Política
Alunos da zona rural do Bujari denunciam abandono e cobram prefeito Padeiro e Rosilda Gomes por falta de transporte escolar
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Estudantes da Escola do Limoeiro afirmam que estão perdendo aulas no Ramal da Funtac enquanto prefeitura e núcleo do Estado seguem sem apresentar solução.
Moradores da comunidade do Ramal da Funtac, em Bujari, denunciaram a situação de abandono enfrentada por estudantes da Escola do Limoeiro, unidade que ficou conhecida por funcionar em um antigo “anexo curral”. Segundo relatos de pais e alunos, dezenas de estudantes estão deixando de frequentar as aulas devido à falta de transporte escolar, problema que vem causando revolta na região.
A população cobra providências imediatas do prefeito de Bujari, Padeiro, e também da gerente do núcleo de educação do Estado no município, Rosilda Gomes, que além de ocupar o cargo ligado ao governo estadual, é esposa do prefeito. A situação gerou críticas ainda mais duras entre os moradores, que acusam a gestão municipal e o núcleo estadual de omissão diante do problema que afeta diretamente crianças e adolescentes da zona rural.
De acordo com os relatos, os alunos enfrentam dificuldades diárias para conseguir chegar à escola, principalmente por conta da distância e das condições das estradas da região. Sem ônibus ou transporte adequado, muitos estudantes simplesmente não conseguem comparecer às aulas, acumulando faltas e prejuízos no aprendizado.
A crise também respinga no governo da governadora Mailza Assis, já que o núcleo estadual de educação no município está diretamente ligado à estrutura do Estado. Para moradores, falta fiscalização, planejamento e compromisso com a educação rural. “Enquanto os discursos falam em educação de qualidade, os alunos estão dentro de casa perdendo aula porque não existe transporte”, criticou um morador da comunidade.
A situação reacende críticas antigas sobre a estrutura da Escola do Limoeiro, que já havia virado alvo de polêmica após denúncias envolvendo o funcionamento de um anexo improvisado em condições precárias. Agora, além da precariedade da estrutura, estudantes enfrentam mais um obstáculo para continuar estudando: a ausência do básico, que é o direito de chegar até a sala de aula.
Pais de alunos afirmam que esperam uma resposta urgente das autoridades antes que o prejuízo aos estudantes seja ainda maior. Eles cobram que prefeitura, governo do Estado e núcleo de educação deixem as justificativas de lado e apresentem soluções concretas para garantir o transporte escolar e evitar que alunos da zona rural continuem sendo penalizados pelo descaso do poder público.
Veja o vídeo:
Estudantes da Escola do Limoeiro afirmam que estão perdendo aulas no Ramal da Funtac enquanto prefeitura e núcleo do Estado seguem sem apresentar solução. pic.twitter.com/I5v83maQYa
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) May 5, 2026
Política
“Vergonha total”: Parque industrial de Feijó afunda no abandono e Edvaldo acusa governo de virar as costas para empresários

Parlamentar afirma que falta de manutenção compromete produção e acesso de empresas no município.
O deputado estadual Edvaldo Magalhães fez duras críticas à situação do parque industrial de Feijó durante sessão realizada nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Acre. O parlamentar afirmou que a estrutura enfrenta sérios problemas de infraestrutura e acusou o governo estadual de abandonar um espaço considerado estratégico para o fortalecimento da economia local.
Durante o pronunciamento, Edvaldo apresentou imagens que mostram as dificuldades enfrentadas por empresários e trabalhadores da região. Segundo ele, as condições das vias internas do parque industrial pioraram nos últimos anos, dificultando o tráfego de veículos e prejudicando diretamente o funcionamento das empresas instaladas no local.
O deputado relembrou que o parque industrial foi criado em 2013, quando ele comandava a área de indústria no Estado, com o objetivo de organizar o setor madeireiro e incentivar a geração de emprego e renda em Feijó. Atualmente, o espaço abriga diversas empresas do ramo moveleiro, além de iniciativas voltadas para torrefação de café e novos investimentos na cadeia produtiva do açaí.
De acordo com o parlamentar, a falta de manutenção ao longo dos anos transformou o local em um cenário de abandono. Ele destacou que, durante o período de chuvas, caminhões e veículos enfrentam enormes dificuldades para acessar o parque, causando prejuízos aos empresários e comprometendo a produção industrial no município.
Edvaldo Magalhães afirmou ainda que empresários são obrigados a utilizar máquinas pesadas para garantir o acesso às indústrias. Para ele, a situação representa um desrespeito com trabalhadores e empreendedores que continuam investindo e gerando empregos no interior do Acre mesmo diante das dificuldades estruturais.
O parlamentar também defendeu que o governo utilize recursos do Fundo de Desenvolvimento e Apoio à Indústria para recuperar a área. Segundo ele, o próprio setor produtivo contribui para a formação do fundo, o que justificaria a aplicação dos recursos em melhorias emergenciais no parque industrial.
Ao encerrar o discurso, o deputado informou que encaminhou um pedido formal ao governo estadual e à governadora Mailza Assis solicitando obras imediatas no local, aproveitando o período de estiagem para recuperar os acessos e garantir melhores condições às empresas instaladas em Feijó.
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