Política
Regularização fundiária avança no Acre e Marcio Alecio destaca mais de 400 famílias beneficiadas no PA Remanso
Política

O avanço das ações de regularização fundiária no Acre tem transformado a realidade de centenas de famílias da zona rural, garantindo mais segurança jurídica, acesso a políticas públicas e fortalecimento da agricultura familiar. Um dos principais exemplos desse trabalho é o Projeto de Assentamento Remanso, localizado no município de Capixaba, onde mais de 400 famílias já foram beneficiadas com o processo de regularização.
Durante visita à comunidade, Marcio Alecio destacou que o objetivo da iniciativa é acelerar a entrega de títulos definitivos, promover a mudança de modalidade dos assentamentos e ampliar o acesso ao crédito rural, considerado essencial para impulsionar a produção agrícola e melhorar a qualidade de vida das famílias do campo.
Segundo ele, a regularização fundiária representa um passo importante para garantir estabilidade aos produtores rurais, permitindo que os assentados tenham mais segurança para investir, produzir e buscar financiamentos voltados ao desenvolvimento das propriedades.
“Nosso foco é acelerar a regularização, garantir a titulação e ampliar o acesso ao crédito, levando segurança jurídica e promovendo desenvolvimento rural para as famílias. Assumimos o compromisso da mudança de modalidade e hoje vemos o sonho da regularização se tornando realidade. Com a gente, compromisso firmado é prego batido e ponta virada, sempre com trabalho sério e responsável”, afirmou Marcio Alecio.
Ele ressaltou ainda que os avanços conquistados no PA Remanso são resultado do trabalho conjunto entre equipes técnicas, lideranças comunitárias e o poder público, que têm atuado para garantir melhorias concretas aos moradores da região.
Marcio Alecio também fez questão de agradecer o apoio das famílias assentadas e das lideranças locais, além de reconhecer o empenho das equipes responsáveis pelos trabalhos de campo e a parceria do vice-prefeito Amilton nas ações realizadas no município.
Para os moradores, a regularização representa não apenas a posse definitiva da terra, mas também a esperança de novas oportunidades, acesso a investimentos e mais dignidade para quem vive da produção rural.
Ao encerrar a agenda, Marcio Alecio reafirmou que o trabalho continuará avançando em outras comunidades do Acre, reforçando o compromisso de ampliar a segurança no campo e promover desenvolvimento para os produtores rurais do estado.
Política
Trabalhar para viver, e não viver para trabalhar: Debate sobre o fim da escala 6×1 cresce no Congresso e divide opiniões no setor produtivo

(Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego) – Quando debatemos o fim da escala 6×1 no Brasil, estamos, no fundo, discutindo o tempo: o tempo dedicado ao trabalho, ao descanso e, sobretudo, à vida. Trata-se de uma escolha sobre o tipo de país que queremos construir – um país que valoriza o trabalho digno ou que mantém um modelo ultrapassado, herdado do século passado, que já não se sustenta.
A escala 6×1 surgiu em um contexto de baixa tecnologia aplicada ao mundo do trabalho, em que a produtividade dependia da presença contínua do trabalhador e da trabalhadora. Hoje, essa lógica não se aplica. O resultado é outro: exaustão e adoecimento. É um sistema que drena energia, patrocina a perda de tempo de convivência familiar, reduz a qualidade de vida e limita o potencial produtivo.
Os dados são claros. Análise do eSocial em dezembro de 2025, com base em 50,3 milhões de vínculos, mostra que, embora 74% dos trabalhadores formais tenham contratos de 44 horas semanais, 66,8% já operam no regime 5×2, enquanto 33,2% ainda estão presos à escala 6×1. Ou seja, não se trata de necessidade econômica – é uma escolha cultural. E mais: essa incidência praticamente não varia entre médias e grandes empresas, o que reforça que não é o tamanho do negócio que determina essa prática.
Manter a 6×1 gera custos ocultos. Jornadas longas aumentam o estresse, reduzem o sono e elevam riscos de acidentes. Trabalhadores mais cansados faltam mais, produzem menos e têm maior dificuldade de aprendizado. A rotatividade cresce, elevando custos com demissões, contratações e treinamento. Descansar não é o oposto de produzir – é condição para produzir melhor, com mais qualidade e mais eficiência.
A transição é possível e responsável. O impacto direto estimado é de 4,7% na massa salarial, valor plenamente absorvível pela economia brasileira. O risco de aumento expressivo de horas extras é limitado: mais da metade dos trabalhadores não recebe horas extras e, entre os que recebem, a média é de apenas três horas semanais. E os ganhos são concretos: estudo da Fundação Getúlio Vargas, também de 2025, com 19 empresas mostra que 72% aumentaram a receita e 44% melhoraram o cumprimento de prazos após reduzir a jornada.
O mundo já avançou. A Islândia registrou crescimento econômico com redução da jornada. No Japão, a Microsoft teve aumento de 40% na produtividade com semana de quatro dias. Na América Latina, Chile e Equador lideram esse movimento, demonstrando que é possível conciliar competitividade com qualidade de vida.
O presidente Lula já enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para enfrentar essa questão. A proposta representa um passo decisivo para retirar a escala 6×1 como padrão e valorizar o descanso, fortalecendo a negociação coletiva e modernizando as relações de trabalho no Brasil.
Estamos falando de um projeto de país. Um Brasil que cresce com pessoas inteiras, não exauridas. Um país que entende que tempo livre também movimenta a economia, fortalece vínculos sociais e melhora a vida em comunidade.
O tempo de viver é agora. Trabalhar não pode significar abrir mão da vida. Os parlamentares aprovarem essa proposta representa dar um passo necessário rumo a um país mais justo, mais produtivo e mais humano.
-
Política Destaque3 dias atrásTrabalho do Incra no PA Riozinho garante avanços históricos e leva esperança para centenas de famílias, diz Márcio Alecio
-
Tudo sobre Política7 dias atrásSenador Alan Rick e prefeito Gerlen Diniz inauguram escola em tempo integral de R$ 4,5 milhões em Sena Madureira
-
Política Destaque7 dias atrásDeputada Marina Silva reage a acusações e rebate senador Eduardo Braga após polêmica envolvendo a repavimentação da BR-319
-
Política2 dias atrásAlunos da zona rural do Bujari denunciam abandono e cobram prefeito Padeiro e Rosilda Gomes por falta de transporte escolar




