Polícia
TJ-AC mantém condenação de trio acusado de tortura e tentativa de execução ordenada em Cruzeiro do Sul
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Desembargadores rejeitaram recurso da defesa e confirmaram penas que, somadas, ultrapassam 43 anos de prisão – Foto: Magnific/ Freepik
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) decidiu manter as condenações de três homens acusados de sequestrar, torturar e tentar executar Emerson Silva de Oliveira, em um caso ligado à atuação de organização criminosa em Cruzeiro do Sul. A decisão foi tomada de forma unânime pelos desembargadores durante sessão realizada no último dia 17.
Os réus Gierniscan Rodrigues de Souza, João Gabriel Rosário Silva e Josimar Conceição da Silva haviam sido condenados pela Justiça em primeira instância. Inconformada com a sentença, a Defensoria Pública do Estado do Acre apresentou recurso pedindo a revisão do caso, alegando fragilidade das provas e questionando aspectos do processo.
Após analisar os argumentos apresentados pela defesa, os magistrados concluíram que não havia elementos suficientes para modificar a decisão original. O colegiado entendeu que as provas reunidas durante a investigação e apresentadas no julgamento foram consistentes para comprovar a participação dos acusados nos crimes.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), a vítima foi capturada em abril de 2025 após ser acusada pelos criminosos de envolvimento em furtos na região. A partir daí, Emerson passou a ser submetido a agressões físicas e ameaças dentro de um imóvel utilizado pelo grupo.
As investigações apontaram ainda que, durante o período em que a vítima permaneceu sob poder dos acusados, foi realizada uma videochamada com integrantes de uma facção criminosa. Conforme o processo, as lideranças consultadas teriam determinado a execução do homem.
O desfecho do caso só não foi mais grave devido à rápida intervenção da Polícia Militar. Os policiais localizaram o cativeiro e conseguiram resgatar Emerson com vida dentro da residência de um dos condenados. No momento da ação, ele demonstrava forte abalo emocional e relatou aos agentes que acreditava que seria morto.
Ao analisar o recurso, a Câmara Criminal destacou que a sentença original foi elaborada de forma correta, sem irregularidades capazes de justificar anulação ou redução das penas. Os desembargadores também validaram as circunstâncias agravantes reconhecidas durante o julgamento.
Com a decisão, permanecem em vigor as condenações impostas aos três acusados. Gierniscan Rodrigues de Souza e João Gabriel Rosário Silva receberam penas de 12 anos e 10 meses de reclusão cada um. Já Josimar Conceição da Silva foi condenado a 17 anos, 7 meses e 5 dias de prisão. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado, além do pagamento de multas determinadas pela Justiça.
Polícia
Homem relata tiro acidental que matou esposa em Xapuri e é preso enquanto polícia investiga suspeita de feminicídio

Polícia Civil apura se disparo foi acidental ou se houve feminicídio Foto: Arquivo/ Polícia Civil
Uma mulher de 29 anos morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça nesta terça-feira (29), no Ramal do Catete, área rural do município de Xapuri, no interior do Acre. O marido da vítima se apresentou à Polícia Civil e afirmou que o tiro ocorreu de forma acidental.
Segundo as informações repassadas à polícia, o homem chegou à delegacia de Xapuri durante a manhã e relatou, assustado, que manuseava uma espingarda quando a arma teria disparado e atingido a esposa. Os nomes da vítima e do marido não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com a versão apresentada pelo homem, a mulher caiu após ser baleada e morreu no local. O casal estaria sozinho na residência no momento do disparo, circunstância que levou os investigadores a iniciarem diligências para tentar reconstruir o que aconteceu dentro do imóvel.
Diante das dúvidas sobre as circunstâncias da morte, o marido recebeu voz de prisão e passou a ser investigado por suspeita de feminicídio. Equipes das polícias Civil e Militar, além da Polícia Técnico-Científica, foram até a região do Ramal do Catete para realizar os primeiros levantamentos e recolher elementos que possam contribuir para a investigação.
A Polícia Civil trabalha, inicialmente, com duas possibilidades: a de que a mulher tenha sido vítima de feminicídio ou de que o disparo realmente tenha ocorrido de maneira acidental, conforme relatado pelo marido. Familiares e moradores da região devem ser ouvidos nesta quarta-feira (30) para ajudar no esclarecimento do caso.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Alto Acre, em Brasiléia. Os exames periciais serão fundamentais para apontar detalhes sobre o disparo e auxiliar a Polícia Civil na definição das circunstâncias da morte. O caso permanece sob investigação.
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