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Uso de jatinho milionário coloca Mailza Assis na mira após viagem sem agenda e possível bloqueio de informações públicas
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Bloqueio de rastreamento da aeronave amplia questionamentos e pressiona por transparência.
Uma viagem sem agenda oficial da governadora Mailza Assis a Manaus passou a levantar suspeitas sobre o uso de um jatinho de luxo alugado pelo Governo do Acre por valores milionários. A deslocação teria como destino a residência do empresário Eládio Cameli, pai do ex-governador Gladson Cameli, em um encontro que, segundo registros divulgados, tratou de possíveis articulações políticas para o período pré-eleitoral.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a constatação de que o rastreamento da aeronave, identificada como PS-OTZ e operada pela Ortiz Táxi Aéreo, aparece como bloqueado em plataformas públicas de monitoramento de voos. A mensagem exibida nos sistemas indica restrição “a pedido”, sem esclarecer se a solicitação partiu da empresa ou do próprio governo estadual.
O bloqueio do rastreio acendeu um alerta sobre a transparência na utilização de recursos públicos, especialmente diante do alto custo do contrato de aluguel da aeronave, que envolve cifras milionárias. Especialistas apontam que, em situações envolvendo bens custeados pelo erário, a publicidade das operações é um princípio essencial da administração pública.
Além disso, o fato de a viagem não constar em agenda oficial reforça as dúvidas sobre a finalidade do deslocamento e se houve uso adequado da estrutura estatal. A ausência de informações detalhadas contrasta com a exposição pública do encontro, registrada pelos próprios envolvidos nas redes sociais.
Diante do cenário, cresce a pressão para que órgãos de controle acompanhem o caso. A expectativa é que o Ministério Público possa apurar eventuais irregularidades, tanto no uso da aeronave quanto no possível bloqueio de dados de rastreamento, garantindo que haja clareza sobre os gastos e a legalidade das ações.
Enquanto isso, o episódio amplia o debate sobre responsabilidade na gestão de recursos públicos e a necessidade de transparência em contratos de alto valor, especialmente em um contexto político sensível, marcado por movimentações de pré-campanha e articulações de bastidores.

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“Palanque vazio e discurso alto”: o rugido e o eco de um sábado no Juruá revelam baixa adesão popular e desgaste do MDB

Evento do MDB no Juruá expõe fragilidade de mobilização política.
Um evento político que pretendia demonstrar força e proximidade com a população acabou deixando uma impressão oposta no Vale do Juruá. Realizada na manhã deste sábado (18), em Cruzeiro do Sul, a agenda organizada pelo MDB, com a presença da deputada estadual Antônia Sales, virou alvo de comentários críticos nos bastidores pela baixa adesão popular.
A proposta parecia estratégica: aproveitar o movimento intenso do mercado local, onde agricultores e moradores costumam circular nas primeiras horas do dia. A ideia do ex-prefeito Vagner Sales era clara, unir entrega de equipamentos agrícolas com visibilidade política. No papel, o cenário era perfeito. Na prática, o público parecia mais interessado no preço da farinha e do peixe do que nos discursos do palanque.
O contraste entre o volume do microfone e o silêncio da plateia chamou atenção. Observadores relataram que o maior desafio do evento não foi organizar a entrega dos equipamentos, mas tentar disfarçar o esvaziamento visível, especialmente nas imagens registradas.
Nos bastidores, o tradicional “telefone sem fio” da política entrou em ação: ligações de última hora, convites improvisados e pedidos para que aliados “passassem rapidamente” pelo local. Uma tentativa clara de dar corpo a um evento que, sem esse esforço, corria o risco de se tornar praticamente inexistente em termos de público.
Relatos indicam que boa parte dos presentes era composta por integrantes ligados ao próprio grupo político ou ocupantes de cargos públicos. Isso reforçou a percepção de que, sem a presença da máquina política, o evento teria sido ainda mais esvaziado, um sinal preocupante para quem tenta demonstrar força eleitoral.
O episódio reacendeu discussões sobre a real capacidade de mobilização do MDB na região do Juruá. Durante anos, a família Sales foi protagonista na política local, com forte presença e influência consolidada. Vagner Sales construiu uma carreira marcada por mandatos relevantes, enquanto Jéssica Sales também alcançou destaque em disputas eleitorais.
Mas o cenário atual parece diferente. A política, dinâmica e implacável, cobra renovação constante. Lideranças que antes arrastavam multidões agora enfrentam dificuldades até para formar plateias consistentes, um indicativo de desgaste ou mudança no comportamento do eleitor.
Entre analistas políticos, o entendimento é que o episódio vai além de um simples evento mal sucedido. Ele sinaliza um possível enfraquecimento de um grupo que já foi dominante no Juruá e que agora precisa lidar com um eleitorado mais disperso, crítico e menos disposto a comparecer apenas por tradição.
No interior, onde a política ainda se mede pela presença física, o “termômetro” continua sendo gente no local. E nesse teste, a avaliação predominante foi de reprovação. A ausência de público fala mais alto que qualquer discurso.
Sem jogo do Flamengo ou outro grande evento que justificasse a baixa presença, restam poucas explicações convincentes. E, na política, quando sobram justificativas, geralmente falta apoio real.
No fim, o sábado que deveria ser de demonstração de força acabou marcado pelo eco — um eco que pode reverberar nos próximos capítulos da disputa política no Juruá.
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