Política
Candidato ao governo Tião Bocalom ouve demandas da Polícia Civil, evita assumir compromissos imediatos e condiciona avanços à situação financeira do Acre
Política

(Assessoria) – O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom ouviu nesta segunda-feira (14), em Rio Branco, demandas apresentadas por representantes da Polícia Civil e afirmou que eventuais avanços para a categoria dependerão da situação financeira do Estado. O encontro fez parte da agenda do candidato com servidores da segurança pública.
Durante a reunião, Bocalom evitou assumir compromissos imediatos com as reivindicações apresentadas pelos policiais civis. Ele afirmou que, antes de definir medidas envolvendo despesas públicas, será necessário conhecer detalhadamente as contas estaduais e a capacidade financeira do governo.
O candidato disse que pretende avaliar cada demanda após uma análise das receitas, despesas e compromissos já assumidos pelo Estado. A proposta é definir quais reivindicações poderão ser atendidas sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Entre os temas discutidos estiveram questões relacionadas à valorização profissional e às condições de trabalho dos policiais civis. Bocalom afirmou que a segurança pública será uma das áreas acompanhadas por sua eventual gestão, mas reforçou que qualquer medida com impacto financeiro terá de passar por avaliação orçamentária.
O encontro também abriu espaço para que representantes da categoria apresentassem as principais dificuldades enfrentadas pelos servidores e as reivindicações que esperam incluir no debate com os candidatos ao governo.
Bocalom tem mantido reuniões com diferentes segmentos do funcionalismo durante a campanha. A estratégia é ouvir as categorias e reunir demandas que poderão ser analisadas na elaboração das propostas para a administração estadual.
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Candidatas Mailza e Jéssica propõem ampliar atendimento em saúde mental e levar serviços especializados ao interior do Acre

A médica Jéssica Sales, candidata a vice-governadora, trabalhará sob a liderança de Mailza para enfrentar os gargalos da saúde estadual. A candidata tem criticado propostas simplistas para problemas complexos e defendido assistência de qualidade perto das famílias, investimentos em equipamentos de última geração e hospitais com estrutura adequada para atender à população.
“As pessoas adoecem todos os dias e precisam encontrar atendimento quando procuram o serviço de saúde. Problemas complexos exigem planejamento, equipes preparadas e investimento permanente. Sob a liderança de Mailza, vou trabalhar para enfrentar os gargalos, levar assistência para perto das pessoas e continuar equipando nossos hospitais”, afirmou Jéssica.
Na saúde mental, o plano de Mailza e Jéssica prevê fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial, ampliar o acesso aos serviços, apoiar a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, e qualificar o cuidado às pessoas com transtornos mentais. A proposta busca reduzir a concentração dos atendimentos na capital e estruturar a assistência nas regionais.
A chapa também propõe criar núcleos regionais de atenção psicossocial para estudantes, profissionais da educação e suas famílias. As equipes terão psicólogos e assistentes sociais nos municípios e atuarão na promoção da saúde mental, prevenção da violência, orientação às comunidades escolares e apoio à educação inclusiva.
O atendimento às pessoas com transtorno do espectro autista integra esse compromisso. O plano prevê fortalecer o programa Mentes Azuis e outras iniciativas destinadas às famílias atípicas e às pessoas com deficiência. A expansão da Telessaúde e da Saúde Itinerante Especializada também permitirá levar consultas, diagnósticos, exames e atendimento a áreas remotas.
“Queremos uma rede que acolha as famílias, acompanhe cada caso e ofereça respostas perto de onde as pessoas vivem. Saúde mental, inclusão e atendimento especializado precisam chegar também aos municípios do interior”, destaca Mailza.
A proteção aos idosos será reforçada com serviços públicos inclusivos e acessíveis, fortalecimento das unidades de acolhimento e ampliação do esporte e do lazer nos 22 municípios. Outra proposta é criar o Viver Mais, com condomínios adaptados para idosos, acessibilidade, convivência comunitária e integração aos serviços públicos.
Na área dos direitos humanos, Mailza e Jéssica propõem ampliar os canais de denúncia e acolhimento e combater a violência, o preconceito e a discriminação. As ações incluem a promoção da igualdade racial, a valorização da população negra, proteção a indígenas, comunidades tradicionais, população LGBTQIA+, migrantes, refugiados e pessoas em situação de rua.
As medidas serão integradas pela estratégia Acre que Cuida e pelo programa Acolhe e Protege Acre, com mais recursos para os municípios, qualificação das equipes e ampliação dos serviços especializados em todas as regionais. “Nosso compromisso é fazer com que nenhuma pessoa seja invisível para o poder público”, concluiu Mailza.
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