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Em meio ao avanço da malária, gestão de Salatiel Magalhães é alvo de denúncia por demissão em massa de agentes em Rodrigues Alves

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Servidores afirmam que equipe de combate à doença foi reduzida de 32 para 15 agentes e cobram explicações da Prefeitura sobre cortes justamente.

A gestão do prefeito Salatiel Magalhães está no centro de uma grave denúncia envolvendo o combate à malária em Rodrigues Alves. Servidores relatam que profissionais responsáveis diretamente pelo enfrentamento da doença foram demitidos pela administração municipal em um momento considerado crítico para a saúde pública. Segundo os denunciantes, a decisão, atribuída à Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Paula Paixão, atingiu justamente trabalhadores que atuavam na prevenção, identificação e acompanhamento dos casos espalhados pelo município.

De acordo com os relatos, a Vigilância em Endemias possuía 32 agentes antes dos desligamentos, mas teria ficado com apenas 15 profissionais para atender toda a extensão territorial de Rodrigues Alves. Os denunciantes afirmam ainda que oito agentes comunitários de saúde que integravam as ações também foram dispensados. Caso os números sejam confirmados pela Prefeitura, a redução representa um corte expressivo na força de trabalho responsável por enfrentar uma doença que exige vigilância permanente, especialmente nas comunidades rurais e de difícil acesso.

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A forma como as demissões teriam sido comunicadas também provocou revolta entre os trabalhadores. Conforme a denúncia, os desligamentos foram anunciados em um grupo de WhatsApp que reunia funcionários, a secretária Paula Paixão e o gerente Demetrios, que teria divulgado a relação dos profissionais dispensados. Alguns agentes afirmam que estavam trabalhando nos ramais, realizando visitas, coleta de material para exames e atendimento relacionado ao tratamento da malária quando receberam a notícia e tiveram de interromper as atividades.

O episódio levanta questionamentos ainda mais sérios diante das informações apresentadas pelos próprios servidores sobre o crescimento dos casos de malária em diferentes ramais. Reduzir drasticamente uma equipe justamente quando aumenta a necessidade de prevenção, diagnóstico e acompanhamento exige explicações convincentes da administração municipal. Com somente 15 agentes, segundo os denunciantes, a preocupação é que os trabalhadores restantes não consigam atender adequadamente toda a demanda, aumentando a sobrecarga e deixando comunidades mais vulneráveis.

Outro ponto que precisa ser esclarecido pela gestão de Salatiel Magalhães diz respeito aos critérios adotados para decidir quem sairia e quem permaneceria. Os denunciantes alegam que entre os profissionais mantidos estariam um vereador e um supervisor identificado por eles como apoiador político do prefeito. A afirmação, por se tratar de uma acusação dos servidores, precisa ser devidamente esclarecida pela Prefeitura. Ainda assim, diante da gravidade do relato, cabe à administração informar publicamente quais critérios técnicos, administrativos ou financeiros fundamentaram os desligamentos e afastar qualquer suspeita de favorecimento político.

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A Prefeitura de Rodrigues Alves e a Secretaria Municipal de Saúde precisam explicar por que profissionais ligados diretamente ao enfrentamento da malária foram dispensados neste momento e apresentar um plano para impedir prejuízos à população. Também é necessário esclarecer quantos trabalhadores foram efetivamente desligados, a situação epidemiológica atual do município e como serão mantidas as ações nos ramais. O espaço permanece aberto para que o prefeito Salatiel Magalhães, a secretária Paula Paixão e a administração municipal apresentem sua versão sobre as denúncias. As informações do portal Folha do Juruá

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Binho Marques não será suplente de Jorge Viana, mas confirma atuação na coordenação das campanhas de JV e Thor Dantas

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Ex-governador afirma que erro técnico inviabilizou participação na chapa ao Senado, diz que respeita decisão da Justiça – Foto: Reprodução/ PT/AC

O ex-governador do Acre Binho Marques anunciou que não integrará a chapa do pré-candidato ao Senado Jorge Viana nas eleições de 2026. Em carta aberta divulgada nesta sexta-feira (7), o petista atribuiu a impossibilidade de sua candidatura a um erro técnico envolvendo prazos e datas no processo de registro.

Apesar de ficar fora da disputa como candidato, Binho deixou claro que continuará diretamente envolvido no processo eleitoral. O ex-governador confirmou que participará da coordenação das campanhas de Thor Dantas ao governo do Acre e de Jorge Viana ao Senado.

Inicialmente convidado por Jorge Viana para ocupar a primeira suplência, Binho afirmou que recebeu a proposta com satisfação, mas reconheceu que houve uma falha durante o processo. Segundo ele, não haverá contestação à decisão judicial.

“Um erro de prazos, de datas, daqueles detalhes que não parecem importantes até o dia em que o juiz diz que são. Erramos. Reconheço esse erro e não vou discutir com a Justiça. Acato a decisão da Justiça e respeitarei o processo”, declarou.

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Na carta, Binho também utilizou boa parte do texto para relembrar sua trajetória pessoal e política no Acre. Ex-secretário de Educação e ex-governador por dois mandatos, ele destacou principalmente as políticas educacionais implantadas durante os governos da antiga Frente Popular e sua posterior atuação no Ministério da Educação.

Entre as ações citadas, Binho destacou sua participação nas discussões para mudanças no Fundeb e na criação do Valor Aluno Ano Total (VAAT), mecanismo utilizado na distribuição de recursos federais destinados à educação básica. O ex-governador afirmou que as alterações contribuíram para ampliar os recursos destinados ao Acre.

Binho também resgatou obras e projetos realizados durante sua passagem pelo governo estadual, citando a Organização em Centros de Atendimento (OCA), a Usina de Arte João Donato, a Biblioteca Pública, investimentos em pontes, ramais, rodovias e conjuntos habitacionais, além de empreendimentos ligados ao setor produtivo.

Ao explicar seu retorno mais ativo à política acreana, o ex-governador adotou um discurso crítico ao atual cenário estadual. Na avaliação apresentada por ele na carta, o Acre precisa “virar a página” e enfrentar problemas que classificou como corrupção e desperdício de recursos públicos.

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Mesmo sem disputar um cargo eletivo, Binho anunciou que estará presente nas ruas e na organização política da campanha. Ele declarou apoio a Jorge Viana para o Senado, Thor Dantas para o governo e Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.

“Meu objetivo não é ter um cargo”, afirmou. Segundo Binho, sua prioridade agora será trabalhar pela eleição dos candidatos que integram o grupo político do qual faz parte.

O ex-governador encerrou a manifestação afirmando que pretende intensificar sua participação na campanha da chamada Frente Ampla. “Vou trabalhar mais ainda pela vitória da Frente Ampla, seja na coordenação das campanhas do Jorge e do Thor, seja nas ruas”, escreveu.

Com a decisão, Binho Marques fica oficialmente fora da chapa majoritária como candidato, mas permanece como uma das figuras envolvidas na articulação eleitoral do grupo de oposição para a disputa de 2026 no Acre.

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