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STJ condena Gladson Cameli a mais de 25 anos de prisão, declara inelegibilidade e enterra futuro político do ex-governador do Acre

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Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça aponta esquema milionário de desvios no governo do Acre investigado pela Operação Ptolomeu.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu, por 8 votos a 3, condenar o ex-governador do Acre Gladson Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. O julgamento ocorreu no âmbito da Ação Penal 1076/DF, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos revelado durante a Operação Ptolomeu.

A relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi, sustentou em seu voto que as provas reunidas ao longo da investigação apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da administração estadual, com atuação contínua e divisão de funções entre os envolvidos. Segundo ela, Gladson Cameli ocupava posição estratégica no esquema e teria influência direta sobre contratos públicos considerados suspeitos.

De acordo com o entendimento da maioria da Corte, o grupo investigado utilizava licitações direcionadas para favorecer empresas previamente escolhidas, garantindo contratos milionários em troca de vantagens indevidas. O processo também cita movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados, além da utilização de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

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Ainda segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o esquema envolvia crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações públicas. Os ministros entenderam que os elementos reunidos no processo, incluindo rastreamento bancário, documentos, depoimentos e quebras de sigilo, foram suficientes para comprovar a atuação ilícita do grupo.

No voto apresentado ao colegiado, a ministra Nancy Andrighi destacou que houve indícios de superfaturamento em contratos públicos e utilização da máquina estatal para beneficiar empresas ligadas a pessoas próximas ao núcleo político do então governador. A relatora também afirmou que os contratos investigados teriam provocado prejuízos milionários aos cofres públicos acreanos.

Além da pena de prisão em regime fechado, o ex-governador foi condenado ao pagamento de 600 dias-multa, calculados com base no salário mínimo vigente à época dos fatos investigados. A decisão também prevê o ressarcimento de R$ 11,7 milhões ao Estado do Acre por danos materiais causados ao erário.

O julgamento ainda determinou a perda do cargo público como efeito automático da condenação. Segundo a decisão da Corte Especial, os prejuízos provocados pelo esquema investigado ultrapassam R$ 16 milhões, afetando diretamente recursos destinados a áreas essenciais da administração pública.

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Durante o processo, a defesa de Gladson Cameli alegou ausência de provas diretas e afirmou que houve tentativa de criminalização da atividade política. No entanto, a maioria dos ministros acompanhou o entendimento da relatora e concluiu que o conjunto probatório apresentado no processo era consistente e suficiente para sustentar a condenação.

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“Ganhou um cala-boca”: Após várias críticas ao prefeito Padeiro, Dr. Luís Felipe é nomeado para cargo de R$ 8 mil na Prefeitura de Bujari

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Crítico ferrenho do prefeito nas redes sociais, advogado agora ocupa cargo de assessor especial após esposa assumir vaga na Câmara Municipal.

A política de Bujari voltou a movimentar os bastidores após a nomeação do dentista Dr. Luís Felipe Almeida da Conceição para um cargo de assessoria especial na Prefeitura Municipal. Conhecido por fazer críticas públicas ao prefeito João Edvaldo, o “Padeiro”, o profissional agora passa a integrar a própria gestão municipal com salário de aproximadamente R$ 8 mil.

A nomeação foi oficializada por meio do Decreto nº 071, publicado no último dia 5 de maio de 2026. Dr. Luís Felipe assumirá a função de assessor especial na Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento (SEMSA), ocupando um cargo de confiança dentro da administração municipal.

Nos últimos meses, Dr. Luís Felipe utilizava frequentemente as redes sociais para fazer críticas à administração do prefeito Padeiro. Em vídeos publicados no Instagram, ele questionava ações da gestão e fazia ataques políticos diretos contra a Prefeitura de Bujari.

A situação passou a chamar ainda mais atenção após sua esposa, Mariá, do Republicanos, assumir uma vaga na Câmara Municipal na condição de suplente. Pouco tempo depois da movimentação política, veio a nomeação do dentista para integrar a estrutura da gestão municipal.

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O episódio gerou repercussão entre moradores e lideranças políticas da cidade. Adversários da gestão afirmam que a mudança de postura causa estranheza, principalmente pela rápida aproximação entre alguém que antes fazia oposição dura e agora ocupa um cargo estratégico dentro da Prefeitura.

Já aliados do prefeito defendem a nomeação e afirmam que a administração municipal tem buscado reunir profissionais preparados para contribuir com os trabalhos da gestão, independentemente de divergências políticas do passado.

O episódio segue repercutindo nas redes sociais e no meio político de Bujari, alimentando debates sobre coerência política, alianças de bastidores e ocupação de cargos públicos dentro da administração municipal.

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