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Mazinho Serafim terá de explicar na Justiça contratos da ExpoSena após Ministério Público apontar prejuízo de mais de R$ 800 mil

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Ex-prefeito contesta acusações sobre contratos de shows da ExpoSena 2024, mas terá de responder na Justiça aos questionamentos.

A gestão do ex-prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim volta ao centro de uma controvérsia envolvendo o uso de dinheiro público. Agora pré-candidato a deputado federal, Mazinho se manifestou nesta quinta-feira (13) depois que o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) ajuizou uma Ação Civil Pública por suposto ato de improbidade administrativa relacionado às contratações de atrações nacionais para a ExpoSena 2024.

De acordo com as informações apresentadas pelo Ministério Público, as supostas irregularidades investigadas teriam provocado prejuízo superior a R$ 800 mil aos cofres públicos. A ação, proposta pela Promotoria de Justiça Cível de Sena Madureira, coloca sob questionamento a forma como recursos municipais foram utilizados na contratação dos shows e leva para o Judiciário uma discussão que atinge diretamente a administração comandada por Mazinho.

Diante da gravidade dos apontamentos, o ex-prefeito divulgou uma nota para rebater as acusações e enfatizar que a abertura da ação não significa condenação. A observação é juridicamente pertinente, já que as alegações ainda precisam ser analisadas pela Justiça e Mazinho terá direito ao contraditório e à ampla defesa. Isso, entretanto, não elimina a necessidade de esclarecimentos sobre os valores apontados pelo órgão responsável pela fiscalização da aplicação dos recursos públicos.

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Mazinho também negou ter desviado dinheiro ou recebido qualquer vantagem indevida durante sua administração. Segundo ele, sua defesa pretende demonstrar que não houve intenção de favorecer empresas ou terceiros. O ponto central, porém, deverá ser enfrentado dentro do processo: explicar documentalmente as contratações questionadas e demonstrar a regularidade dos gastos realizados na ExpoSena.

Outro argumento utilizado pelo ex-prefeito é que o Ministério Público teria adotado uma metodologia inadequada ao comparar o valor global desembolsado pelo município com os valores líquidos recebidos diretamente pelos artistas. Para Mazinho, contratos dessa natureza podem envolver outros custos e despesas além do cachê efetivamente destinado à atração. Caberá agora à defesa comprovar essa tese e detalhar a composição dos valores contestados.

A situação ganha ainda mais peso político porque Mazinho Serafim tenta permanecer em evidência no cenário acreano como pré-candidato a deputado federal em 2026. Uma ação envolvendo suspeitas de prejuízo superior a R$ 800 mil durante sua passagem pela Prefeitura de Sena Madureira inevitavelmente coloca sua gestão sob novo escrutínio público, sobretudo porque transparência e responsabilidade com recursos públicos são questões que ultrapassam a disputa eleitoral.

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Na nota, o ex-prefeito ainda criticou a repercussão das acusações antes de uma eventual decisão condenatória e pediu que seja preservada a distinção entre as alegações do Ministério Público e fatos definitivamente reconhecidos pela Justiça. De fato, Mazinho não pode ser tratado como condenado neste processo enquanto não houver decisão judicial nesse sentido. Por outro lado, o ajuizamento da ação por um órgão público de fiscalização constitui um fato de interesse público e os questionamentos apresentados deverão receber respostas no curso da ação.

Mazinho afirma estar tranquilo e confiante de que conseguirá demonstrar a regularidade de sua atuação. A partir de agora, porém, mais do que declarações públicas, serão documentos, contratos, pagamentos, justificativas e provas apresentados no processo que poderão esclarecer o que ocorreu nas contratações da ExpoSena 2024. Para quem administrou recursos públicos e agora busca uma cadeira na Câmara dos Deputados, prestar contas de forma transparente sobre um questionamento dessa dimensão passa a ser parte incontornável do debate público.

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Vereador André Kamai expõe Bocalom e acusa ex-prefeito de “pegar carona” em obras do Governo Lula em Rio Branco

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Em um pronunciamento incisivo na Câmara Municipal de Rio Branco, na sessão desta quarta-feira, 12, o vereador André Kamai (PT) denunciou o ex-prefeito Tião Bocalom por tentar se apropriar de projetos e investimentos do governo federal para fazer palanque eleitoral. A tônica da fala do parlamentar enfatizou o contraste entre o fracasso da gestão municipal em entregar moradias e a posterior tentativa de assumir a paternidade de conquistas viabilizadas pelo presidente Lula.

De acordo com Kamai, após o esgotamento de promessas locais como o programa “1001 Dignidades” — que acumulou custos e não entregou habitações —, a antiga gestão passou a buscar respaldo em realizações federais para simular entregas à população acreana.

“Vem se escorar no programa do governo federal, que só voltou a acontecer depois que o presidente Lula voltou à Presidência da República — que trouxe mais de 3 mil unidades para o Acre e mais de 2 mil para Rio Branco. E aí vem com esse negócio de que a ideia dele vira 2 mil? É muita cara de pau e muita falta de respeito com a inteligência do povo”, criticou Kamai durante a sessão.

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O vereador destacou que a retomada das políticas habitacionais e a destinação de milhares de unidades à capital decorrem da reestruturação do programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal, desmistificando a narrativa de que tais iniciativas seriam desdobramentos de ações municipais.

Além de rebater as alegações da antiga gestão, o parlamentar cobrou apuração sobre a destinação das verbas empregadas no projeto municipal frustrado e exigiu transparência com os eleitores sobre a origem real dos recursos públicos investidos na cidade.

“O povo de Rio Branco precisa saber: nós temos habitação popular hoje porque o presidente Lula voltou com o Minha Casa, Minha Vida. Mentira do Bocalom, que saiu e agora está fazendo do Minha Casa, Minha Vida um palanque, dizendo que o Minha Casa, Minha Vida é o 1001 Dignidades. É mentira!”, concluiu o vereador.

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