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Julgamento de Antônia Lúcia no STF é suspenso após pedido de vista de Cristiano Zanin quando relator já votava pela condenação

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Análise da ação penal é interrompida quando relator já havia votado pela condenação da parlamentar por peculato – Foto: Reprodução

O julgamento da ação penal que envolve a deputada federal Antônia Lúcia Câmara foi interrompido no Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro Cristiano Zanin solicitar vista do processo. Com a medida, a análise do caso fica temporariamente suspensa até que o magistrado conclua o exame dos autos e devolva a ação para continuidade da votação.

A discussão ocorre no âmbito da Primeira Turma do STF e trata de supostas irregularidades relacionadas ao uso de recursos públicos durante o exercício do mandato parlamentar. Antes da suspensão, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, apresentou voto favorável à condenação da deputada pelo crime de peculato.

Segundo o entendimento do relator, ficou demonstrado que um servidor nomeado para atuar no gabinete parlamentar teria desempenhado atividades voltadas exclusivamente aos interesses de uma empresa de comunicação ligada à família da congressista. Para Moraes, o conjunto de provas reunido ao longo da investigação aponta para o uso indevido da estrutura pública em benefício privado.

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No voto apresentado, o ministro destacou que documentos, depoimentos e decisões judiciais analisadas durante a instrução processual reforçam a tese de que o servidor não exerceu funções relacionadas às atividades legislativas para as quais foi contratado. A acusação sustenta que o funcionário atuava diretamente na Rádio e TV Boas Novas, vinculada ao núcleo familiar da parlamentar.

Alexandre de Moraes também rejeitou um pedido da defesa para aplicação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). De acordo com o relator, a negativa do benefício pela Procuradoria-Geral da República foi devidamente fundamentada e não havia mais possibilidade processual para rediscussão da matéria.

Em relação à pena, o voto propõe a condenação de Antônia Lúcia a 6 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. O relator ainda determinou uma indenização mínima de R$ 115,3 mil aos cofres públicos, valor correspondente ao prejuízo apontado na ação.

Outro ponto destacado no julgamento é que uma eventual condenação confirmada por órgão colegiado poderá produzir reflexos na situação eleitoral da parlamentar, em razão das regras previstas na Lei da Ficha Limpa para crimes contra a administração pública.

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A ação tem origem em investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, que apura a suposta utilização de cargos públicos para atender interesses particulares. A defesa da deputada nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações não encontram respaldo nos fatos.

Com o pedido de vista apresentado por Cristiano Zanin, ainda não há data definida para a retomada do julgamento. O desfecho do caso dependerá dos votos dos demais integrantes da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

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Ministério Público abre investigação sobre desabamento da Ponte Frei Paolino, obra de R$ 36 milhões construída no governo Gladson Cameli

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Promotoria de Sena Madureira instaura procedimento para apurar causas da queda da estrutura e possíveis responsabilidades administrativas e criminais

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para investigar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. A apuração busca identificar as circunstâncias que levaram à queda da estrutura e verificar possíveis responsabilidades de agentes públicos, empresas contratadas e demais envolvidos na execução e fiscalização da obra.

A investigação está sendo conduzida pela Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira, que determinou uma série de medidas para reunir elementos técnicos e documentais capazes de esclarecer os fatos. O caso ganha grande repercussão devido à importância da ponte para a mobilidade da população e ao volume de recursos públicos investidos na obra.

Entre as providências determinadas pelo Ministério Público estão a realização de perícia técnica especializada, vistorias no local do desabamento, requisição de documentos e informações aos órgãos públicos competentes, além da coleta de dados junto às empresas que participaram da construção e da manutenção da estrutura.

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O MPAC informou ainda que haverá atuação integrada das áreas criminal e de defesa do patrimônio público, permitindo uma investigação mais ampla sobre eventuais falhas de planejamento, execução, fiscalização e aplicação de recursos públicos relacionados à ponte.

Para reforçar os trabalhos de apuração, o Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público já deslocou uma equipe especializada para Sena Madureira. Os técnicos serão responsáveis por realizar inspeções detalhadas e auxiliar na produção de laudos que possam apontar as causas do desabamento.

A investigação também poderá analisar decisões tomadas durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli, período em que foram executadas ações e investimentos em infraestrutura no estado. O objetivo é verificar se houve cumprimento adequado das normas técnicas, contratuais e legais durante todas as etapas relacionadas à obra.

Em nota oficial, o MPAC reafirmou seu compromisso com a transparência, a defesa do patrimônio público e a responsabilização de eventuais envolvidos caso sejam constatadas irregularidades. O órgão destacou que todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir o completo esclarecimento dos fatos e a proteção do interesse público.

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