Política
Federação Brasil da Esperança oficializa André Kamai na presidência e fortalece articulação da Aliança Progressista para 2026 no Acre
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A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) oficializou, na noite desta segunda-feira (4), a troca de sua presidência estadual. O vereador de Rio Branco e atual presidente do PT, André Kamai, assume o comando do bloco no lugar de Shirley Torres (PV). A mudança ocorre em um momento estratégico, com a federação servindo de núcleo para a “Aliança Progressista”, coalizão que já reúne sete partidos de esquerda e centro-esquerda no estado.
Durante a reunião, que também contou com o presidente estadual do PcdoB, o médico Eduardo Farias (PCdoB), Shirley Torres fez um balanço de sua gestão, destacando o papel de resistência da federação nos últimos anos. Kamai, por sua vez, agradeceu a condução da ex-presidente, pontuando que ela teve a “sabedoria e tranquilidade” necessárias para manter a unidade do campo progressista até aqui.
A nova presidência já tem metas definidas. Kamai frisou que, embora existam disputas naturais entre os partidos que compõem a federação, o foco agora é o “pensar coletivo”. Segundo ele, “a prioridade imediata é a montagem das chapas proporcionais (deputados estaduais e federais) para garantir competitividade ao projeto majoritário”, que já tem confirmado os nomes de Jorge Viana (PT) como pré-candidato ao Senado e o médico Thor Dantas (PSB) como pré-candidato ao Governo do Estado – além do apoio à reeleição do presidente Lula.
Kamai destacou ainda que a missão é abrir diálogo para fechar as melhores configurações possíveis, aproveitando o momento de crescimento da Aliança Progressista, que recentemente recebeu a adesão do partido Podemos. “Estamos nos colocando solidariamente para trabalhar e construir alternativas para um Acre melhor”, afirmou o novo presidente.
Para Shirley Torres, a expectativa é de uma eleição “bonita e representativa”. Com a liderança de Kamai, a Federação busca agora converter a união das sete siglas em uma estrutura capilarizada para enfrentar a disputa de 2026 em todos os municípios acreanos.
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“Vergonha total”: Parque industrial de Feijó afunda no abandono e Edvaldo acusa governo de virar as costas para empresários

Parlamentar afirma que falta de manutenção compromete produção e acesso de empresas no município.
O deputado estadual Edvaldo Magalhães fez duras críticas à situação do parque industrial de Feijó durante sessão realizada nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Acre. O parlamentar afirmou que a estrutura enfrenta sérios problemas de infraestrutura e acusou o governo estadual de abandonar um espaço considerado estratégico para o fortalecimento da economia local.
Durante o pronunciamento, Edvaldo apresentou imagens que mostram as dificuldades enfrentadas por empresários e trabalhadores da região. Segundo ele, as condições das vias internas do parque industrial pioraram nos últimos anos, dificultando o tráfego de veículos e prejudicando diretamente o funcionamento das empresas instaladas no local.
O deputado relembrou que o parque industrial foi criado em 2013, quando ele comandava a área de indústria no Estado, com o objetivo de organizar o setor madeireiro e incentivar a geração de emprego e renda em Feijó. Atualmente, o espaço abriga diversas empresas do ramo moveleiro, além de iniciativas voltadas para torrefação de café e novos investimentos na cadeia produtiva do açaí.
De acordo com o parlamentar, a falta de manutenção ao longo dos anos transformou o local em um cenário de abandono. Ele destacou que, durante o período de chuvas, caminhões e veículos enfrentam enormes dificuldades para acessar o parque, causando prejuízos aos empresários e comprometendo a produção industrial no município.
Edvaldo Magalhães afirmou ainda que empresários são obrigados a utilizar máquinas pesadas para garantir o acesso às indústrias. Para ele, a situação representa um desrespeito com trabalhadores e empreendedores que continuam investindo e gerando empregos no interior do Acre mesmo diante das dificuldades estruturais.
O parlamentar também defendeu que o governo utilize recursos do Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Indústria para recuperar a área. Segundo ele, o próprio setor produtivo contribui para a formação do fundo, o que justificaria a aplicação dos recursos em melhorias emergenciais no parque industrial.
Ao encerrar o discurso, o deputado informou que encaminhou um pedido formal ao governo estadual e à governadora Mailza Assis solicitando obras imediatas no local, aproveitando o período de estiagem para recuperar os acessos e garantir melhores condições às empresas instaladas em Feijó.
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