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Ex-vice-governador Major Rocha faz grave denúncia e diz que Gladson Cameli pode terminar condenado a quase 250 anos de cadeia

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 Rocha do Acre faz declaração polêmica em vídeo e amplia crise política envolvendo o nome do ex-governador acreano.

O ex-vice-governador do Acre, Major Rocha, voltou a fazer duras críticas contra o ex-governador Gladson Cameli e afirmou que ele pode chegar a cumprir quase 250 anos de prisão caso seja condenado em processos e investigações que envolvem sua gestão. A declaração foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais, onde Rocha promete explicar aos seguidores os motivos que, segundo ele, poderiam levar a uma pena tão elevada.

Durante a gravação, Major Rocha utiliza um tom direto e afirma que apresentará detalhes que justificariam sua declaração.

“Eu vou te mostrar por que isso pode realmente acontecer. Fique comigo até o final”, diz o ex-vice-governador logo no início do vídeo, em uma fala que rapidamente repercutiu entre apoiadores e adversários políticos no Acre.

As declarações aumentam ainda mais a tensão política envolvendo antigos aliados do governo acreano. Major Rocha e Gladson Cameli já dividiram o comando do Executivo estadual, mas a relação entre ambos se deteriorou nos últimos anos, marcada por acusações públicas, rompimentos políticos e trocas constantes de críticas.

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Até o momento, Gladson Cameli não comentou oficialmente as declarações feitas pelo ex-vice-governador. O ex-governador, no entanto, já negou em outras ocasiões qualquer irregularidade e afirma ser alvo de perseguições políticas promovidas por antigos aliados e adversários.

A repercussão do vídeo movimentou os bastidores da política acreana, principalmente entre grupos ligados às eleições de 2026. O episódio também reacende debates sobre investigações envolvendo a gestão estadual e o impacto que possíveis decisões judiciais podem ter no futuro político de lideranças do Acre.

Nos comentários das redes sociais, internautas se dividiram entre os que defendem as declarações de Major Rocha e os que consideram exageradas as acusações contra Gladson Cameli. O vídeo continua circulando em grupos políticos e promete gerar novos desdobramentos nos próximos dias.

Veja o vídeo:

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Ex-deputado Daniel Zen diz que condenação de Gladson Cameli já produz efeito de inelegibilidade e vê cerco judicial da Ptolomeu

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Professor doutor do curso de Direito da Ufac e ex-deputado estadual pelo PT do Acre comentou, em publicação nas redes sociais, a condenação do ex-governador no STJ e o recebimento de nova denúncia contra ele no chamado caso Colorado.

A condenação do ex-governador Gladson Cameli pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) provocou reação do professor doutor do curso de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac) e ex-deputado estadual pelo PT do Acre, Daniel Zen. Em publicação nos stories do Instagram após a sessão da Corte Especial desta quarta-feira, 6 de maio de 2026, Zen afirmou que a decisão já produz efeito político-eleitoral contra o ex-governador.

Gladson foi condenado pela Corte Especial do STJ a 25 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A decisão também fixou multa e indenização ao Estado do Acre. Segundo notícia oficial do tribunal, a indenização foi estabelecida em R$ 11.785.020,31.

No comentário publicado nas redes sociais, Daniel Zen destacou que todos os 11 ministros votaram pela condenação de Gladson. A divergência, segundo ele, ficou restrita à dosimetria da pena, ou seja, ao cálculo final da punição. “Vai recorrer? Com certeza. Mas, já está inelegível”, escreveu.

A avaliação de Zen se apoia na lógica da Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade em determinadas condenações proferidas por órgão judicial colegiado. O professor também fez uma distinção entre os efeitos eleitorais da condenação e a execução da pena de prisão. Segundo ele, a prisão depende do trânsito em julgado final da sentença penal condenatória, enquanto a inelegibilidade não exige esse mesmo marco.

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“A inelegibilidade não exige trânsito em julgado. Ela é automática, tendo em vista que a condenação foi por um órgão colegiado”, afirmou Zen, em referência à Lei da Ficha Limpa. Ele acrescentou que eventual Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal pode suspender a execução da pena de prisão, mas não confere automaticamente efeito suspensivo à inelegibilidade. Para isso, segundo o professor, seria necessária uma decisão específica.

O julgamento da Ação Penal 1.076, ligada à Operação Ptolomeu, foi concluído com oito votos acompanhando o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, e três votos também pela condenação, mas com divergência sobre a dosimetria. Ainda cabem recursos, e a defesa de Gladson já indicou que pretende recorrer.

Além da condenação, Daniel Zen chamou atenção para outro movimento do STJ na mesma sessão. A Corte Especial também recebeu uma nova denúncia contra Gladson no Inquérito 1.674, chamado na sessão de caso Colorado. Com isso, o ex-governador saiu do julgamento condenado em uma ação penal e transformado em réu em outra frente da Operação Ptolomeu.

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O caso Colorado aparece associado ao contrato 067/2021, firmado pelo Deracre com consórcio liderado pela Construtora Colorado, para obras na rodovia estadual AC-405. A denúncia recebida pelo STJ aponta suposta fraude a procedimento licitatório e peculato-desvio. Nesta etapa, ainda não houve condenação nesse novo caso; o recebimento da denúncia abre a ação penal e permite a continuidade da instrução.

Para Zen, a situação jurídica de Gladson tende a se prolongar. No texto publicado, ele afirmou que o ex-governador “foi condenado em um e se tornou réu em outro processo, tudo no mesmo dia” e acrescentou que ainda haveria outros inquéritos no conjunto da Ptolomeu. “É problema pro resto da vida…”, escreveu.

A manifestação do ex-deputado reforça o peso político do julgamento para o Acre. A decisão do STJ encerra uma etapa da Operação Ptolomeu, mas não encerra a disputa jurídica. Ao mesmo tempo em que a condenação impõe uma barreira eleitoral imediata, a nova denúncia mostra que o caso ainda pode gerar novos capítulos criminais contra o ex-governador.

Daniel Zen é Doutor (UnB) e Mestre (UFSC) em Direito. Professor do Curso de Direito da UFAC com atuação em Direito Administrativo, Direito Internacional e Sociologia do Direito. Ex-diretor-presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, ex-secretário Estadual de Educação e ex-deputado estadual do Acre.

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