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MPF cobra ação permanente contra invasões e desmatamento em assentamento de Acrelândia

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Recomendação determina operações mensais no PA Porto Dias e alerta para a continuidade das ocupações irregulares e dos crimes ambientais, apesar de ações anteriores – Arte: Comunicação MPF

O Ministério Público Federal (MPF) intensificou a cobrança por medidas efetivas para conter as invasões de terras públicas e os crimes ambientais no Projeto de Assentamento (PA) Porto Dias, localizado em Acrelândia. Em recomendação encaminhada a órgãos de segurança, fiscalização ambiental e gestão fundiária, o órgão defende a criação de um calendário permanente de operações ostensivas para garantir a proteção da área e das famílias regularmente assentadas.

A medida faz parte de um procedimento administrativo que acompanha a situação do assentamento, cuja capacidade foi ampliada recentemente pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Com a mudança, o PA Porto Dias passou de 95 para 240 famílias beneficiadas, aumentando a necessidade de fiscalização e controle sobre a ocupação da área.

A recomendação foi direcionada ao Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do Acre, à Superintendência da Polícia Federal no estado, ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), ao Ibama e ao Incra. Segundo o MPF, esses órgãos devem atuar de forma integrada para impedir novas invasões e combater atividades ilegais que vêm sendo registradas no assentamento.

O documento estabelece que, em até 30 dias, os órgãos envolvidos deverão elaborar um cronograma de operações mensais na região. O planejamento deverá ser apresentado durante reunião marcada para o dia 1º de setembro de 2026, na sede do Ministério Público Federal, em Rio Branco. Além disso, cada instituição terá 15 dias para informar oficialmente se irá cumprir a recomendação e quais providências pretende adotar.

O MPF ressalta que, caso a recomendação não seja atendida, poderão ser adotadas medidas judiciais para responsabilizar os órgãos por eventuais omissões relacionadas à proteção da área. O objetivo é evitar que a falta de fiscalização favoreça novas ocupações irregulares e amplie os danos ao patrimônio público e ao meio ambiente.

Entre os elementos considerados pelo Ministério Público estão relatos de que invasores retornaram ao assentamento poucas horas após uma operação realizada pelo Ibama em julho deste ano, retomando atividades de desmatamento e outras infrações ambientais. O episódio foi apontado como demonstração de que operações isoladas não têm conseguido impedir a reincidência dos crimes.

O histórico de conflitos no PA Porto Dias também pesou na decisão do órgão. De acordo com o MPF, os registros de ocupações irregulares remontam a mais de dez anos. Em 2013, o Incra já identificava dezenas de áreas ocupadas ilegalmente, situação que se agravou nos anos seguintes com a chegada de novos invasores.

O documento ainda cita as Operações Usurpare I e II, realizadas pela Polícia Federal em parceria com outros órgãos de fiscalização, que resultaram na prisão de dez pessoas acusadas de invadir terras públicas. Também está em andamento na Justiça Federal uma ação de reintegração de posse proposta pelo Incra, que relata a tentativa de ocupação da área por cerca de 50 pessoas. Para o MPF, somente uma atuação contínua e coordenada entre os órgãos públicos será capaz de proteger o assentamento, preservar o meio ambiente e garantir segurança às famílias que ocupam legalmente o PA Porto Dias.

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Mais de 11 mil produtores e cooperativas da região Norte podem se beneficiar com a MP 1.376

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BB inicia a renegociação de operações agro na região em operações que totalizam mais de R$ 9 bilhões – Foto: Assessoria

Produtores rurais e cooperativas da região Norte já podem procurar o Banco do Brasil para renegociar operações de crédito rural por meio das condições previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026. Na região, cerca de 11,3 clientes possuem operações potencialmente elegíveis às condições da medida, que representam um volume de até R$ 9,3 bilhões em financiamentos.

A MP autorizou a criação de linhas especiais para composição de dívidas de produtores e cooperativas que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. O objetivo é apoiar a recuperação da capacidade produtiva, contribuir para a regularização financeira dos empreendimentos rurais e dar condições para que os produtores retomem seu fluxo de caixa com maior previsibilidade.

“A medida provisória representa um importante instrumento para apoiar os produtores rurais da Região Norte que enfrentaram dificuldades nos últimos anos, muitas delas associadas aos eventos climáticos adversos que afetaram a produção e a geração de renda no campo. No Banco do Brasil, estamos atuando de forma próxima aos clientes, avaliando alternativas que respeitem a realidade de cada atividade e de cada localidade. A iniciativa contribui para acelerar a regularização das operações, fortalecer o crédito rural e criar condições para que os produtores retomem seus investimentos, preservem sua capacidade produtiva e sigam gerando desenvolvimento e renda na região”, afirma Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB.

A carteira agro do BB possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.

Os produtores que fizeram o pré-cadastro e os clientes interessados já podem comparecer às unidades do Banco do Brasil. A contratação está sujeita à análise de enquadramento e à apresentação do laudo técnico que comprove perdas na produção ou redução da renda bruta agropecuária esperada.

Mais informações estão disponíveis em bb.com.br/agro.

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