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Bocalom diz que acreanos não podem ser “escravos do meio ambiente” e defende flexibilização de leis
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Candidato afirma que preservação deve caminhar junto com geração de renda e promete mudar regras ambientais caso seja eleito – Foto: Assessoria
(Assessoria) – O candidato ao governo do Acre Tião Bocalom defendeu, durante entrevista à Rádio 93 FM, uma mudança na forma como o Estado trata as regras de preservação ambiental. Ao falar sobre meio ambiente e produção rural, Bocalom afirmou que os acreanos não podem ficar impedidos de trabalhar e gerar renda em nome da preservação.
“Não pode ser escravo do meio ambiente. Ele não pode simplesmente cuidar do macaco, cuidar da árvore e o ser humano morrer de fome”, declarou.
Segundo o candidato, a preservação da floresta deve ocorrer paralelamente à criação de condições para que produtores rurais possam trabalhar e melhorar de vida. Bocalom afirmou que pretende flexibilizar a legislação ambiental caso seja eleito, incluindo mudanças em normas estaduais e articulações para alterações em regras federais.
“Nós queremos preservar, não queremos acabar com a floresta, com os bichos, não. Agora, nós temos que cuidar do ser humano”, afirmou.
Durante a entrevista, Bocalom também criticou restrições enfrentadas por moradores e produtores que vivem em áreas de preservação. Ele citou como exemplo a Reserva Extrativista Chico Mendes e afirmou que há famílias que vivem na região há décadas, mas enfrentam limitações para desenvolver atividades produtivas.
Para o candidato, é necessário permitir que moradores do interior tenham condições de gerar renda a partir da terra. “Deixa o povo trabalhar, deixa o povo ganhar dinheiro”, disse.
Produção e preservação
Bocalom também relacionou o incentivo à produção em áreas já abertas com a redução da necessidade de novos desmatamentos. Como exemplo, citou ações realizadas durante sua gestão na Prefeitura de Rio Branco, quando, segundo ele, foram destinados cerca de 4 mil hectares à mecanização agrícola, com distribuição de calcário, adubo, sementes e mudas.
De acordo com o candidato, o incentivo teria permitido que produtores aumentassem a produção utilizando áreas que já estavam abertas.
“O povo não precisou queimar mais, não precisou derrubar mais. Por quê? Porque a área que estava aberta já era o suficiente para ele ganhar dinheiro”, afirmou.
Bocalom defendeu que o poder público ofereça estrutura e incentivos para que os produtores consigam aumentar a produtividade sem precisar ampliar as áreas utilizadas.
“Se o governo não der as condições, o povo vai continuar desmatando”, declarou.
Mudanças em Brasília
Ao tratar da legislação ambiental, o candidato afirmou que parte das mudanças dependeria do Congresso Nacional. Bocalom citou o senador Flávio Bolsonaro como aliado político e disse que pretende atuar, junto com a bancada do Acre, pela alteração de regras federais.
“As que aqui no Acre tiver que mudar, nós vamos mudar, porque eu quero ver o Acre produzindo. Não tem conversa!”, afirmou.
As declarações fazem parte das propostas apresentadas por Bocalom durante a entrevista à Rádio 93 FM.
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Deputado estadual Tanízio Sá propõe audiência para discutir obras do Canal do Habitasa, em Rio Branco

O deputado estadual Tanízio Sá (MDB) quer reunir órgãos públicos, técnicos e moradores para discutir os problemas de drenagem e saneamento enfrentados pela população da Baixada da Habitasa, em Rio Branco. O parlamentar apresentou, nesta terça-feira (8), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), um requerimento para a realização de uma audiência pública sobre o Canal do Habitasa.
O encontro está marcado para 9 de novembro, às 9h, no plenário da Aleac. A proposta é colocar na mesma mesa representantes da Prefeitura de Rio Branco, Governo do Estado, vereadores, órgãos técnicos e moradores para discutir a situação das obras e definir medidas para a região.
A iniciativa surgiu depois de uma reunião realizada por Tanízio com moradores da Baixada da Habitasa. Segundo o deputado, durante o encontro foram apresentadas reclamações recorrentes sobre alagamentos, deficiência na drenagem e problemas relacionados ao esgotamento sanitário.
“Foi uma reivindicação da população daquela região. Várias pessoas relataram a situação e nós sugerimos essa audiência”, afirmou Tanízio durante discurso na tribuna.
De acordo com a justificativa apresentada pelo parlamentar, a região enfrenta problemas históricos de infraestrutura urbana. O escoamento inadequado das águas das chuvas e as dificuldades no sistema de saneamento atingem diretamente os moradores.
A situação tende a ficar ainda mais complicada durante os períodos de cheia do Rio Acre, quando o aumento do nível do rio pode atingir áreas da região e agravar as dificuldades de drenagem.
Tanízio afirmou que, apesar de intervenções realizadas e planejadas ao longo dos anos, ainda existem pendências relacionadas ao Canal do Habitasa e à necessidade de conclusão de obras para que o sistema funcione adequadamente.
A audiência deverá discutir justamente quais intervenções ainda são necessárias, quem são os responsáveis pela execução e quanto será necessário investir para solucionar os problemas.
Durante o pronunciamento, o deputado reconheceu que parte das questões envolve diretamente a Prefeitura de Rio Branco, mas defendeu uma atuação conjunta com o Governo do Estado.
“A questão é do município de Rio Branco, mas é uma parceria do Estado com o município”, disse.
Segundo Tanízio, a discussão também poderá envolver os vereadores da capital e as questões orçamentárias do Estado, na tentativa de identificar recursos para as intervenções necessárias.
A proposta prevê ainda a participação de presidentes de bairros e moradores da região, que deverão apresentar diretamente aos representantes públicos os problemas enfrentados no dia a dia.
“Quem sabe a gente consegue amenizar o sofrimento daquele brasileiro que está ali lutando para ter dias melhores”, declarou o parlamentar.
A audiência foi proposta após uma reunião realizada no domingo (6) na Baixada da Habitasa. Tanízio esteve no bairro acompanhado do deputado estadual Pedro Longo, que é candidato a deputado federal.
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