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Idoso atropelado na BR-364 não resiste aos ferimentos e morre após dois dias internado em Rio Branco

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Morador tradicional de Bujari, aposentado de 86 anos faleceu no Pronto-Socorro de Rio Branco após complicações decorrentes do acidente – Foto: Arquivo pessoal

Edgar Alves Fernandes, de 86 anos, morreu na manhã desta quarta-feira (24) no Pronto-Socorro de Rio Branco. Ele estava internado desde a última segunda-feira, quando foi atropelado por um caminhão na BR-364, nas proximidades do município de Bujari.

Segundo familiares, Edgar havia saído para visitar a esposa, que enfrenta problemas de saúde e permanece acamada. O idoso costumava fazer visitas frequentes à companheira e retornava para casa no momento em que ocorreu o acidente na rodovia federal.

De acordo com informações da família, o aposentado era bastante conhecido na comunidade pela disposição e dedicação às atividades do dia a dia. Mesmo com a idade avançada, mantinha uma rotina ativa, cultivando plantações em seu quintal e participando da vida comunitária do município.

O atestado de óbito aponta que a morte foi causada por múltiplas fraturas, traumatismo craniano e complicações infecciosas desenvolvidas durante o período de internação. O estado de saúde do idoso era considerado grave desde o momento em que deu entrada na unidade hospitalar.

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Conforme o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Edgar sofreu uma fratura exposta em uma das pernas e diversos ferimentos pelo corpo. Após receber os primeiros atendimentos ainda no local, ele foi encaminhado às pressas para a capital acreana.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o atropelamento envolveu um caminhão que seguia no sentido Bujari–Rio Branco. O motorista permaneceu no local, colaborou com os procedimentos das autoridades e realizou o teste do bafômetro, que não apontou consumo de álcool.

A perícia técnica esteve na rodovia para levantar as circunstâncias do acidente. As causas da ocorrência seguem sendo analisadas pelas autoridades responsáveis, que deverão concluir o relatório após a finalização dos procedimentos investigativos.

O velório acontece em uma igreja localizada no município de Bujari, onde Edgar residia com a família. Em nota de pesar, a prefeitura destacou a trajetória do aposentado, lembrando que ele foi um dos pioneiros da cidade e deixou um legado de trabalho e dedicação à comunidade.

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TJ-AC mantém condenação de trio acusado de tortura e tentativa de execução ordenada em Cruzeiro do Sul

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Desembargadores rejeitaram recurso da defesa e confirmaram penas que, somadas, ultrapassam 43 anos de prisão – Foto: Magnific/ Freepik

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) decidiu manter as condenações de três homens acusados de sequestrar, torturar e tentar executar Emerson Silva de Oliveira, em um caso ligado à atuação de organização criminosa em Cruzeiro do Sul. A decisão foi tomada de forma unânime pelos desembargadores durante sessão realizada no último dia 17.

Os réus Gierniscan Rodrigues de Souza, João Gabriel Rosário Silva e Josimar Conceição da Silva haviam sido condenados pela Justiça em primeira instância. Inconformada com a sentença, a Defensoria Pública do Estado do Acre apresentou recurso pedindo a revisão do caso, alegando fragilidade das provas e questionando aspectos do processo.

Após analisar os argumentos apresentados pela defesa, os magistrados concluíram que não havia elementos suficientes para modificar a decisão original. O colegiado entendeu que as provas reunidas durante a investigação e apresentadas no julgamento foram consistentes para comprovar a participação dos acusados nos crimes.

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Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), a vítima foi capturada em abril de 2025 após ser acusada pelos criminosos de envolvimento em furtos na região. A partir daí, Emerson passou a ser submetido a agressões físicas e ameaças dentro de um imóvel utilizado pelo grupo.

As investigações apontaram ainda que, durante o período em que a vítima permaneceu sob poder dos acusados, foi realizada uma videochamada com integrantes de uma facção criminosa. Conforme o processo, as lideranças consultadas teriam determinado a execução do homem.

O desfecho do caso só não foi mais grave devido à rápida intervenção da Polícia Militar. Os policiais localizaram o cativeiro e conseguiram resgatar Emerson com vida dentro da residência de um dos condenados. No momento da ação, ele demonstrava forte abalo emocional e relatou aos agentes que acreditava que seria morto.

Ao analisar o recurso, a Câmara Criminal destacou que a sentença original foi elaborada de forma correta, sem irregularidades capazes de justificar anulação ou redução das penas. Os desembargadores também validaram as circunstâncias agravantes reconhecidas durante o julgamento.

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Com a decisão, permanecem em vigor as condenações impostas aos três acusados. Gierniscan Rodrigues de Souza e João Gabriel Rosário Silva receberam penas de 12 anos e 10 meses de reclusão cada um. Já Josimar Conceição da Silva foi condenado a 17 anos, 7 meses e 5 dias de prisão. Todos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado, além do pagamento de multas determinadas pela Justiça.

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