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França assume liderança entre favoritas ao título; Brasil aparece com chances de chegar às semifinais
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Atualização das projeções do Goldman Sachs coloca os franceses no topo das probabilidades de conquista do Mundial – Foto: Reprodução/ IA
A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 alterou o cenário das projeções para a conquista do título. Em sua mais recente atualização, o banco de investimentos Goldman Sachs passou a apontar a França como a principal candidata ao troféu, superando Argentina e Espanha nas estimativas matemáticas elaboradas para o restante da competição.
Segundo o estudo, a equipe francesa lidera com 22,4% de probabilidade de levantar a taça. A Argentina aparece logo atrás, com 21,6%, enquanto a Espanha soma 20,9%. O Brasil ocupa a quarta colocação na lista dos favoritos, com 8,9% de chances de ser campeão, seguido por Inglaterra e Holanda, que aparecem mais distantes nas projeções.
O novo levantamento representa uma mudança importante em relação às previsões divulgadas antes do início da Copa. Na ocasião, a Espanha era considerada a principal favorita ao título. Com o desempenho apresentado na primeira fase, porém, a França assumiu a liderança das estimativas e desponta como a seleção mais cotada para chegar à decisão.
O modelo estatístico também projeta um confronto de peso nas semifinais. Pelos cálculos do banco, a França eliminaria a Espanha, enquanto a Argentina levaria vantagem sobre o Brasil. Caso esse cenário se confirme, franceses e argentinos fariam a grande final do Mundial, com leve favoritismo para a equipe comandada por Kylian Mbappé.
Antes de pensar em uma possível semifinal, a Seleção Brasileira terá pela frente um desafio importante diante do Japão nas oitavas de final. Mesmo reconhecendo a qualidade da equipe asiática, o Goldman Sachs calcula aproximadamente 76% de probabilidade de classificação do Brasil, que encerrou a fase de grupos com uma campanha de recuperação após o empate na estreia contra o Marrocos e vitórias sobre Haiti e Escócia.
Apesar do favoritismo brasileiro, o Japão é apontado como um adversário perigoso. A seleção asiática acumulou resultados expressivos nos últimos anos, incluindo triunfos sobre grandes potências do futebol mundial e uma campanha consistente nesta Copa, terminando a fase de grupos atrás apenas da Holanda após protagonizar um dos confrontos mais equilibrados da competição.
As projeções, entretanto, não são unânimes. Enquanto o Goldman Sachs prevê o avanço do Brasil até a semifinal, outros modelos estatísticos apresentam cenários diferentes. Um deles é o do economista alemão Joachim Klement, conhecido por acertar os campeões das últimas edições da Copa do Mundo, que aposta na classificação japonesa sobre a equipe brasileira nesta fase do torneio.
Para elaborar suas previsões, o Goldman Sachs utiliza indicadores como o sistema Elo, histórico de desempenho das seleções e milhares de simulações computacionais pelo método de Monte Carlo. A combinação desses fatores permite estimar probabilidades para cada confronto e projetar o caminho mais provável das equipes até a decisão, colocando França, Argentina e Espanha como o principal bloco de favoritas ao título, enquanto o Brasil segue vivo na disputa com perspectivas de alcançar, pelo menos, as semifinais.
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Irã deixa a Copa do Mundo sob acusações de tratamento desigual e tensão diplomática com os Estados Unidos

Eliminação na fase de grupos é acompanhada por críticas da federação iraniana, denúncias de restrições impostas à delegação – Foto: Matthew Childs
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma amarga dentro e fora das quatro linhas. Eliminada ainda na fase de grupos, a seleção iraniana encerrou sua campanha envolvida em uma série de reclamações contra os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio. A Federação de Futebol do Irã afirmou que a equipe enfrentou obstáculos logísticos e diplomáticos durante toda a competição, situação que, segundo a entidade, comprometeu a preparação e as condições de disputa em um dos maiores eventos do futebol mundial.
Logo após a confirmação da eliminação, a federação divulgou uma nota oficial reforçando as críticas ao tratamento recebido durante o Mundial. O comunicado classificou como injustas as restrições impostas à delegação e alegou que diversos integrantes da equipe foram impedidos de entrar em território norte-americano por problemas relacionados à concessão de vistos. Enquanto os atletas receberam autorização para competir, parte da comissão técnica e integrantes da delegação ficaram impossibilitados de acompanhar a seleção, gerando impactos na organização do trabalho.
As dificuldades também alteraram completamente o planejamento da equipe. Sem poder estabelecer sua concentração nos Estados Unidos, o Irã transferiu sua base para a cidade de Tijuana, no México, realizando constantes deslocamentos para disputar as partidas do torneio. A rotina obrigava jogadores e comissão técnica a cruzarem a fronteira antes dos jogos e retornarem logo após os confrontos, cenário que aumentou o desgaste físico em uma competição de alto rendimento. Apenas nos últimos dias da fase de grupos houve uma flexibilização parcial das regras de entrada no país.
Após o empate por 1 a 1 diante do Egito, resultado que deixou a classificação praticamente impossível, o capitão Mehdi Taremi não escondeu a insatisfação. O atacante afirmou que a delegação teve a impressão de enfrentar condições desfavoráveis durante toda a competição e criticou o excesso de viagens e a falta de tempo para recuperação física. As declarações repercutiram internacionalmente e ampliaram o debate sobre a influência das questões políticas na realização do torneio.
Mesmo diante das dificuldades, a Federação de Futebol do Irã fez questão de agradecer ao governo e ao povo mexicano pela acolhida oferecida durante a Copa. Em diferentes manifestações públicas, dirigentes destacaram a hospitalidade recebida no México e afirmaram que o país foi essencial para garantir que a seleção pudesse cumprir sua participação no Mundial. Paralelamente, dirigentes de federações regionais iranianas divulgaram uma nota conjunta acusando os organizadores de criarem barreiras que prejudicaram a equipe ao longo da competição.
A despedida iraniana também ficou marcada por mensagens deixadas pelos jogadores nos vestiários após algumas partidas. Nos textos, a delegação agradeceu o apoio recebido pelas cidades que a acolheram e reforçou a importância do respeito, da justiça e do espírito esportivo. Ao afirmar que o “fair play é a essência do futebol”, a seleção encerrou sua participação na Copa de 2026 transformando sua eliminação em um episódio que ultrapassou o aspecto esportivo, passando a integrar um contexto marcado por disputas diplomáticas e tensões internacionais.
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