lo “na urna”, mantendo o discurso de que o julgamento não encerra sua trajetória política.

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Ex-vice-governador Major Rocha faz grave denúncia e diz que Gladson Cameli pode terminar condenado a quase 250 anos de cadeia

Rocha do Acre faz declaração polêmica em vídeo e amplia crise política envolvendo o nome do ex-governador acreano.
O ex-vice-governador do Acre, Major Rocha, voltou a fazer duras críticas contra o ex-governador Gladson Cameli e afirmou que ele pode chegar a cumprir quase 250 anos de prisão caso seja condenado em processos e investigações que envolvem sua gestão. A declaração foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais, onde Rocha promete explicar aos seguidores os motivos que, segundo ele, poderiam levar a uma pena tão elevada.
Durante a gravação, Major Rocha utiliza um tom direto e afirma que apresentará detalhes que justificariam sua declaração.
“Eu vou te mostrar por que isso pode realmente acontecer. Fique comigo até o final”, diz o ex-vice-governador logo no início do vídeo, em uma fala que rapidamente repercutiu entre apoiadores e adversários políticos no Acre.
As declarações aumentam ainda mais a tensão política envolvendo antigos aliados do governo acreano. Major Rocha e Gladson Cameli já dividiram o comando do Executivo estadual, mas a relação entre ambos se deteriorou nos últimos anos, marcada por acusações públicas, rompimentos políticos e trocas constantes de críticas.
Até o momento, Gladson Cameli não comentou oficialmente as declarações feitas pelo ex-vice-governador. O ex-governador, no entanto, já negou em outras ocasiões qualquer irregularidade e afirma ser alvo de perseguições políticas promovidas por antigos aliados e adversários.
A repercussão do vídeo movimentou os bastidores da política acreana, principalmente entre grupos ligados às eleições de 2026. O episódio também reacende debates sobre investigações envolvendo a gestão estadual e o impacto que possíveis decisões judiciais podem ter no futuro político de lideranças do Acre.
Nos comentários das redes sociais, internautas se dividiram entre os que defendem as declarações de Major Rocha e os que consideram exageradas as acusações contra Gladson Cameli. O vídeo continua circulando em grupos políticos e promete gerar novos desdobramentos nos próximos dias.
Veja o vídeo:
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