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Operação da Polícia Federal mira facções criminosas e cumpre mandados no Acre durante ofensiva nacional
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As autoridades destacaram que a união entre forças estaduais e federais é considerada fundamental para combater as facções – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou uma grande operação nacional de combate ao crime organizado que alcançou 16 estados brasileiros, incluindo o Acre. A ação mobiliza forças de segurança em diferentes regiões do país e tem como foco principal a prisão de integrantes de facções criminosas, além da localização de foragidos da Justiça envolvidos em crimes considerados de alta periculosidade.
No Acre, a ofensiva foi denominada de “Operação Alerta” e concentra ações nos municípios de Rio Branco e Sena Madureira. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra suspeitos investigados por envolvimento com tráfico de drogas, crimes violentos e atuação em organizações criminosas.
A operação integra a chamada “Força Integrada II”, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), estrutura criada para unir diferentes instituições de segurança pública no enfrentamento às facções que atuam dentro e fora do sistema prisional. A estratégia busca ampliar o compartilhamento de informações e aumentar a eficiência das ações policiais em todo o país.
Segundo a Polícia Federal, a ofensiva nacional prevê o cumprimento de 71 mandados de prisão e 165 mandados de busca e apreensão. Além do Acre, a operação ocorre simultaneamente em estados como Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul, considerados áreas estratégicas no combate ao crime organizado.
As ações contam com a participação integrada das polícias Civil, Militar e Penal, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e secretarias estaduais de Segurança Pública. O objetivo é ampliar o cerco contra integrantes de facções e enfraquecer estruturas criminosas espalhadas pelo país.
A ofensiva acontece no mesmo dia em que o governo federal lança, em Brasília, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa que prevê investimento de aproximadamente R$ 11 bilhões em ações voltadas ao combate às organizações criminosas. O programa pretende fortalecer operações de inteligência, policiamento e monitoramento em todo o território nacional.
As autoridades destacaram que a união entre forças estaduais e federais é considerada fundamental para combater o avanço das facções criminosas e reduzir os índices de violência em diversas regiões do Brasil. No Acre, a expectativa é de que as ações reforcem o enfrentamento aos grupos criminosos que atuam principalmente no tráfico de drogas e em crimes ligados à disputa territorial.
Polícia
PC prende dois suspeitos de envolvimento em execução de homens após falso frete em Mâncio Lima

Investigação aponta participação de grupo criminoso na morte de motorista e jovem no interior do Acre – Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Acre prendeu dois homens suspeitos de participação no assassinato de Miqueias Mendonça de Souza, de 38 anos, e do jovem Antônio Alic de Melo Cândido, de 18 anos, crime ocorrido no município de Mâncio Lima. As vítimas foram encontradas mortas na madrugada do dia 11 de abril, em uma estrada da zona rural da cidade.
De acordo com as investigações, os dois homens teriam sido atraídos por meio de uma falsa solicitação de frete. Testemunhas relataram que Miqueias, que trabalhava realizando transportes particulares, recebeu uma ligação pedindo uma corrida durante a noite. Pouco tempo depois, ele saiu acompanhado de Antônio Alic e não foi mais visto com vida.
Os corpos das vítimas foram encontrados no Ramal dos Caetanos com diversas marcas de tiros. Moradores da região acionaram a Polícia Militar após ouvirem disparos de arma de fogo durante a madrugada. A cena do crime chocou a população local pela violência da execução.
Horas depois do duplo homicídio, outro fato chamou a atenção das autoridades. Um veículo completamente incendiado foi localizado no Ramal da Lua, também na zona rural do município. Mesmo com o automóvel destruído pelas chamas, a polícia acredita que o carro pertencia a Miqueias e teria sido queimado na tentativa de apagar provas do crime.
O delegado Obetâneo dos Santos informou que os dois presos são conhecidos pelos apelidos de Zé Mauro e Marcelo. Segundo a Polícia Civil, ambos já possuem antecedentes criminais e são investigados por outros delitos. Apesar das prisões, a polícia mantém sigilo sobre parte da investigação para não comprometer a identificação e captura de outros envolvidos no caso.
Ainda conforme a investigação, os agentes trabalham com a hipótese de participação de mais pessoas no planejamento e execução do crime. A polícia não descarta ligação com organizações criminosas que atuam na região do Vale do Juruá.
A Polícia Civil reforçou que as investigações seguem em andamento e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. O caso continua causando grande repercussão em Acre, principalmente pela brutalidade do crime e pela forma como as vítimas foram atraídas antes de serem executadas.
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