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Frente Ampla oficializa Thor Dantas ao governo e Jorge Viana ao Senado com discurso de críticas à gestão estadual

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Convenção em Rio Branco reúne partidos de esquerda e centro, apresenta chapa majoritária para 2026 – Foto: Sérgio Vale

A Frente Ampla pelo Acre oficializou, durante convenção realizada em Rio Branco na noite desta quinta-feira (30), a candidatura do médico infectologista Thor Dantas (PSB) ao Governo do Estado. A chapa terá como candidata a vice-governadora a advogada Socorro Rodrigues (Podemos), enquanto o ex-governador Jorge Viana (PT) disputará uma vaga no Senado Federal. O ato reuniu representantes da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, Podemos, militantes e lideranças políticas do campo progressista.

Em seu primeiro grande discurso como candidato ao Palácio Rio Branco, Thor Dantas afirmou que decidiu ingressar na política após vivenciar de perto os desafios enfrentados durante a pandemia da Covid-19. Segundo ele, a experiência mostrou que apenas a atuação médica não seria suficiente para transformar a realidade da população sem mudanças na gestão pública.

O candidato também utilizou o momento para relembrar sua trajetória pessoal, destacando as origens em Rio Branco e as lembranças da infância vivida na capital e em Senador Guiomard. Thor ressaltou que sua formação profissional ocorreu fora do Acre, mas disse que escolheu retornar ao estado para construir sua carreira e contribuir com o desenvolvimento da saúde pública local.

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Ao abordar sua atuação profissional, o médico lembrou que participou da implantação de projetos considerados estruturantes para o sistema estadual de saúde, incluindo a criação do curso de Medicina da Universidade Federal do Acre, a ampliação dos serviços hospitalares e a implantação de unidades especializadas. Segundo ele, essas iniciativas marcaram um período de fortalecimento da rede pública estadual.

Durante o pronunciamento, Thor fez críticas diretas ao atual governo estadual, afirmando que o Acre atravessa um período de baixo desempenho em áreas consideradas essenciais. Na avaliação do candidato, setores como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública apresentam dificuldades que, segundo ele, refletem problemas de planejamento e gestão administrativa.

O candidato também voltou a citar a pandemia como um divisor de águas em sua vida pessoal e profissional. Ao lembrar que enfrentou complicações provocadas pela Covid-19, afirmou que aquele período reforçou sua convicção de que políticas públicas eficientes podem fazer diferença na proteção da população diante de situações de crise.

Em um dos momentos mais contundentes do discurso, Thor responsabilizou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro pela condução da pandemia, afirmando que decisões tomadas naquele período contribuíram para o agravamento da crise sanitária no país. O candidato declarou ainda que pretende manter posicionamentos claros durante a campanha, sem esconder sua identificação com o campo progressista.

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Ao defender a candidatura da Frente Ampla, Thor afirmou que a coligação reúne renovação política e experiência administrativa. Segundo ele, a chapa pretende apresentar propostas voltadas à retomada do desenvolvimento econômico, ao fortalecimento dos serviços públicos e à criação de oportunidades para evitar que jovens deixem o Acre em busca de melhores condições de vida.

O ex-governador Jorge Viana também utilizou a convenção para reforçar sua candidatura ao Senado. Em seu discurso, destacou a experiência acumulada como prefeito de Rio Branco, governador por dois mandatos, senador e presidente da ApexBrasil. Segundo ele, esse histórico poderá contribuir para ampliar a representação política do Acre em Brasília.

Jorge afirmou que a campanha buscará priorizar o diálogo e a construção de propostas para o futuro, evitando concentrar esforços em confrontos políticos. O petista reconheceu a importância do legado das gestões anteriores da Frente Popular, mas defendeu que o momento exige novos projetos voltados à geração de empregos, desenvolvimento econômico e permanência da juventude no estado.

Ao encerrar a convenção, os candidatos convocaram militantes e lideranças partidárias para intensificar a campanha nos 22 municípios acreanos. A Frente Ampla pretende iniciar imediatamente uma agenda de visitas, encontros e mobilizações, buscando ampliar sua presença no interior do estado e consolidar a candidatura para a disputa eleitoral de 2026.

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Senador Alan Rick recebe propostas do setor produtivo e apresenta agenda para fortalecer a economia do Acre

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O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre, participou nesta quinta-feira (30) da entrega das propostas do setor produtivo aos quatro candidatos que melhor pontuam nas pesquisas para o cargo de governador nas Eleições 2026. O encontro foi promovido pela Fecomércio-AC, Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC) e Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.

Após receber o documento elaborado pelas entidades, Alan Rick apresentou as prioridades de sua agenda para fortalecer a economia e ampliar a competitividade do Acre, alinhadas aos 10 compromissos que nortearão seu plano de governo: fazer o Acre voltar a crescer; integrar o Estado; oferecer educação de qualidade; garantir uma saúde com respeito; promover segurança e tranquilidade; ampliar a inclusão social e a igualdade; valorizar quem produz; valorizar a floresta; fortalecer os municípios; e governar com transparência.

“O Acre precisa criar um ambiente favorável para quem produz, investe e empreende. Isso passa por boas estradas, ramais trafegáveis, segurança energética, simplificação tributária, conectividade, ampliação da conexão aérea, saneamento básico, segurança pública e segurança jurídica. É assim que vamos gerar empregos, atrair investimentos, dar previsibilidade aos empreendedores e transformar o potencial do nosso estado em oportunidades para a nossa população”, afirmou Alan

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O senador também defendeu a consolidação do Corredor Bioceânico, investimentos para retirar os municípios do isolamento terrestre, além da ampliação das relações comerciais com o Peru.

“Todos esses são passos fundamentais para alcançarmos o desenvolvimento e podermos interioriza-lo, abrir novos mercados para a produção acreana e transformar a localização estratégica do Acre em uma vantagem competitiva para a economia da Amazônia”, completou.

Alan Rick afirmou ainda que as propostas apresentadas pelas entidades serão consideradas na elaboração do plano de governo e defendeu o diálogo permanentemente com quem produz e gera empregos no Acre para a construção de políticas públicas para o desenvolvimento do estado.

Na abertura da programação, o presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, destacou que o documento entregue aos candidatos foi elaborado como uma contribuição das entidades para o futuro do estado.

“Esta agenda não pretende apresentar respostas definitivas para todos os desafios do Acre. Ela pretende contribuir para a construção de um diálogo qualificado, responsável e produtivo. O desenvolvimento não é resultado de improvisações. Ele é consequência de planejamento, continuidade, segurança institucional e da capacidade de construir convergências”, afirmou.

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Representando o setor agropecuário, o presidente da FAEAC, Assuero Veronez, destacou que o documento reúne contribuições elaboradas por quem conhece a realidade da produção no Acre.

“Essa proposta foi construída com a participação de instituições, produtores, lideranças do agro e profissionais que acompanham diariamente a realidade do campo acreano. É um trabalho construído com responsabilidade, baseado na experiência de quem conhece os desafios da produção e acredita no potencial do nosso Estado. O que precisamos é criar um ambiente favorável para transformar esse potencial em mais investimentos, mais empregos, mais renda e mais desenvolvimento”, afirmou.

Em seu pronunciamento, o presidente da FIEAC, João Paulo de Assis, ressaltou que o desenvolvimento econômico depende de uma relação de parceria entre o Estado e quem produz.

“O setor produtivo não pede favores ao poder público. Pede parceria. Queremos um Estado que seja facilitador do desenvolvimento, e não um obstáculo burocrático.”

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