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Deputada Socorro Neri pressiona Senado para aprovar o fim da escala 6×1 e defende jornada de 40 horas semanais sem redução salarial

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PEC está pronta para votação na Comissão de Constituição e Justiça e prevê jornada máxima de 40 horas, dois dias de descanso e preservação dos salários.

Autora da PEC 8/2025, incorporada à tramitação que resultou no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a deputada federal Socorro Neri (PP-AC) defendeu que o Senado avance na votação da proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.

A matéria está pronta para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator, senador Omar Aziz, apresentou parecer favorável e manteve o conteúdo aprovado pelos deputados.

“A Câmara fez sua parte, com ampla maioria e um texto construído com responsabilidade. Agora, o Senado precisa concluir esse trabalho e aprovar a proposta”, afirmou Socorro Neri.

O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em até cinco dias, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial. A mudança será gradual. A jornada cairá inicialmente das atuais 44 para 42 horas, chegando às 40 horas após o período de transição.

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Para Socorro, a proposta responde a uma realidade vivida por milhões de brasileiros submetidos a rotinas extensas de trabalho, com pouco tempo para a família, o descanso e o cuidado com a própria saúde.

“É preciso olhar para a realidade desses trabalhadores. O texto preserva os salários, garante dois dias de descanso e estabelece uma transição para que os setores possam se adaptar. É uma mudança que combina proteção social e responsabilidade”, destacou.

Na Câmara, a proposta foi aprovada por ampla maioria nos dois turnos.

A atuação de Socorro em defesa da redução da jornada também inclui a apresentação de requerimento para a realização, no Acre, do seminário “Redução da Jornada 6×1: impactos sobre as mulheres trabalhadoras”. O debate considera temas como a dupla jornada, o trabalho de cuidado, a maternidade e a saúde mental.

Entenda a autoria de Socorro

Socorro Neri é autora da PEC 8/2025, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Durante a tramitação na Câmara, a proposta foi anexada à PEC 221/2019 por tratar do mesmo assunto.

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Quando isso ocorre, as propostas passam a ser analisadas em conjunto. Como a PEC 221/2019 era a mais antiga, foi esse o número mantido no texto enviado ao Senado. Isso não altera a autoria de Socorro sobre a PEC 8/2025, incorporada ao processo legislativo que resultou na proposta agora pronta para votação pelos senadores.

Após a análise da CCJ, a PEC ainda precisará ser aprovada pelo plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

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Com torneiras secas em Rio Branco, vereador André Kamai reage à privatização do Saerb e cobra responsabilidade da Prefeitura

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Privatização do Saerb avança sem diálogo, mobiliza trabalhadores e acende alerta sobre aumento das tarifas em Rio Branco.

Enquanto milhares de famílias em Rio Branco enfrentam a incerteza diária da torneira seca, a gestão municipal opta pelo caminho mais curto e perigoso: transferir a responsabilidade do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) para as mãos da iniciativa privada. Em resposta ao avanço acelerado dessa pauta, trabalhadores da autarquia ocuparam a frente da Prefeitura Municipal num manifesto por dignidade, encontrando ressonância firme na tribuna da Câmara Municipal.

O vereador André Kamai subiu ao parlamento para dar voz à apreensão dos servidores e à dor da população vulnerável. Num discurso firme contra a tentativa de desmonte do serviço público, Kamai demarcou a fronteira entre a lógica do lucro e o dever do Estado.

“Empresas privadas fornecem água a partir da necessidade de lucro. O serviço público fornece água a partir da premissa do direito — do direito de todo o mundo ter água tratada e potável para poder ter uma vida digna”, alertou o vereador.

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A crítica recai sobre o ritmo açodado e a falta de diálogo com que o Executivo tenta descartar a crise hídrica da capital. Em vez de construir soluções estruturantes por meio de parcerias com os governos Estadual e Federal, o modelo de concessão privada flerta com desfechos tragicamente conhecidos em outras regiões do país, onde as tarifas sobem vertiginosamente e a qualidade do serviço degrada-se.

“Não é a privatização que vai resolver o problema de abastecimento. Isso não pode ser feito como um processo para a prefeitura, em tese, se livrar de um problema. Esse é um problema que não é da prefeitura, é do povo de Rio Branco”, afirmou Kamai, solidarizando-se integralmente com os trabalhadores do Saerb e exigindo a realização de audiências públicas para impedir que a matéria seja votada sem debate com a sociedade.

Kamai alertou, ainda, que água não é mercadoria e que o trabalhador público não é descartável. Segundo ele, a resistência que hoje ganha as ruas e a tribuna da Câmara reflete o clamor de uma cidade que recusa a omissão e exige investimentos sérios para garantir o básico: água limpa na torneira e respeito à vida humana.

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