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Canadá derrota a África do Sul nos acréscimos e garante vaga nas quartas de final da Copa do Mundo
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Gol de Stephen Eustáquio no fim da partida coloca os canadenses entre os oito melhores do torneio e elimina os sul-africanos – Foto: Matthew Childs
O Canadá confirmou sua classificação para as quartas de final da Copa do Mundo ao vencer a África do Sul por 1 a 0, neste domingo (28), em Los Angeles. O duelo foi marcado pelo equilíbrio durante praticamente todo o tempo regulamentar, mas acabou decidido nos acréscimos da etapa final com um gol do meio-campista Stephen Eustáquio.
As duas seleções protagonizaram um confronto bastante disputado, com forte marcação e poucas oportunidades claras de gol. A equipe sul-africana apostou na organização defensiva e buscou explorar os contra-ataques, enquanto os canadenses tiveram maior posse de bola e tentaram pressionar desde os minutos iniciais.
No primeiro tempo, o Canadá chegou com mais frequência ao campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para superar a sólida defesa adversária. A África do Sul conseguiu neutralizar as investidas e levou o empate sem gols para o intervalo, mantendo a partida completamente aberta.
Após a volta dos vestiários, o técnico canadense promoveu mudanças que deram mais velocidade ao ataque. A entrada de Alphonso Davies aumentou o volume ofensivo da equipe, que passou a ocupar mais espaços e obrigou o goleiro Ronwen Williams a participar de importantes intervenções.
Mesmo com a pressão crescente, a seleção africana resistiu durante quase toda a segunda etapa e dava sinais de que levaria o confronto para a prorrogação. A defesa suportou as investidas canadenses e manteve o placar zerado até os instantes finais.
Quando tudo indicava que o duelo teria mais 30 minutos de disputa, Stephen Eustáquio apareceu no momento decisivo. Já nos acréscimos, o meia aproveitou uma oportunidade dentro da área e finalizou com precisão para balançar as redes, garantindo a vitória canadense e a classificação.
O resultado representa mais um passo importante para o Canadá, que disputa uma Copa do Mundo histórica diante de sua torcida e mantém vivo o sonho de alcançar uma campanha inédita. A equipe demonstrou maturidade para superar um adversário bastante competitivo e avançar na competição.
Com a vaga assegurada, os canadenses agora aguardam o vencedor do confronto entre Holanda e Marrocos para conhecer o próximo adversário. Já a África do Sul encerra sua participação no Mundial após uma campanha consistente, marcada pela organização tática e pela chegada à fase eliminatória.
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Irã deixa a Copa do Mundo sob acusações de tratamento desigual e tensão diplomática com os Estados Unidos

Eliminação na fase de grupos é acompanhada por críticas da federação iraniana, denúncias de restrições impostas à delegação – Foto: Matthew Childs
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma amarga dentro e fora das quatro linhas. Eliminada ainda na fase de grupos, a seleção iraniana encerrou sua campanha envolvida em uma série de reclamações contra os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio. A Federação de Futebol do Irã afirmou que a equipe enfrentou obstáculos logísticos e diplomáticos durante toda a competição, situação que, segundo a entidade, comprometeu a preparação e as condições de disputa em um dos maiores eventos do futebol mundial.
Logo após a confirmação da eliminação, a federação divulgou uma nota oficial reforçando as críticas ao tratamento recebido durante o Mundial. O comunicado classificou como injustas as restrições impostas à delegação e alegou que diversos integrantes da equipe foram impedidos de entrar em território norte-americano por problemas relacionados à concessão de vistos. Enquanto os atletas receberam autorização para competir, parte da comissão técnica e integrantes da delegação ficaram impossibilitados de acompanhar a seleção, gerando impactos na organização do trabalho.
As dificuldades também alteraram completamente o planejamento da equipe. Sem poder estabelecer sua concentração nos Estados Unidos, o Irã transferiu sua base para a cidade de Tijuana, no México, realizando constantes deslocamentos para disputar as partidas do torneio. A rotina obrigava jogadores e comissão técnica a cruzarem a fronteira antes dos jogos e retornarem logo após os confrontos, cenário que aumentou o desgaste físico em uma competição de alto rendimento. Apenas nos últimos dias da fase de grupos houve uma flexibilização parcial das regras de entrada no país.
Após o empate por 1 a 1 diante do Egito, resultado que deixou a classificação praticamente impossível, o capitão Mehdi Taremi não escondeu a insatisfação. O atacante afirmou que a delegação teve a impressão de enfrentar condições desfavoráveis durante toda a competição e criticou o excesso de viagens e a falta de tempo para recuperação física. As declarações repercutiram internacionalmente e ampliaram o debate sobre a influência das questões políticas na realização do torneio.
Mesmo diante das dificuldades, a Federação de Futebol do Irã fez questão de agradecer ao governo e ao povo mexicano pela acolhida oferecida durante a Copa. Em diferentes manifestações públicas, dirigentes destacaram a hospitalidade recebida no México e afirmaram que o país foi essencial para garantir que a seleção pudesse cumprir sua participação no Mundial. Paralelamente, dirigentes de federações regionais iranianas divulgaram uma nota conjunta acusando os organizadores de criarem barreiras que prejudicaram a equipe ao longo da competição.
A despedida iraniana também ficou marcada por mensagens deixadas pelos jogadores nos vestiários após algumas partidas. Nos textos, a delegação agradeceu o apoio recebido pelas cidades que a acolheram e reforçou a importância do respeito, da justiça e do espírito esportivo. Ao afirmar que o “fair play é a essência do futebol”, a seleção encerrou sua participação na Copa de 2026 transformando sua eliminação em um episódio que ultrapassou o aspecto esportivo, passando a integrar um contexto marcado por disputas diplomáticas e tensões internacionais.
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