Política
Produtores rurais denunciam abandono em ramais de Bujari e desmentem prefeito Padeiro sobre máquinas em atoleiros
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Moradores afirmam que pagaram máquina particular e óleo diesel do próprio bolso para recuperar trecho intrafegável no Ramal do Cedro.
Produtores rurais da região da Linha Nova, no município de Bujari, denunciaram o abandono dos ramais por parte da gestão do prefeito Padeiro após enfrentarem dificuldades para retirar veículos atolados no Ramal do Cedro. Segundo os moradores, a situação chegou ao limite e a própria comunidade precisou se unir para pagar máquina particular e comprar óleo diesel para tentar recuperar o trecho intrafegável.
De acordo com os produtores, a revolta aumentou após declarações do prefeito afirmando que a máquina utilizada nos trabalhos seria da prefeitura. Os moradores, no entanto, contestam a versão apresentada pela gestão municipal e garantem que todo o serviço foi custeado pelos próprios trabalhadores rurais da região.
A situação dos ramais tem causado prejuízos diretos aos produtores, que relatam dificuldades para escoar a produção agrícola, transportar mercadorias e até garantir o deslocamento de famílias que dependem diariamente das estradas vicinais. Em alguns pontos do Ramal do Cedro, veículos chegaram a ficar presos por horas devido aos grandes atoleiros.
Moradores afirmam que o sentimento é de abandono e cobram mais transparência da Prefeitura de Bujari sobre a real situação da manutenção dos ramais. Para eles, a gestão municipal tenta passar uma imagem diferente da realidade enfrentada pelos produtores que vivem na zona rural.
“Quem está salvando o ramal somos nós mesmos. A prefeitura não apareceu para resolver o problema e ainda querem dizer que a máquina era do município”, relatou um produtor da região indignado com a situação enfrentada pelos moradores da Linha Nova.
A denúncia ganhou repercussão entre os agricultores da região, que pedem providências urgentes para recuperação dos ramais antes que a situação fique ainda mais crítica durante o período de inverno amazônico. Os produtores também cobram que o prefeito fale a verdade sobre a origem da máquina utilizada nos trabalhos emergenciais.
Veja o vídeo:
Moradores afirmam que pagaram máquina particular e óleo diesel do próprio bolso para recuperar trecho intrafegável no Ramal do Cedro. pic.twitter.com/vtDyBDJx94
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) April 30, 2026
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Tribunal de Contas intensifica fiscalização em Acrelândia e cobra explicações do ex-prefeito Olavinho Boiadeiro sobre contratos milionários

Ex-prefeito e equipe são chamados a se defender após análise preliminar apontar possíveis falhas em terceirizações
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) decidiu avançar nas investigações sobre contratos firmados pela Prefeitura de Acrelândia e determinou a notificação do ex-prefeito Olavo Francelino de Rezende, conhecido como Olavinho Boiadeiro, além de membros da antiga gestão municipal. A medida abre oficialmente a fase de defesa dentro de um processo de inspeção que apura a regularidade de serviços terceirizados.
A ação do órgão de controle ocorre após análise técnica preliminar que identificou pontos considerados sensíveis na execução de contratos firmados ao longo de 2024. Os acordos investigados envolvem serviços de apoio administrativo e operacional, áreas que tradicionalmente concentram altos volumes de recursos públicos.
Além de Olavinho Boiadeiro, o TCE-AC incluiu na lista de responsáveis ex-secretários municipais e servidores diretamente ligados à gestão e fiscalização dos contratos. A medida amplia o alcance da apuração e busca identificar, de forma individualizada, eventuais responsabilidades por possíveis inconsistências.
Entre os citados estão nomes que ocuparam pastas estratégicas da administração municipal, como Saúde, Educação, Assistência Social, Obras, Agricultura e Administração. Também foram notificados fiscais de contratos, responsáveis por acompanhar a execução dos serviços, o que reforça o foco do tribunal em toda a cadeia de gestão.
Os envolvidos terão prazo de 15 dias úteis para apresentar justificativas e documentos que esclareçam os apontamentos feitos pela equipe técnica do TCE. O conteúdo detalhado da análise não foi divulgado publicamente, mas, segundo fontes ligadas ao processo, há questionamentos que exigem respostas formais da gestão anterior.
O tribunal alertou que a ausência de manifestação dentro do prazo pode resultar em revelia, o que pode agravar a situação dos citados no andamento do processo. A fase atual é considerada decisiva, pois pode definir os próximos passos da investigação, incluindo eventual aplicação de sanções.
A movimentação do TCE-AC acontece em um momento de maior rigor na fiscalização de contratos públicos no Acre, especialmente os relacionados à terceirização. Esse tipo de serviço tem sido alvo frequente de auditorias devido ao risco de irregularidades e à necessidade de maior transparência na aplicação dos recursos públicos.
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