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Deputada Socorro Neri cobra explicações da Anvisa e Ministério da Saúde após risco sanitário em produtos da Ypê

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Deputada acreana quer esclarecimentos sobre fiscalização, transparência e segurança na atuação da agência reguladora – Kayo Magalhães/ CdosD

A deputada federal Socorro Neri apresentou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido de informações direcionado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde após a identificação de riscos sanitários em produtos da marca Ypê. A solicitação foi protocolada nesta segunda-feira (11) e aguarda autorização do presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar oficialmente.

No documento, a parlamentar pede uma série de esclarecimentos sobre a fiscalização de produtos de limpeza e sobre as condições técnicas, estruturais e orçamentárias da Anvisa para atuar com autonomia e segurança jurídica. Segundo Socorro Neri, o objetivo é garantir que a população tenha acesso a informações transparentes e que os órgãos responsáveis atuem exclusivamente na proteção da saúde pública.

A deputada também destaca preocupação com a repercussão política do caso nas redes sociais, onde diferentes narrativas passaram a circular após o anúncio do recolhimento de produtos. Para ela, o debate público sem informações técnicas claras pode aumentar o risco de desinformação e gerar insegurança entre consumidores em todo o país.

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O pedido ocorre poucos dias depois de a Anvisa determinar o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da marca Ypê após a identificação de bactérias que poderiam representar risco sanitário. A decisão da agência acendeu o alerta sobre os processos de controle de qualidade e fiscalização industrial no setor de produtos de limpeza.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou o caso e afirmou que a própria empresa já havia identificado anteriormente a presença de bactéria em um dos lotes analisados. Segundo ele, o problema não seria recente e poderia indicar falhas em etapas do processo produtivo.

“A própria empresa, no final do ano passado, chegou a identificar em seu lote a presença de uma bactéria que não deveria estar no produto. É um sinal importante porque é um indicador de contaminação em várias etapas da produção”, declarou o ministro ao comentar o episódio.

Em nota oficial, a Ypê informou que vem realizando análises técnicas complementares e reafirmou compromisso com a qualidade e a segurança de seus produtos. A empresa também declarou que está colaborando com os órgãos de fiscalização para esclarecer todos os pontos relacionados ao recolhimento dos lotes.

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Produtores rurais denunciam prejuízo milionário e abandono da agricultura familiar durante encontro com Jorge Viana e Binho Marques em Brasiléia

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Falta de professores, ausência de assistência técnica, dificuldades para escoar a produção e abandono das comunidades rurais foram problemas relatados pelos agricultores.

As denúncias relacionadas aos prejuízos enfrentados pela agricultura familiar e à paralisação da compra da produção rural local foram o ponto central da reunião realizada na manhã desta terça-feira (12), na casa do produtor rural Seu Braga, em Brasiléia, na Comunidade do T, localizada no Ramal do Treze.

O encontro reuniu produtores rurais, lideranças comunitárias e políticas da região, entre elas os governadores Jorge Viana e Binho Marques, o vereador de Rio Branco André Kamai, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, Francisca Bezerra dos Santos, além do presidente da Cooperativa Agro Aves, Vagnei Macedo de Queiroz.

Durante a reunião, agricultores denunciaram a paralisação da compra da produção local destinada à merenda escolar e afirmaram que a medida tem provocado impactos diretos na renda das famílias que vivem da agricultura e da avicultura na região.

O presidente da Cooperativa Agro Aves, Vagnei Macedo de Queiroz, afirmou que cerca de R$ 5 milhões deixaram de circular nas mãos dos produtores locais após a interrupção das aquisições feitas pelo Estado.

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Segundo ele, além de deixar de comprar dos aviários da região, o governo estaria pagando mais caro por produtos adquiridos de fornecedores externos.

“Hoje o produtor local vende o frango por cerca de R$ 22, mas estão pagando até R$ 32 para fornecedores de fora. Enquanto isso, os produtores daqui ficam sem ter para quem vender”, denunciou.

Outra reclamação apresentada pelos agricultores diz respeito à redução na compra de hortaliças e frutas da agricultura familiar para abastecimento da merenda escolar, mesmo com recursos do governo federal destinados à aquisição direta da produção rural local.

De acordo com os relatos, os investimentos que antes chegavam a aproximadamente R$ 800 mil mensais teriam sido reduzidos para cerca de R$ 80 mil por mês.

Para os produtores, a situação representa um duro golpe na economia rural e ameaça a permanência de dezenas de famílias no campo.

“Quem produz está abandonado. O agricultor trabalha, investe, produz alimento e não encontra apoio nem mercado para vender sua produção”, relataram durante a reunião.

Ao ouvir os relatos, Jorge Viana afirmou que pretende procurar a presidente do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), conselheira Dulce Benício, para solicitar que o órgão acompanhe as denúncias apresentadas pelos produtores e cooperados da região.

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“O que ouvimos aqui é muito grave. Estamos falando de agricultores que produzem alimento, geram emprego e movimentam a economia local, mas que estão sendo deixados de lado. Não faz sentido abandonar quem produz no Acre para comprar de fora”, declarou Jorge.

De seu lado, Binho Marques também demonstrou preocupação com a situação enfrentada pelos produtores e defendeu maior apoio à agricultura familiar e às cooperativas rurais.

“Fortalecer a produção local é fortalecer a economia dos municípios e garantir dignidade para as famílias do campo. Não podemos aceitar o enfraquecimento da agricultura familiar”, afirmou.

Durante o encontro, os participantes também relataram dificuldades enfrentadas pelas comunidades rurais, como a precariedade dos ramais, ausência de assistência técnica e problemas estruturais que afetam diretamente a produção agrícola da região.

Também participaram da reunião o ex-vereador Edu, a professora Neidinha, o produtor rural Emerson Lima, filho de Seu Braga, além de lideranças comunitárias e agricultores familiares do Alto Acre.

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