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“Ganhou um cala-boca”: Após várias críticas ao prefeito Padeiro, Dr. Luís Felipe é nomeado para cargo de R$ 8 mil na Prefeitura de Bujari

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Crítico ferrenho do prefeito nas redes sociais, advogado agora ocupa cargo de assessor especial após esposa assumir vaga na Câmara Municipal.

A política de Bujari voltou a movimentar os bastidores após a nomeação do dentista Dr. Luís Felipe Almeida da Conceição para um cargo de assessoria especial na Prefeitura Municipal. Conhecido por fazer críticas públicas ao prefeito João Edvaldo, o “Padeiro”, o profissional agora passa a integrar a própria gestão municipal com salário de aproximadamente R$ 8 mil.

A nomeação foi oficializada por meio do Decreto nº 071, publicado no último dia 5 de maio de 2026. Dr. Luís Felipe assumirá a função de assessor especial na Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento (SEMSA), ocupando um cargo de confiança dentro da administração municipal.

Nos últimos meses, Dr. Luís Felipe utilizava frequentemente as redes sociais para fazer críticas à administração do prefeito Padeiro. Em vídeos publicados no Instagram, ele questionava ações da gestão e fazia ataques políticos diretos contra a Prefeitura de Bujari.

A situação passou a chamar ainda mais atenção após sua esposa, Mariá, do Republicanos, assumir uma vaga na Câmara Municipal na condição de suplente. Pouco tempo depois da movimentação política, veio a nomeação do dentista para integrar a estrutura da gestão municipal.

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O episódio gerou repercussão entre moradores e lideranças políticas da cidade. Adversários da gestão afirmam que a mudança de postura causa estranheza, principalmente pela rápida aproximação entre alguém que antes fazia oposição dura e agora ocupa um cargo estratégico dentro da Prefeitura.

Já aliados do prefeito defendem a nomeação e afirmam que a administração municipal tem buscado reunir profissionais preparados para contribuir com os trabalhos da gestão, independentemente de divergências políticas do passado.

O episódio segue repercutindo nas redes sociais e no meio político de Bujari, alimentando debates sobre coerência política, alianças de bastidores e ocupação de cargos públicos dentro da administração municipal.

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“Fala vergonhosa”: Após fala sobre indígenas, PT afirma que Bocalom representa “o atraso e o preconceito” na política acreana

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Partido sobe o tom contra Tião Bocalom após declaração sobre povos indígenas e critica proposta de abertura de estradas em áreas protegidas.

O clima político voltou a esquentar no Acre após o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgar uma dura nota de repúdio contra declarações do ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, envolvendo povos indígenas e a defesa da abertura de estradas em áreas indígenas e reservas ambientais. A manifestação do partido foi divulgada nesta terça-feira (5) e elevou ainda mais a tensão no debate político estadual.

Na nota, o PT acusa Bocalom de reproduzir um discurso considerado preconceituoso e ultrapassado ao afirmar que indígena “não quer mais ficar no mato”. Para a legenda, a fala demonstra desconhecimento sobre a realidade dos povos originários e tenta reduzir culturas milenares a uma visão simplista e ofensiva. O partido reforçou que indígenas vivem em territórios reconhecidos constitucionalmente, preservando tradições, espiritualidade, organização social e identidade cultural.

O documento também rebate a ideia defendida pelo ex-prefeito de abrir estradas em áreas indígenas e reservas ambientais. Segundo o PT, o argumento representa uma ameaça aos territórios protegidos e fortalece um modelo de exploração que ignora os direitos das comunidades tradicionais. A sigla afirma que discutir acesso à saúde, educação, transporte e comunicação não pode servir de justificativa para intervenções impostas “de fora para dentro”.

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Além da crítica sobre os povos indígenas, o PT aproveitou a nota para atacar diretamente a trajetória política de Bocalom. O partido classificou a gestão do ex-prefeito na Prefeitura de Rio Branco como “desastrosa” e afirmou que ele tenta construir uma nova candidatura baseada “no atraso, no preconceito e na mentira”. O tom da nota mostra que a disputa política para 2026 já começou nos bastidores acreanos.

A legenda também destacou que possui lideranças e pré-candidatos indígenas em seus quadros e afirmou que sua história política no Acre sempre esteve ligada à defesa dos povos da floresta, ribeirinhos, extrativistas e trabalhadores rurais. Para o PT, essa atuação faz parte de um projeto político voltado à preservação da Amazônia e ao fortalecimento das comunidades tradicionais.

Nos bastidores da política acreana, a declaração de Bocalom repercutiu negativamente entre lideranças indígenas e movimentos sociais, que consideraram a fala ofensiva e desrespeitosa. O episódio aumentou ainda mais o desgaste político do ex-prefeito em setores ligados à pauta ambiental e aos direitos humanos.

Encerrando a nota, o PT reafirmou solidariedade aos povos indígenas do Acre e declarou compromisso com a proteção da floresta, dos rios e dos territórios tradicionais. O partido defendeu um modelo de desenvolvimento sustentável que gere riqueza sem destruir a Amazônia e sem atacar quem vive e protege a floresta há gerações.

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