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Alysson Bestene autoriza aumento de 51% no valor pago por quilômetro rodado à empresa que assumirá o transporte coletivo de Rio Branco

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Nova tarifa técnica aprovada pela gestão de Alysson Bestene aumenta o custo por quilômetro e levanta questionamentos sobre planejamento e uso de recursos públicos.

A gestão do prefeito Alysson Bestene voltou a ser alvo de questionamentos após a aprovação de um reajuste expressivo na tarifa técnica do transporte coletivo de Rio Branco. O Conselho Municipal de Transporte Público autorizou o pagamento de R$ 11,29 por quilômetro rodado à empresa JTP Transportes, valor 51,1% superior ao que vinha sendo pago à antiga operadora. A decisão reacendeu críticas sobre a condução da política de mobilidade urbana e o impacto financeiro para os cofres públicos.

Embora a Prefeitura sustente que a passagem permanecerá em R$ 3,50 para os usuários, o aumento será absorvido pelo município por meio de subsídios. Na prática, isso significa que a administração de Alysson Bestene terá que destinar uma quantia ainda maior de recursos públicos para manter o funcionamento do sistema, enquanto a população continua convivendo com um transporte que, há anos, é alvo de reclamações pela qualidade do serviço.

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A troca da empresa responsável pela operação também desperta dúvidas. A JTP Transportes foi a única participante do chamamento emergencial realizado pela Prefeitura, cenário que reduz a concorrência e levanta debates sobre a falta de alternativas para a contratação de um serviço considerado essencial para milhares de moradores da capital acreana.

Outro ponto que chama atenção é que o aumento da tarifa técnica ocorre justamente após anos de justificativas de que os valores pagos às empresas eram insuficientes para garantir um serviço eficiente. Agora, mesmo com um reajuste superior a 50%, ainda não há garantias concretas de que os usuários perceberão melhorias imediatas na regularidade das linhas, na pontualidade dos horários e na qualidade do atendimento.

A empresa que deixa a operação reconheceu dificuldades para manter o sistema nas condições exigidas e atribuiu parte dos problemas ao baixo valor recebido por quilômetro rodado. A comparação entre os contratos evidencia que a Prefeitura admitiu, na prática, que o modelo anterior não era financeiramente sustentável, levantando questionamentos sobre por que essa correção não foi debatida antes de o sistema chegar ao atual cenário de crise.

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A gestão de Alysson Bestene afirma que a nova operadora colocará em circulação 120 ônibus equipados com ar-condicionado e acessibilidade. Entretanto, a promessa só poderá ser considerada cumprida quando os veículos estiverem efetivamente nas ruas, atendendo a população de forma regular. Até lá, o anúncio representa apenas uma expectativa, enquanto milhares de passageiros seguem enfrentando os desafios diários do transporte coletivo.

O episódio reforça as críticas à condução administrativa da Prefeitura de Rio Branco na área da mobilidade urbana. Para muitos moradores, o problema deixou de ser apenas a troca de empresas e passou a envolver a falta de planejamento, de transparência e de soluções definitivas para um sistema que há anos consome recursos públicos elevados sem oferecer um serviço compatível com as necessidades da população.

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Jorge Viana e Binho Marques detalham, em podcast, plano de recuperação da BR-364 e projetam melhorias na rodovia até setembro

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Ex-governadores detalham diagnóstico da rodovia e anunciam cronograma de obras, em movimento que reforça atuação política voltada à infraestrutura.

Em um episódio recente de seu programa Aqui Tem Acre, o ex-governador Jorge Viana, acompanhado do também ex-governador Binho Marques, utilizou o espaço para apresentar um diagnóstico detalhado da situação atual da BR-364. A rodovia, principal artéria logística do Acre, foi o tema central da conversa, que incluiu o anúncio de um plano de trabalho para a recuperação de trechos críticos.

Durante a conversa, Jorge Viana afirmou que o plano foi elaborado após uma avaliação minuciosa, realizada em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), para identificar os pontos de maior gravidade. Segundo Viana, o objetivo é intervir em 15 km de trechos considerados “intrafegáveis” e realizar manutenções em outros 65 km que apresentam condições precárias.

“Não se trata apenas de política, é uma questão de cidadania. A estrada é o meio pelo qual chegam a saúde, a educação e a segurança para a população do Acre”, justificou Viana ao explicar a motivação da iniciativa, mesmo fora de um cargo executivo. O ex-governador projeta que as intervenções, caso sigam o cronograma estabelecido junto ao governo federal, devem melhorar significativamente o fluxo de veículos e o tempo de viagem entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul até setembro deste ano.

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Oposição e cenário político

O debate também serviu para que os ex-governadores criticassem a postura da oposição em relação ao estado das rodovias. Binho Marques argumentou que o isolamento causado pelas más condições da estrada é um fator de exclusão social e acusou adversários de tentarem utilizar o tema de forma eleitoreira, sem apresentar soluções concretas.

“Enquanto o Jorge trouxe o ministro dos Transportes (George Santoro) e um plano técnico de ação, há quem prefira apenas a crítica vazia”, pontuou Marques.

A discussão sobre infraestrutura, tradicionalmente um dos pontos centrais da agenda política no estado, foi contextualizada pelos participantes como parte de um esforço maior de integração regional. O programa destacou ainda a necessidade de união da bancada federal acreana, independentemente de partidos, para assegurar a continuidade dos investimentos, estimados em mais de R$ 3 bilhões para soluções definitivas de engenharia, como o uso de macadame para resistir ao solo e ao clima amazônicos.

Histórico de gestão

Além da pauta técnica, o episódio teve um forte tom de reafirmação do legado das gestões petistas no estado. Jorge Viana aproveitou a oportunidade para revisitar obras de infraestrutura realizadas durante seus oito anos de mandato e os do governo Binho Marques, listando a pavimentação de estradas e a construção de pontes como marcos de suas administrações.

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