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Operação em Assis Brasil apreende 4 mil peixes ornamentais e impede exportação irregular para a China

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Carga sem documentação foi interceptada na fronteira com o Peru; Polícia Federal e Ibama foram acionados.

A Receita Federal apreendeu nesta semana uma carga contendo aproximadamente 4 mil peixes ornamentais durante uma operação de fiscalização realizada na Inspetoria da Receita Federal em Assis Brasil, município acreano localizado na fronteira entre o Brasil e o Peru. A ação ocorreu durante a inspeção de um veículo que deixava o território nacional.

Durante a vistoria, Auditores-Fiscais identificaram o transporte irregular de cerca de 2 mil exemplares da espécie Apistogramma e outros 2 mil da espécie Anostomus. Os animais estavam sendo transportados sem a documentação obrigatória que comprovasse sua origem legal.

Segundo a Receita Federal, a carga também não possuía a licença exigida para exportação de espécies da fauna brasileira. Informações preliminares apontam que os peixes ornamentais tinham como destino final o mercado da China, um dos principais consumidores desse tipo de espécie.

Diante das irregularidades constatadas e dos indícios da prática do crime de contrabando, a Polícia Federal foi acionada para acompanhar o caso. Três pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos e deverão ser ouvidas pela autoridade policial responsável pela investigação.

Após a apreensão, os peixes serão encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasiléia. O órgão ambiental ficará responsável pelos procedimentos de manejo, avaliação e destinação adequada dos animais.

A operação reforça o trabalho conjunto entre os órgãos de fiscalização e segurança pública no combate aos crimes transfronteiriços. Além de coibir atividades ilegais, a ação busca proteger a fauna silvestre brasileira e preservar os recursos naturais, impedindo a retirada irregular de espécies do país.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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