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Mailza Assis defende inovação tecnológica e políticas de reintegração social na Segurança Pública do Acre
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Ela explicou que a ressocialização dos presos é parte essencial de sua proposta para o sistema penitenciário – Foto: Assessoria
(Assessoria) – Servidores da Segurança Pública se reuniram com a governadora e candidata à reeleição Mailza na tarde desta terça-feira (8) para ouvir as promessas voltadas para a categoria. No evento, Mailza pôde destacar as principais propostas no plano de gestão dela e de Jéssica Sales para ressocialização no estado.
O objetivo foi mostrar ideias, propostas e perspectivas para o sistema penitenciário do estado nos próximos anos.
Durante encontro com representantes da segur, a candidata Mailza destacou a importância do diálogo com a categoria.
“Ouvir é sempre necessário e é isso que nós estamos fazendo. Já sabemos das necessidades, onde precisamos investir e melhorar no sistema de segurança pública e também do Iapen. Mas é bom conversar, ter esse diálogo, e é isso que nós estamos fazendo”, afirmou.
Ela acrescentou que tem apresentado aos profissionais o plano de governo, com propostas já estabelecidas e ações voltadas para a polícia penal. Segundo Mailza, o objetivo é alinhar as demandas da categoria com o planejamento da gestão.
A candidata ressaltou a necessidade de investimentos em tecnologia e em políticas de ressocialização.
“Precisamos contar com investimento em tecnologia, que é fundamental para todo o aparato de segurança e para a proteção dos nossos policiais. A ressocialização também não pode ser esquecida, precisa ter um trabalho paralelo, e isso é uma atribuição do Iapen”, afirmou.
Ela explicou que a ressocialização dos presos é parte essencial de sua proposta para o sistema penitenciário. “É preciso desenvolver políticas que nos ajudem, ao mesmo tempo em que protegemos a população com a prisão dos criminosos, também damos oportunidade para que eles se ressocializem, retornem à sociedade, ao mercado de trabalho e às suas famílias”, disse.
Segundo Mailza, esse trabalho deve ser feito em conjunto e está previsto em seu plano de governo para a área de segurança pública.
Diálogo próximo
O presidente do Iapen, Leandro Rocha, ressaltou o papel da política penal e da integração social durante encontro com representantes da categoria.
“O trabalho de reintegração social é feito diariamente em conjunto com nossos policiais, com esforço e dedicação. A política penal possui dois objetivos: manter a pessoa presa para o cumprimento da pena e proporcionar sua integração social”, afirmou.
Segundo Rocha, quando o sistema consegue restaurar o indivíduo e reinseri-lo na sociedade, ele deixa de cometer crimes e passa a contribuir para a segurança coletiva. “Nossa gloriosa polícia penal é essencial para garantir a estabilidade do governo e a efetivação de uma sociedade melhor”, destacou.
Rocha enfatizou que todos os trabalhadores devem ser valorizados, desde policiais penais até colaboradores terceirizados. “Trouxemos representantes de classe de várias unidades, de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e outras cidades, para apresentar nossas demandas”, disse.
Entre os pedidos, o presidente do Iapen destacou a necessidade de atualização do plano de carreira da categoria.
“Estamos aproveitando este momento para reforçar nosso compromisso com os servidores e solicitar apoio para que o plano de carreira seja implementado e atualizado”, concluiu.
Sensibilização
O presidente da Associação do Serviço do Sistema Penitenciário (Asspen), Carlos Leopoldo, destacou que uma das principais demandas da categoria é a reestruturação organizacional e a consolidação da Polícia Penal.
“Nossas necessidades principais são a retitulação organizacional e a criação da instituição da Polícia Penal, abrangendo as políticas penais e incorporando tecnologias para fortalecer o sistema”, afirmou.
Ele acrescentou que também é necessário corrigir distorções na carreira, como a questão da sexta parte ainda vinculada ao modelo anterior.
Para avançar mais
O presidente do Sindicato dos Servidores Administrativos do Iapen, André Alexandre, pediu maior sensibilidade da governadora em relação aos técnicos administrativos, que segundo ele muitas vezes são esquecidos diante da predominância dos policiais penais.
“Sempre que se fala em sistema prisional, a referência é aos policiais penais. Mas os servidores técnicos administrativos também têm sua importância e fazem parte desse sistema. Por isso pedimos esse olhar sensível”, afirmou.
Ele destacou como prioridade a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), considerado uma das principais reivindicações da categoria.
“O último PCCR foi instituído em 2009 e desde então não houve atualização. São 18 anos sem avanços, e isso impacta diretamente a vida dos servidores administrativos e dos policiais penais”, disse.
Segundo Alexandre, a aprovação do plano contemplaria grande parte dos problemas enfrentados no sistema prisional. Ele ressaltou que os servidores que atuam dentro das unidades merecem valorização.
“Quem está lá dentro, trabalhando diariamente, precisa ser reconhecido. É isso que pedimos”, enfatizou.
O presidente do sindicato também afirmou acreditar que o plano de governo da atual gestão poderá se traduzir em ações efetivas. “Cremos que a governadora vai efetivar seu plano de governo e esperamos que esse olhar sensível ao sistema prisional esteja presente”, concluiu.
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Bocalom diz que acreanos não podem ser “escravos do meio ambiente” e defende flexibilização de leis

Candidato afirma que preservação deve caminhar junto com geração de renda e promete mudar regras ambientais caso seja eleito – Foto: Assessoria
(Assessoria) – O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom defendeu, durante entrevista à Rádio 93 FM, uma mudança na forma como o Estado trata as regras de preservação ambiental. Ao falar sobre meio ambiente e produção rural, Bocalom afirmou que os acreanos não podem ficar impedidos de trabalhar e gerar renda em nome da preservação.
“Não pode ser escravo do meio ambiente. Ele não pode simplesmente cuidar do macaco, cuidar da árvore e o ser humano morrer de fome”, declarou.
Segundo o candidato, a preservação da floresta deve ocorrer paralelamente à criação de condições para que produtores rurais possam trabalhar e melhorar de vida. Bocalom afirmou que pretende flexibilizar a legislação ambiental caso seja eleito, incluindo mudanças em normas estaduais e articulações para alterações em regras federais.
“Nós queremos preservar, não queremos acabar com a floresta, com os bichos, não. Agora, nós temos que cuidar do ser humano”, afirmou.
Durante a entrevista, Bocalom também criticou restrições enfrentadas por moradores e produtores que vivem em áreas de preservação. Ele citou como exemplo a Reserva Extrativista Chico Mendes e afirmou que há famílias que vivem na região há décadas, mas enfrentam limitações para desenvolver atividades produtivas.
Para o candidato, é necessário permitir que moradores do interior tenham condições de gerar renda a partir da terra. “Deixa o povo trabalhar, deixa o povo ganhar dinheiro”, disse.
Produção e preservação
Bocalom também relacionou o incentivo à produção em áreas já abertas com a redução da necessidade de novos desmatamentos. Como exemplo, citou ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Rio Branco, quando, segundo ele, foram destinados cerca de 4 mil hectares à mecanização agrícola, com distribuição de calcário, adubo, sementes e mudas.
De acordo com o candidato, o incentivo teria permitido que produtores aumentassem a produção utilizando áreas que já estavam abertas.
“O povo não precisou queimar mais, não precisou derrubar mais. Por quê? Porque a área que estava aberta já era o suficiente para ele ganhar dinheiro”, afirmou.
Bocalom defendeu que o poder público ofereça estrutura e incentivos para que os produtores consigam aumentar a produtividade sem precisar ampliar as áreas utilizadas.
“Se o governo não der as condições, o povo vai continuar desmatando”, declarou.
Mudanças em Brasília
Ao tratar da legislação ambiental, o candidato afirmou que parte das mudanças dependeria do Congresso Nacional. Bocalom citou o senador Flávio Bolsonaro como aliado político e disse que pretende atuar, junto com a bancada do Acre, pela alteração de regras federais.
“As que aqui no Acre tiver que mudar, nós vamos mudar, porque eu quero ver o Acre produzindo. Não tem conversa!”, afirmou.
As declarações fazem parte das propostas apresentadas por Bocalom durante a entrevista à Rádio 93 FM.
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