Política
“Dia histórico para o Acre”, afirma diretor do Frigonosso que realiza primeira exportação para a Arábia Saudita e amplia presença do Acre
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Primeiro carregamento internacional marca nova fase da indústria frigorífica acreana, amplia empregos e fortalece exportações para 17 países.
O Acre vive um marco histórico em sua economia e no setor produtivo. O frigorífico Frigonosso realizou nesta semana o primeiro carregamento de carne bovina destinado à Arábia Saudita, consolidando uma nova etapa para a indústria acreana e fortalecendo a presença do estado no mercado internacional.
O embarque inaugural soma 27 toneladas de carne exportadas e simboliza o avanço das relações comerciais construídas nos últimos anos, resultado da ampliação das habilitações internacionais e da abertura de novos mercados para os produtos acreanos.
Atualmente, o Frigonosso possui habilitação para exportar para 17 países, tornando-se referência no processo de internacionalização da produção bovina do Acre.
“Dia histórico para o Acre”, afirma diretor
O diretor do Frigonosso, Murilo Leite, classificou o momento como histórico tanto para a empresa quanto para o estado e destacou o impacto econômico e social da expansão das exportações.
“Hoje é um dia histórico para o Acre e para o Frigonosso. Quero cumprimentar todos os nossos colaboradores e reconhecer o trabalho desenvolvido pelo governo do presidente Lula e pelo Jorge Viana, que como presidente da Apex levou o Acre para o mundo inteiro. Agora estamos colhendo os frutos desse trabalho”, afirmou.
Segundo ele, a abertura de mercados internacionais já começa a gerar reflexos diretos na economia local, especialmente na geração de empregos e no fortalecimento da cadeia produtiva da pecuária acreana.
Expansão internacional e geração de empregos
Com a ampliação das exportações, o Frigonosso anunciou aumento de 150 novos empregos diretos, elevando o número de colaboradores da empresa para cerca de 450 trabalhadores.
Murilo Leite destacou ainda que a expansão internacional deve garantir maior estabilidade econômica para produtores rurais acreanos.
“Com essa nova fase, vamos poder remunerar melhor pequenos, médios e grandes criadores, porque teremos mais estabilidade de preços. Isso fortalece toda a cadeia produtiva do Acre”, ressaltou.
Além da exportação para a Arábia Saudita, a empresa confirmou que um novo carregamento será enviado ainda esta semana para Singapura, ampliando a presença acreana no mercado asiático.
Investimentos e aposta no potencial do Acre
O diretor também ressaltou que o crescimento das exportações foi acompanhado de investimentos robustos na estrutura industrial do frigorífico.
Segundo ele, a empresa investiu mais de R$ 60 milhões na modernização e adequação da planta frigorífica para atender às exigências internacionais.
“Nós acreditamos no chamamento feito pelo presidente da Apex, Jorge Viana, e pelo presidente Lula. Fizemos investimentos superiores a R$ 60 milhões na nossa empresa, que agora está habilitada para exportar carne acreana para o mundo inteiro”, declarou.
Murilo Leite lembrou ainda que participou de missões e encontros internacionais promovidos pela ApexBrasil em países como China, Singapura e Indonésia, iniciativas que ajudaram a conectar o Acre aos grandes mercados globais.
Acre fortalecido no comércio exterior
Para o diretor do Frigonosso, o crescimento das exportações comprova o potencial logístico e estratégico do Acre, especialmente diante da proximidade com os mercados do Pacífico.
“O Acre está numa posição estratégica muito importante, mas precisava de políticas objetivas e de abertura de mercado. Hoje estamos conseguindo conectar o Acre às exportações internacionais. Se existe um setor que deu certo nos últimos anos foi o das exportações”, afirmou.
A nova etapa vivida pelo Frigonosso consolida o Acre como um dos estados emergentes no comércio internacional da carne bovina brasileira e reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico no estado.

Política
Deputada Socorro Neri cobra explicações da Anvisa e Ministério da Saúde após risco sanitário em produtos da Ypê

Deputada acreana quer esclarecimentos sobre fiscalização, transparência e segurança na atuação da agência reguladora – Kayo Magalhães/ CdosD
A deputada federal Socorro Neri apresentou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados um pedido de informações direcionado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde após a identificação de riscos sanitários em produtos da marca Ypê. A solicitação foi protocolada nesta segunda-feira (11) e aguarda autorização do presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar oficialmente.
No documento, a parlamentar pede uma série de esclarecimentos sobre a fiscalização de produtos de limpeza e sobre as condições técnicas, estruturais e orçamentárias da Anvisa para atuar com autonomia e segurança jurídica. Segundo Socorro Neri, o objetivo é garantir que a população tenha acesso a informações transparentes e que os órgãos responsáveis atuem exclusivamente na proteção da saúde pública.
A deputada também destaca preocupação com a repercussão política do caso nas redes sociais, onde diferentes narrativas passaram a circular após o anúncio do recolhimento de produtos. Para ela, o debate público sem informações técnicas claras pode aumentar o risco de desinformação e gerar insegurança entre consumidores em todo o país.
O pedido ocorre poucos dias depois de a Anvisa determinar o recolhimento de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes da marca Ypê após a identificação de bactérias que poderiam representar risco sanitário. A decisão da agência acendeu o alerta sobre os processos de controle de qualidade e fiscalização industrial no setor de produtos de limpeza.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou o caso e afirmou que a própria empresa já havia identificado anteriormente a presença de bactéria em um dos lotes analisados. Segundo ele, o problema não seria recente e poderia indicar falhas em etapas do processo produtivo.
“A própria empresa, no final do ano passado, chegou a identificar em seu lote a presença de uma bactéria que não deveria estar no produto. É um sinal importante porque é um indicador de contaminação em várias etapas da produção”, declarou o ministro ao comentar o episódio.
Em nota oficial, a Ypê informou que vem realizando análises técnicas complementares e reafirmou compromisso com a qualidade e a segurança de seus produtos. A empresa também declarou que está colaborando com os órgãos de fiscalização para esclarecer todos os pontos relacionados ao recolhimento dos lotes.
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