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PF mira suposto esquema de fraude no Seguro-Defeso e cumpre mandados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul

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Operação Maré de Apate investiga emissão irregular de registros de pescador artesanal e apura possível participação de agentes públicos – Foto: Reprodução/ PF

A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (7), uma operação em Rio Branco e Cruzeiro do Sul para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de obtenção irregular do Seguro-Defeso no Acre. A apuração envolve registros de pescador artesanal que teriam sido concedidos a pessoas que não exerciam efetivamente a atividade.

Batizada de Operação Maré de Apate, a ofensiva cumpriu seis mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal do Acre. Os policiais estiveram em endereços relacionados aos investigados nas duas principais cidades acreanas.

O foco da investigação está na emissão e utilização do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Segundo as apurações, algumas pessoas teriam conseguido o documento mesmo sem atuar como pescadores artesanais e, a partir dele, acessado indevidamente o Seguro-Defeso.

O benefício é destinado aos pescadores profissionais artesanais durante o período em que a pesca de determinadas espécies fica proibida para garantir a reprodução e preservação dos recursos pesqueiros.

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A Polícia Federal busca esclarecer se agentes públicos e particulares tiveram participação na emissão, distribuição ou intermediação dos registros. A investigação também analisa se estruturas administrativas teriam sido utilizadas para facilitar a entrega dos documentos aos supostos beneficiários.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram realizadas buscas por documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para reconstruir o funcionamento do possível esquema.

O material apreendido deverá auxiliar os investigadores na identificação dos envolvidos, na definição da responsabilidade de cada suspeito e no levantamento do eventual prejuízo provocado aos cofres públicos.

Conforme informado pela PF, os investigados poderão responder, de acordo com a participação eventualmente comprovada, por crimes como estelionato previdenciário, associação criminosa, falsidade ideológica e corrupção eleitoral. Outros delitos também poderão ser identificados no decorrer do inquérito.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões relacionadas à Operação Maré de Apate. A Polícia Federal também não informou o número de registros suspeitos nem apresentou uma estimativa do valor que teria sido recebido irregularmente por meio do Seguro-Defeso.

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PF e ICMBio desmantelam garimpo ilegal em parque nacional e causam prejuízo de R$ 1,4 milhão a criminosos

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Operação Caraíba IV destruiu máquinas, acampamentos e milhares de litros de combustível utilizados na exploração clandestina de ouro – Foto: Reprodução/ PF

A Polícia Federal e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizaram uma grande ofensiva contra crimes ambientais no Parque Nacional Mapinguari, localizado entre os estados de Rondônia e Amazonas. A Operação Caraíba IV foi executada entre os dias 28 de julho e 1º de agosto de 2026 e teve como principal objetivo interromper atividades ilegais que ameaçavam uma das mais importantes áreas de preservação ambiental da Amazônia.

As equipes concentraram esforços no combate ao garimpo clandestino de ouro e cassiterita, além de coibir a extração ilegal de madeira, invasões de terras públicas e outras práticas criminosas registradas dentro da unidade de conservação federal.

Para alcançar os pontos de exploração ilegal, os agentes utilizaram aeronaves e informações obtidas por meio de inteligência e monitoramento por imagens de satélite. A estratégia permitiu localizar áreas de difícil acesso onde funcionavam estruturas montadas pelos garimpeiros.

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Durante a operação, diversas frentes de garimpo em pleno funcionamento foram desmobilizadas. No local, as equipes encontraram máquinas pesadas, equipamentos de apoio e acampamentos utilizados pelos envolvidos na atividade criminosa.

Entre os materiais inutilizados estão duas escavadeiras hidráulicas, um trator agrícola, 15 motores estacionários, três geradores de energia, além de 23 acampamentos improvisados. Também foram destruídos mais de 10 mil litros de combustível que abasteciam as operações ilegais.

Os agentes ainda apreenderam equipamentos de comunicação e ferramentas empregadas na logística do garimpo clandestino, reforçando o enfraquecimento da estrutura utilizada pelas organizações criminosas que atuavam na região.

Segundo os órgãos envolvidos, a ação provocou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,44 milhão aos responsáveis pela exploração ilegal dos recursos naturais no interior do parque.

A destruição dos equipamentos ocorreu no próprio local da operação, conforme previsto na legislação ambiental, devido às dificuldades de transporte e armazenamento dos materiais em uma área remota da Amazônia. Enquanto o ICMBio executou as medidas administrativas, a Polícia Federal atuou na repressão aos crimes ambientais e demais infrações penais identificadas durante a operação.

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