Política
Tribunal de Contas intensifica fiscalização em Acrelândia e cobra explicações do ex-prefeito Olavinho Boiadeiro sobre contratos milionários
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Ex-prefeito e equipe são chamados a se defender após análise preliminar apontar possíveis falhas em terceirizações
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) decidiu avançar nas investigações sobre contratos firmados pela Prefeitura de Acrelândia e determinou a notificação do ex-prefeito Olavo Francelino de Rezende, conhecido como Olavinho Boiadeiro, além de membros da antiga gestão municipal. A medida abre oficialmente a fase de defesa dentro de um processo de inspeção que apura a regularidade de serviços terceirizados.
A ação do órgão de controle ocorre após análise técnica preliminar que identificou pontos considerados sensíveis na execução de contratos firmados ao longo de 2024. Os acordos investigados envolvem serviços de apoio administrativo e operacional, áreas que tradicionalmente concentram altos volumes de recursos públicos.
Além de Olavinho Boiadeiro, o TCE-AC incluiu na lista de responsáveis ex-secretários municipais e servidores diretamente ligados à gestão e fiscalização dos contratos. A medida amplia o alcance da apuração e busca identificar, de forma individualizada, eventuais responsabilidades por possíveis inconsistências.
Entre os citados estão nomes que ocuparam pastas estratégicas da administração municipal, como Saúde, Educação, Assistência Social, Obras, Agricultura e Administração. Também foram notificados fiscais de contratos, responsáveis por acompanhar a execução dos serviços, o que reforça o foco do tribunal em toda a cadeia de gestão.
Os envolvidos terão prazo de 15 dias úteis para apresentar justificativas e documentos que esclareçam os apontamentos feitos pela equipe técnica do TCE. O conteúdo detalhado da análise não foi divulgado publicamente, mas, segundo fontes ligadas ao processo, há questionamentos que exigem respostas formais da gestão anterior.
O tribunal alertou que a ausência de manifestação dentro do prazo pode resultar em revelia, o que pode agravar a situação dos citados no andamento do processo. A fase atual é considerada decisiva, pois pode definir os próximos passos da investigação, incluindo eventual aplicação de sanções.
A movimentação do TCE-AC acontece em um momento de maior rigor na fiscalização de contratos públicos no Acre, especialmente os relacionados à terceirização. Esse tipo de serviço tem sido alvo frequente de auditorias devido ao risco de irregularidades e à necessidade de maior transparência na aplicação dos recursos públicos.
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Deputado Tadeu Hassem cobra ação urgente do governo do Estado, através do Deracre, diante do caos no ramal do Icuriã em Assis Brasil

Deputado pressiona governo do Estado por recuperação urgente de estradas rurais
O deputado estadual Tadeu Hassem fez um dos discursos mais duros das últimas semanas na Assembleia Legislativa do Estado do Acre ao expor o que classificou como abandono do governo do Estado nos ramais de Assis Brasil. Após visitar a região no fim de semana, o parlamentar afirmou que a situação do ramal do Icuriã é “um retrato do descaso com quem vive e produz no interior”.
De acordo com Hassem, o cenário encontrado ao longo dos cerca de 75 quilômetros do ramal é de completa deterioração. Trechos tomados pela lama, buracos e pontos intransitáveis têm transformado o deslocamento dos moradores em um verdadeiro desafio diário. “O que vimos não é apenas falta de manutenção, é abandono”, declarou.
Durante a sessão, o deputado apresentou vídeos que mostram veículos atolados e moradores tentando vencer a estrada em condições precárias. Em alguns trechos, segundo ele, o acesso só acontece com quadriciclos ou veículos adaptados, o que escancara a ausência de ações efetivas por parte do poder público.
A crítica mais direta foi ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, apontado como responsável por não garantir apoio necessário ao município. Para o parlamentar, o governo do Estado tem falhado ao não priorizar investimentos básicos em infraestrutura rural, deixando comunidades inteiras praticamente isoladas.
O impacto dessa realidade recai diretamente sobre os pequenos produtores, que enfrentam dificuldades para escoar produtos como farinha, macaxeira e café. Sem estrada, não há mercado. Sem mercado, não há renda. A equação, segundo Hassem, tem penalizado famílias que dependem da produção rural para sobreviver.
Outro problema grave destacado foi um ponto crítico do ramal que alaga durante o período de chuvas, interrompendo completamente o acesso terrestre. Nessas situações, moradores ficam isolados e precisam recorrer a transporte fluvial, uma alternativa improvisada que evidencia a falta de planejamento estrutural.
Embora a responsabilidade direta pelos ramais seja municipal, o deputado ressaltou que cidades como Assis Brasil não possuem capacidade financeira para enfrentar sozinhas o problema. Por isso, cobrou uma atuação firme do governo estadual, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, para garantir a recuperação das vias.
Hassem também lembrou que parte do trajeto está dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, o que exige articulação com órgãos federais como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Ainda assim, reforçou que a ausência do Estado agrava ainda mais a situação.
Ao final, o parlamentar afirmou que seguirá pressionando por soluções e cobrando respostas concretas. “Não é aceitável que em pleno 2026 ainda existam comunidades isoladas por falta de estrada. Isso é falta de compromisso com o povo do interior”, concluiu.
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