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Mailza Assis vende ilusão de reforço na Polícia Penal, convoca quase ninguém e deixa dezenas de profissionais formados no esquecimento

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Com discurso inflado e ação reduzida, gestão Mailza Assis é acusada de negligenciar segurança e desperdiçar recursos públicos.

A tentativa da governadora Mailza Assis de transformar uma convocação simbólica em grande feito de governo escancarou o descompasso entre discurso e realidade na segurança pública do Acre. Em meio a um sistema penitenciário pressionado, o anúncio de apenas 11 convocados do concurso do IAPEN 2023 foi tratado como avanço, mas na prática revela uma gestão mais preocupada com marketing político do que com soluções concretas.

Na prática, a medida não passa de reposição de vagas abertas por exonerações, longe de representar um reforço estrutural. Enquanto isso, cerca de 120 profissionais já formados, e preparados com dinheiro público, permanecem fora do sistema, assistindo a uma narrativa oficial que tenta transformar um gesto mínimo em grande avanço.

O cenário revela desperdício e má gestão. Aproximadamente R$ 9 milhões foram investidos na formação de 308 policiais penais, mas pouco mais da metade foi efetivamente convocada até agora. O restante segue no limbo administrativo, evidenciando a falta de planejamento e compromisso com o próprio investimento feito pelo Estado.

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Nos bastidores, a situação é ainda mais preocupante. Havia previsão concreta para convocação de outros 91 agentes, com planejamento técnico já estruturado. De forma inesperada e sem transparência, o processo foi simplesmente interrompido, gerando revolta entre os aprovados e levantando questionamentos sobre a condução política das decisões.

A postura da governadora também tem sido alvo de críticas por frustrar expectativas criadas no início do mandato. Promessas de maior sensibilidade, inclusive com a valorização de mulheres na segurança pública, não se confirmaram. Prova disso é que, entre os 11 convocados mais recentes, apenas uma mulher foi incluída.

Internamente, cresce a percepção de que decisões vêm sendo pautadas mais por cálculo político do que por necessidade técnica. A demora na convocação de profissionais já aptos é vista como estratégia para gerar anúncios pontuais, explorados como vitrine administrativa, em vez de resolver de forma definitiva o déficit no sistema prisional.

Enquanto isso, a realidade nas unidades prisionais do Acre é cada vez mais alarmante. Fugas, rebeliões e episódios violentos seguem se repetindo, impulsionados por um efetivo insuficiente e sobrecarregado. Policiais penais relatam exaustão extrema, operando no limite físico e emocional, sem o suporte necessário do Estado.

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Diante desse cenário, os aprovados aguardam não um favor, mas o cumprimento de um compromisso público. A cobrança é clara: menos discurso e mais ação concreta. A segurança pública não pode continuar refém de estratégias de marketing enquanto o sistema se aproxima de um colapso ainda maior.

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Veja o vídeo: Vereador André Kamai celebra projeto do presidente Lula que põe fim à escala 6×1 e convoca pressão popular sobre Congresso

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O fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho, diz vereador – Foto: Paulo Murilo

Na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai levou à tribuna um discurso marcado por tom histórico e sensível ao cotidiano dos trabalhadores. O parlamentar celebrou o envio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um projeto de lei ao Congresso Nacional, em regime de urgência, que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil.

Para Kamai, a medida vai além de uma simples reorganização do tempo de serviço. “Isso é a possibilidade de garantir dignidade, de garantir qualidade de vida aos trabalhadores e às trabalhadoras desse país”, afirmou. Em sua fala, ele resgatou marcos históricos para sustentar o argumento de que avanços sociais não impedem o desenvolvimento econômico. “A jornada já foi de 48 horas, foi reduzida para 44 na Constituição de 1988, e o Brasil não quebrou. Pelo contrário, cresceu”, destacou.

O vereador também rebateu críticas comuns ao projeto, especialmente a ideia de que o fim da escala 6×1 geraria desemprego. “Não é real. Acho que o fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho e aumentar a produtividade”, pontuou, ao defender que o mercado tende a se adaptar às mudanças.

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Um dos pontos mais enfáticos do discurso foi o olhar para a realidade das mulheres trabalhadoras. Kamai destacou que, mesmo fora do ambiente formal, muitas seguem submetidas a jornadas contínuas dentro de casa. “Uma mulher que trabalha numa escala 6×1 não tem um dia de descanso. O único dia que ela tem é para trabalhar em casa”, afirmou, relacionando o debate à estrutura social ainda marcada por desigualdades de gênero.

Além de defender a proposta, Kamai fez um chamado direto à sociedade acreana para que participe ativamente do debate. O parlamentar convocou a população a pressionar os deputados federais e senadores do Acre pela aprovação do projeto, destacando que a mobilização popular será decisiva para o avanço da matéria no Congresso Nacional. “É fundamental que a gente cobre nossos representantes para que aprovem esse projeto”, reforçou.

O parlamentar também ressaltou que a proposta prevê regras de transição para adaptação do setor produtivo e não impede que trabalhadores busquem outras fontes de renda, caso desejem. Ao contrário, segundo ele, amplia possibilidades ao garantir mais tempo livre.

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Encerrando o pronunciamento, Kamai reforçou o sentido humano da proposta: “O trabalho precisa permitir tempo para os filhos, para estudar, para cuidar da saúde e da própria vida”. Para ele, a redução da jornada, sem diminuição salarial, representa um passo importante para um país mais justo, produtivo e equilibrado.

A proposta segue agora para debate no Congresso Nacional, onde deve mobilizar diferentes setores da sociedade. Em Rio Branco, no entanto, o tema já ecoa como um chamado à valorização de quem sustenta, com seu trabalho, o desenvolvimento do país.

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