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Lula aposta na valorização dos trabalhadores, da classe média e dos pequenos empresários e promete ampliar oportunidades para os brasileiros

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Presidente defende crescimento econômico, incentivo ao empreendedorismo e melhores condições de vida para quem trabalha – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, apresentou nesta terça-feira (13) uma nova mensagem de campanha voltada especialmente aos trabalhadores autônomos, pequenos empresários e famílias da classe média. Na reta final da disputa presidencial, Lula destacou que seu projeto de governo busca ampliar as oportunidades de crescimento econômico, permitindo que os brasileiros conquistem melhores condições de vida por meio do trabalho e do empreendedorismo.

Na propaganda eleitoral, o presidente procurou mostrar que suas políticas não estão direcionadas exclusivamente às famílias de baixa renda, mas também àqueles que desejam expandir seus negócios, conquistar independência financeira e melhorar de posição social. A mensagem apresenta o desenvolvimento econômico como um caminho para beneficiar diferentes setores da população.

Ao abordar a realidade de milhões de brasileiros, Lula citou exemplos de mulheres que começaram pequenos negócios dentro de casa, motoristas de aplicativos que trabalham para financiar os estudos e famílias que conseguiram adquirir seus primeiros bens. O presidente também destacou a trajetória de microempresários que conseguiram crescer e agora pretendem transformar seus empreendimentos em empresas maiores.

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Oportunidades de crescimento e prosperidade

Um dos principais pontos da nova peça publicitária é a defesa de que os brasileiros precisam de condições reais para prosperar. Lula afirmou que a população não busca favores, mas oportunidades para desenvolver suas atividades, aumentar a renda e realizar projetos pessoais. Com esse discurso, o candidato procura associar sua proposta de continuidade administrativa à geração de empregos, ao fortalecimento dos pequenos negócios e à mobilidade social.

Nas redes sociais, Lula reforçou a mensagem apresentada na propaganda e afirmou que trabalha diariamente para construir um país onde cada cidadão tenha possibilidades de melhorar de vida. O presidente destacou que a prosperidade deve alcançar tanto aqueles que enfrentam dificuldades financeiras quanto os trabalhadores e empreendedores que buscam ampliar suas conquistas.

A nova estratégia de comunicação ocorre em um momento decisivo da eleição presidencial de 2026. Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Após uma votação apertada no primeiro turno, as duas candidaturas intensificam a disputa pelo apoio dos eleitores. Ao direcionar sua mensagem à classe média, aos autônomos e aos pequenos empresários, Lula procura ampliar sua base eleitoral e apresentar a continuidade de seu governo como uma alternativa para fortalecer a economia e criar novas oportunidades de crescimento no Brasil.

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Fazendeiros ameaçam invadir terra indígena no Pará caso Flávio Bolsonaro vença eleição e governo freforça segurança diante das ameaças

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Áudios enviados ao povo Parakanã apontam planos de invasão da Terra Indígena Apyterewa em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.

A possibilidade de uma nova onda de invasões à Terra Indígena Apyterewa, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, colocou as autoridades federais em alerta. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, fazendeiros estariam planejando ocupar ilegalmente o território caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no segundo turno, marcado para 25 de outubro. As ameaças foram encaminhadas por mensagens de áudio a integrantes do povo Parakanã, levando o governo federal a ampliar as medidas de proteção na região.

O conteúdo de oito gravações obtidas pela reportagem indica que grupos ligados à pecuária aguardam o desfecho da disputa presidencial para tentar retomar áreas anteriormente ocupadas de maneira irregular. Nas mensagens, os envolvidos demonstram expectativa de que uma eventual administração de Flávio Bolsonaro, juntamente com o governo estadual do eleito Dr. Daniel (Podemos), possa favorecer seus interesses fundiários. Entretanto, não existem provas de que os dois políticos tenham participado da elaboração das ameaças ou autorizado qualquer iniciativa de invasão.
Governo federal mobiliza órgãos de segurança para proteger território

Diante da gravidade das informações, o Comitê de Desintrusão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu o caso em reunião realizada na quinta-feira (8). O encontro resultou na decisão de ampliar o número de agentes envolvidos nas ações de fiscalização e proteção territorial. A Polícia Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ibama e o Ministério dos Povos Indígenas acompanham a situação para impedir o retorno de ocupantes ilegais à reserva.

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A preocupação também aumentou após relatos de movimentações suspeitas nas proximidades da área indígena. Moradores mencionaram maior circulação de motocicletas e caminhonetes, além da suposta compra de lonas e outros materiais que poderiam ser utilizados na montagem de acampamentos. Algumas mensagens chegaram a orientar os indígenas a evitar determinadas localidades ou abandonar o território. As denúncias ainda dependem de investigação para identificar os responsáveis e esclarecer a existência de preparativos concretos para uma invasão.

Com aproximadamente 773 mil hectares e homologada em 2007, a Terra Indígena Apyterewa abriga mais de mil indígenas Parakanã. Ao longo dos anos, o território foi alvo de desmatamento, criação irregular de gado e ocupações clandestinas, incluindo a formação da chamada Vila Renascer. Em 2023, o governo federal iniciou operações de retirada de invasores, mas as equipes enfrentaram resistência, bloqueios de estradas e episódios de violência. Um servidor da Funai foi baleado naquele ano e, em 2025, um trabalhador contratado pelo Ibama morreu em meio aos conflitos na região.

Os registros de destruição ambiental também revelam a dimensão dos problemas enfrentados pela comunidade. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento dentro da reserva passou de 18,9 quilômetros quadrados em 2018 para 85,3 quilômetros quadrados em 2019. Em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, a devastação alcançou 102,2 quilômetros quadrados. Já em 2023, primeiro ano do novo governo Lula, a área desmatada recuou para 20,6 quilômetros quadrados, período marcado pela retomada das ações de fiscalização e desintrusão.

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Outro fator que preocupa os investigadores é o crescimento expressivo dos incêndios registrados dentro do território indígena. Levantamento do Inpe, compilado pelo Programa Xingu, aponta que os focos de calor saltaram de 41 em julho para 626 em agosto, chegando a 1.007 em setembro. As autoridades apuram a possibilidade de parte das queimadas estar relacionada à preparação ilegal de terrenos para atividades agropecuárias. Até o momento, entretanto, não existe confirmação oficial sobre a autoria ou a origem criminosa desses incêndios.

Com a proximidade do segundo turno presidencial, a prioridade dos órgãos federais é evitar novos confrontos e garantir a permanência segura das famílias Parakanã em suas terras. O Ministério dos Povos Indígenas informou que continuará acompanhando as ameaças, enquanto a Polícia Federal ficará responsável pela investigação das mensagens e pela identificação dos possíveis envolvidos. O caso também reacende o debate sobre a proteção dos territórios indígenas na Amazônia e a necessidade de impedir que disputas políticas sejam utilizadas como justificativa para ocupações ilegais de áreas constitucionalmente protegidas. As Informações e da Folha de São Paulo

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