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Bocalom visita obra do café no Juruá, mas é alvo de alfinetada de Perpétua: “Essa indústria que está sendo levantada é obra do presidente Lula”

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Pré-candidato destaca projeto em Cruzeiro do Sul, mas comentário da diretora da ABDI gera repercussão política

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom (PSDB), cumpriu agenda recente na região do Juruá, onde visitou obras voltadas à industrialização do café em Cruzeiro do Sul. Durante a passagem, o tucano divulgou um vídeo nas redes sociais destacando o potencial produtivo do estado e o avanço do setor cafeeiro como vetor de desenvolvimento econômico.

Na publicação, Bocalom ressaltou a importância do investimento em uma beneficiadora de café, ligada a uma cooperativa local liderada por Jonas Lima. Em tom otimista, afirmou que o Acre possui grande potencial agrícola, destacando a riqueza da terra e o papel da produção rural no crescimento regional.

Apesar do destaque dado à obra, a publicação gerou reação da diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, que utilizou o espaço de comentários para cobrar o reconhecimento da origem dos investimentos. Segundo ela, a iniciativa faz parte de ações do governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Em sua resposta, Perpétua afirmou que a indústria em construção é resultado direto de políticas públicas implementadas pelo governo Lula, por meio da ABDI. Ela também destacou que outros projetos semelhantes já foram entregues ou estão em andamento em diferentes municípios do estado.

A diretora citou como exemplos a unidade de beneficiamento de café em Mâncio Lima, já concluída, e a obra em Cruzeiro do Sul, ainda em execução. Além disso, mencionou a autorização para construção de uma nova indústria em Capixaba e anunciou que Acrelândia, município onde Bocalom já foi prefeito, também será contemplado.

Perpétua Almeida ainda adiantou que há previsão para implantação de uma indústria de beneficiamento de açaí em Feijó, ampliando o alcance das políticas industriais no interior do estado. Segundo ela, as ações visam fortalecer a agricultura familiar e gerar emprego e renda.

De acordo com a diretora da ABDI, ao longo dos últimos três anos foram viabilizadas cinco indústrias no Acre com apoio do governo federal. Ela reforçou que novos projetos estão em fase de planejamento, indicando continuidade dos investimentos no setor produtivo.

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A troca de declarações evidencia o clima político em torno das agendas públicas no estado, especialmente diante da proximidade do período eleitoral, onde iniciativas e obras passam a ser também objeto de disputa narrativa entre lideranças e pré-candidatos.

Veja o vídeo:

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Uso de jatinho milionário coloca Mailza Assis na mira após viagem sem agenda e possível bloqueio de informações públicas

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Bloqueio de rastreamento da aeronave amplia questionamentos e pressiona por transparência.

Uma viagem sem agenda oficial da governadora Mailza Assis a Manaus passou a levantar suspeitas sobre o uso de um jatinho de luxo alugado pelo Governo do Acre por valores milionários. A deslocação teria como destino a residência do empresário Eládio Cameli, pai do ex-governador Gladson Cameli, em um encontro que, segundo registros divulgados, tratou de possíveis articulações políticas para o período pré-eleitoral.

A situação ganhou ainda mais repercussão após a constatação de que o rastreamento da aeronave, identificada como PS-OTZ e operada pela Ortiz Táxi Aéreo, aparece como bloqueado em plataformas públicas de monitoramento de voos. A mensagem exibida nos sistemas indica restrição “a pedido”, sem esclarecer se a solicitação partiu da empresa ou do próprio governo estadual.

O bloqueio do rastreio acendeu um alerta sobre a transparência na utilização de recursos públicos, especialmente diante do alto custo do contrato de aluguel da aeronave, que envolve cifras milionárias. Especialistas apontam que, em situações envolvendo bens custeados pelo erário, a publicidade das operações é um princípio essencial da administração pública.

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Além disso, o fato de a viagem não constar em agenda oficial reforça as dúvidas sobre a finalidade do deslocamento e se houve uso adequado da estrutura estatal. A ausência de informações detalhadas contrasta com a exposição pública do encontro, registrada pelos próprios envolvidos nas redes sociais.

Diante do cenário, cresce a pressão para que órgãos de controle acompanhem o caso. A expectativa é que o Ministério Público possa apurar eventuais irregularidades, tanto no uso da aeronave quanto no possível bloqueio de dados de rastreamento, garantindo que haja clareza sobre os gastos e a legalidade das ações.

Enquanto isso, o episódio amplia o debate sobre responsabilidade na gestão de recursos públicos e a necessidade de transparência em contratos de alto valor, especialmente em um contexto político sensível, marcado por movimentações de pré-campanha e articulações de bastidores.

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