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Guerra política na gestão: Salatiel Magalhães é acusado de retaliar Neto do Jamilson e exoneração da esposa do vice aprofunda crise em Rodrigues Alves
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Demissão realizada diante de integrantes da gestão aumenta tensão entre prefeito e vice e alimenta acusações de retaliação política dentro da administração.
A crise política dentro da Prefeitura de Rodrigues Alves ganhou um novo e pesado capítulo. A relação entre o prefeito Salatiel Magalhães e o vice-prefeito Neto do Jamilson, que já vinha apresentando sinais de desgaste, agora é marcada por acusações de perseguição e retaliação. No centro da nova polêmica está a exoneração da esposa do vice-prefeito, episódio que expôs ainda mais a divisão existente no grupo que chegou unido ao poder municipal.
Segundo informações repassadas ao 3 de Julho Notícias, Salatiel Magalhães teria demitido a esposa de Neto do Jamilson diante de várias pessoas, inclusive integrantes do secretariado municipal. A forma como o desligamento teria ocorrido aumentou a repercussão do caso e passou a ser interpretada nos bastidores políticos como uma demonstração pública do tamanho do desgaste entre prefeito e vice.
A exoneração, portanto, deixou de ser vista apenas como uma mudança administrativa. Aliados e pessoas próximas ao vice passaram a enxergar o episódio como uma possível retaliação contra Neto do Jamilson. A acusação é de que Salatiel estaria perseguindo politicamente o próprio vice e teria atingido sua esposa como forma de pressioná-lo e se vingar das divergências surgidas dentro da administração. Até o momento, porém, essa motivação precisa ser esclarecida pelo prefeito.
O episódio também coloca Salatiel diante de uma questão que merece resposta pública: quais foram os critérios administrativos utilizados para a exoneração? Se houve razões técnicas, cabe ao prefeito apresentá-las. Caso contrário, a maneira como a demissão aconteceu continuará alimentando a percepção de que decisões da máquina pública podem estar sendo contaminadas por disputas pessoais e políticas situação especialmente grave quando envolve familiares de adversários ou de integrantes do próprio governo.
A deterioração da relação chama ainda mais atenção porque Salatiel Magalhães e Neto do Jamilson foram eleitos juntos em 2024. A população entregou aos dois a responsabilidade de administrar Rodrigues Alves como prefeito e vice-prefeito. Transformar divergências internas em uma guerra política pode comprometer não apenas a unidade da gestão, mas também o funcionamento da administração e o atendimento às necessidades da população.
Com a disputa eleitoral de 2026 em andamento, o rompimento também pode provocar uma reorganização das forças políticas do município. Secretários, vereadores, lideranças comunitárias e aliados poderão ser pressionados a escolher lados caso o conflito se aprofunde. O que antes poderia ser tratado como divergência interna agora começa a ultrapassar os gabinetes e chegar ao conhecimento da população.
Salatiel Magalhães precisa explicar publicamente se existe rompimento com Neto do Jamilson, quais razões levaram à exoneração da esposa do vice e se a decisão teve exclusivamente caráter administrativo. Neto, por sua vez, também poderá esclarecer sua versão dos acontecimentos e dizer se considera estar sendo alvo de perseguição dentro da própria gestão que ajudou a eleger.
O episódio deixa uma pergunta incômoda para a administração de Rodrigues Alves: a Prefeitura está sendo conduzida com critérios administrativos ou as disputas políticas passaram a interferir nas decisões do governo? Enquanto prefeito e vice não apresentarem explicações claras, a exoneração da esposa de Neto do Jamilson continuará no centro de uma crise que expõe a divisão do grupo governista e coloca Salatiel Magalhães sob forte cobrança política.
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Deputada Socorro Neri pressiona Senado para aprovar o fim da escala 6×1 e defende jornada de 40 horas semanais sem redução salarial

PEC está pronta para votação na Comissão de Constituição e Justiça e prevê jornada máxima de 40 horas, dois dias de descanso e preservação dos salários.
Autora da PEC 8/2025, incorporada à tramitação que resultou no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a deputada federal Socorro Neri (PP-AC) defendeu que o Senado avance na votação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.
A matéria está pronta para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator, senador Omar Aziz, apresentou parecer favorável e manteve o conteúdo aprovado pelos deputados.
“A Câmara fez sua parte, com ampla maioria e um texto construído com responsabilidade. Agora, o Senado precisa concluir esse trabalho e aprovar a proposta”, afirmou Socorro Neri.
O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em até cinco dias, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. A mudança será gradual. A jornada cairá inicialmente das atuais 44 para 42 horas, chegando às 40 horas após o período de transição.
Para Socorro, a proposta responde a uma realidade vivida por milhões de brasileiros submetidos a rotinas extensas de trabalho, com pouco tempo para a família, o descanso e o cuidado com a própria saúde.
“É preciso olhar para a realidade desses trabalhadores. O texto preserva os salários, garante dois dias de descanso e estabelece uma transição para que os setores possam se adaptar. É uma mudança que combina proteção social e responsabilidade”, destacou.
Na Câmara, a proposta foi aprovada por ampla maioria nos dois turnos.
A atuação de Socorro em defesa da redução da jornada também inclui a apresentação de requerimento para a realização, no Acre, do seminário “Redução da Jornada 6×1: impactos sobre as mulheres trabalhadoras”. O debate considera temas como a dupla jornada, o trabalho de cuidado, a maternidade e a saúde mental.
Entenda a autoria de Socorro
Socorro Neri é autora da PEC 8/2025, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Durante a tramitação na Câmara, a proposta foi anexada à PEC 221/2019 por tratar do mesmo assunto.
Quando isso ocorre, as propostas passam a ser analisadas em conjunto. Como a PEC 221/2019 era a mais antiga, foi esse o número mantido no texto enviado ao Senado. Isso não altera a autoria de Socorro sobre a PEC 8/2025, incorporada ao processo legislativo que resultou na proposta agora pronta para votação pelos senadores.
Após a análise da CCJ, a PEC ainda precisará ser aprovada pelo plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.
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