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Gerlen Diniz cobra investigação da PF sobre sumiço de R$ 2,5 milhões em emendas PIX para pescadores e produtores rurais no Acre

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Prefeito afirma que recursos enviados durante mandato de deputado federal nunca chegaram aos beneficiários e questiona destino do dinheiro.

O prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, elevou o tom das cobranças nesta segunda-feira ao revelar que levou à Polícia Federal denúncias sobre o desaparecimento de mais de R$ 2,5 milhões em emendas PIX destinadas a pescadores artesanais e produtores rurais do Acre. Segundo o gestor, os recursos foram enviados ainda durante seu mandato como deputado federal, porém os equipamentos que deveriam beneficiar as comunidades nunca foram entregues.

De acordo com Gerlen, as emendas tinham como objetivo garantir a compra de motores para pescadores artesanais dos municípios de Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano, além da aquisição de peladeiras de arroz para fortalecer associações de produtores rurais. O prefeito destacou que os investimentos deveriam beneficiar centenas de famílias que dependem diretamente da pesca e da agricultura para sobreviver.

Segundo o gestor, os valores foram divididos em R$ 1 milhão para os pescadores de Sena Madureira, R$ 300 mil para Cruzeiro do Sul, R$ 250 mil para Manoel Urbano e mais R$ 1 milhão voltado à compra de peladeiras de arroz para entidades rurais. Somadas, as emendas chegam ao montante de R$ 2,55 milhões.

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Gerlen relatou que buscou esclarecimentos junto à Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), mas recebeu a informação de que os recursos seriam insuficientes para a aquisição dos equipamentos previstos. A justificativa, porém, foi contestada pelo prefeito, que afirmou que os itens poderiam ser adquiridos por um valor muito inferior ao apresentado pelo governo.

“O dinheiro era para atender os pescadores e os produtores rurais. Não estamos falando de valores milionários em equipamentos. Pelos cálculos feitos, tudo poderia ser comprado por menos de R$ 800 mil”, declarou o prefeito ao comentar o caso.

O gestor afirmou ainda que decidiu procurar a Polícia Federal por entender que os recursos são de origem federal e precisam ter transparência na aplicação. Para ele, a população merece explicações sobre o destino das emendas, principalmente após quase três anos sem que os benefícios tenham sido entregues aos trabalhadores rurais e pescadores artesanais.

Nas redes sociais, Gerlen Diniz também aumentou o tom das cobranças e questionou publicamente onde foi parar o dinheiro enviado ao Estado. A publicação repercutiu entre moradores e lideranças políticas do Acre, ampliando a pressão sobre os órgãos responsáveis pela execução dos recursos.

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Até o momento, o Governo do Acre e a Secretaria de Estado de Agricultura não divulgaram posicionamento oficial sobre as declarações do prefeito nem esclareceram o andamento das emendas citadas por Gerlen Diniz.

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Ex-deputado Daniel Zen desmonta discurso de Gladson Cameli e afirma que tese de perseguição política “não cola” diante de provas robustas

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O ex-deputado estadual Daniel Zen, do PT do Acre, rebateu o pronunciamento do ex-governador Gladson Cameli após a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em comentário publicado nas redes sociais, Zen questionou o tom do vídeo divulgado por Gladson, contestou a versão de perseguição política e afirmou que o processo contém elementos probatórios robustos.

Gladson se manifestou pela primeira vez após o julgamento afirmando que recebeu com tranquilidade o resultado no STJ, que a decisão ainda não representa um ponto final e que pretende recorrer ao próprio STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF). No vídeo, também declarou ser alvo de perseguição política e relacionou o caso ao calendário eleitoral.

Daniel Zen ironizou a forma do pronunciamento. Segundo ele, Gladson parecia “tão calmo, tranquilo e verdadeiro” que precisou ler o texto em um teleprompter, “de olhos estatelados e fala robótica, sem entonação, pausas ou pontuações”.

O ex-deputado afirmou que qualquer pessoa pública está sujeita a processos e investigações, mas fez uma distinção entre responder a ações e ser condenado. Zen citou a própria trajetória para comparar as situações.

“Eu, por exemplo, nos meus 18 anos de vida pública, cargos e mandatos, respondi a dezenas de processos. A diferença é que fui inocentado em todos eles”, afirmou.

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Zen também reconheceu que a decisão contra Gladson ainda não é definitiva e que o ex-governador tem direito de recorrer. No entanto, contestou a afirmação de que o STF já teria julgado e declarado ilegais muitas das acusações.

Segundo o ex-deputado, o Supremo não decretou ilegalidade das acusações, mas apenas a nulidade da coleta de parte das provas. Ele também ressaltou que a decisão do STF não atingiu todo o conjunto probatório usado no processo.

“Não é verdade que o STF já teria julgado e declarado que muitas das acusações foram feitas de forma ilegal. O STF não decretou ilegalidade das acusações, mas apenas a nulidade da coleta de algumas das provas. E ainda assim não foi de todas as provas coletadas”, escreveu.

Para Daniel Zen, a tese de perseguição política não se sustenta diante do conteúdo do processo. O ex-deputado afirmou ter lido os autos e disse que as provas são consistentes.

“Sendo assim, essa história de perseguição política não cola, não nesse caso, diante de tantos elementos probatórios. Aliás, quem se deu ao trabalho de ler o processo, como eu me dei, vê que as provas são pra lá de robustas”, declarou.

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Em tom crítico, Zen também fez referência às acusações de uso de recursos públicos para fins privados, incluindo aquisição de veículos, apartamento de luxo e construção de uma mansão. A afirmação foi feita pelo ex-deputado como comentário político sobre o caso julgado pelo STJ.

A condenação de Gladson reacendeu o debate sobre os impactos jurídicos e eleitorais da decisão. Pela Lei da Ficha Limpa, condenações criminais por órgão colegiado podem gerar inelegibilidade, ainda que ainda caibam recursos, dependendo da análise da Justiça Eleitoral no momento do registro de candidatura e de eventual decisão suspendendo os efeitos da condenação.

Gladson, por sua vez, afirma que continuará recorrendo e que pretende levar o caso às instâncias superiores. No pronunciamento, disse que adversários terão que enfrentá-lo “na urna”, mantendo o discurso de que o julgamento não encerra sua trajetória política.

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