Política
“Não vamos transformar escolas em cadeias”, alerta vereador André Kamai ao defender reconexão entre família, escola e comunidade
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Na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai fez um discurso reflexivo sobre a tragédia ocorrida no Instituto São José. Em sua fala, Kamai afirmou que o episódio precisa provocar uma discussão mais profunda sobre violência, isolamento social e a formação das novas gerações.
O parlamentar lamentou a morte das mulheres vítimas do ataque e destacou o papel de dedicação exercido por elas no cuidado com crianças. “As vítimas são aquelas mulheres que perderam a vida cuidando de crianças. Mulheres que dedicavam suas vidas diariamente à educação e ao cuidado”, afirmou.
Ao longo da fala, André Kamai demonstrou preocupação com o fato de o debate público estar concentrado apenas em medidas de segurança e repressão. Segundo ele, embora ações de proteção sejam necessárias, elas não resolvem sozinhas o problema estrutural que vem produzindo uma juventude cada vez mais violenta e emocionalmente isolada. “A nossa sociedade produziu um jovem de 13 anos capaz de uma violência tão brutal. Esse jovem não surgiu do nada. Ele é fruto das relações sociais que estamos construindo”, declarou.
Kamai criticou a naturalização da violência como solução para conflitos e chamou atenção para os impactos do excesso de exposição de crianças e adolescentes ao ambiente digital, sem acompanhamento familiar adequado. “Hoje, a rua virou o celular. Só que esse ambiente não tem fronteira, não tem limite. Ele leva nossas crianças para lugares que muitas vezes as famílias nem imaginam”, disse.
O enfrentamento da violência nas escolas, para Kamai, exige uma atuação conjunta entre poder público, famílias e comunidade. Ele alertou que transformar escolas em ambientes exclusivamente voltados à repressão pode aprofundar ainda mais o problema. “Adotar apenas medidas de força não vai adiantar. Nós vamos transformar escolas em cadeias. E aí não vai mais fazer diferença para um jovem ir para a escola ou para uma prisão”, afirmou.
O vereador ainda defendeu que Rio Branco e o Acre promovam um debate amplo sobre saúde emocional, convivência social e reconstrução dos vínculos comunitários. “Nós precisamos reconectar escola, família e comunidade no processo de formação dessas gerações. Se não fizermos isso agora, vamos continuar produzindo gerações pautadas pela violência e pelo isolamento social”, concluiu.
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“Dia histórico para o Acre”, afirma diretor do Frigonosso que realiza primeira exportação para a Arábia Saudita e amplia presença do Acre

Primeiro carregamento internacional marca nova fase da indústria frigorífica acreana, amplia empregos e fortalece exportações para 17 países.
O Acre vive um marco histórico em sua economia e no setor produtivo. O frigorífico Frigonosso realizou nesta semana o primeiro carregamento de carne bovina destinado à Arábia Saudita, consolidando uma nova etapa para a indústria acreana e fortalecendo a presença do estado no mercado internacional.
O embarque inaugural soma 27 toneladas de carne exportadas e simboliza o avanço das relações comerciais construídas nos últimos anos, resultado da ampliação das habilitações internacionais e da abertura de novos mercados para os produtos acreanos.
Atualmente, o Frigonosso possui habilitação para exportar para 17 países, tornando-se referência no processo de internacionalização da produção bovina do Acre.
“Dia histórico para o Acre”, afirma diretor
O diretor do Frigonosso, Murilo Leite, classificou o momento como histórico tanto para a empresa quanto para o estado e destacou o impacto econômico e social da expansão das exportações.
“Hoje é um dia histórico para o Acre e para o Frigonosso. Quero cumprimentar todos os nossos colaboradores e reconhecer o trabalho desenvolvido pelo governo do presidente Lula e pelo Jorge Viana, que como presidente da Apex levou o Acre para o mundo inteiro. Agora estamos colhendo os frutos desse trabalho”, afirmou.
Segundo ele, a abertura de mercados internacionais já começa a gerar reflexos diretos na economia local, especialmente na geração de empregos e no fortalecimento da cadeia produtiva da pecuária acreana.
Expansão internacional e geração de empregos
Com a ampliação das exportações, o Frigonosso anunciou aumento de 150 novos empregos diretos, elevando o número de colaboradores da empresa para cerca de 450 trabalhadores.
Murilo Leite destacou ainda que a expansão internacional deve garantir maior estabilidade econômica para produtores rurais acreanos.
“Com essa nova fase, vamos poder remunerar melhor pequenos, médios e grandes criadores, porque teremos mais estabilidade de preços. Isso fortalece toda a cadeia produtiva do Acre”, ressaltou.
Além da exportação para a Arábia Saudita, a empresa confirmou que um novo carregamento será enviado ainda esta semana para Singapura, ampliando a presença acreana no mercado asiático.
Investimentos e aposta no potencial do Acre
O diretor também ressaltou que o crescimento das exportações foi acompanhado de investimentos robustos na estrutura industrial do frigorífico.
Segundo ele, a empresa investiu mais de R$ 60 milhões na modernização e adequação da planta frigorífica para atender às exigências internacionais.
“Nós acreditamos no chamamento feito pelo presidente da Apex, Jorge Viana, e pelo presidente Lula. Fizemos investimentos superiores a R$ 60 milhões na nossa empresa, que agora está habilitada para exportar carne acreana para o mundo inteiro”, declarou.
Murilo Leite lembrou ainda que participou de missões e encontros internacionais promovidos pela ApexBrasil em países como China, Singapura e Indonésia, iniciativas que ajudaram a conectar o Acre aos grandes mercados globais.
Acre fortalecido no comércio exterior
Para o diretor do Frigonosso, o crescimento das exportações comprova o potencial logístico e estratégico do Acre, especialmente diante da proximidade com os mercados do Pacífico.
“O Acre está numa posição estratégica muito importante, mas precisava de políticas objetivas e de abertura de mercado. Hoje estamos conseguindo conectar o Acre às exportações internacionais. Se existe um setor que deu certo nos últimos anos foi o das exportações”, afirmou.
A nova etapa vivida pelo Frigonosso consolida o Acre como um dos estados emergentes no comércio internacional da carne bovina brasileira e reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico no estado.

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