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Fazendeiros ameaçam invadir terra indígena no Pará caso Flávio Bolsonaro vença eleição e governo freforça segurança diante das ameaças

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Áudios enviados ao povo Parakanã apontam planos de invasão da Terra Indígena Apyterewa em caso de vitória de Flávio Bolsonaro.

A possibilidade de uma nova onda de invasões à Terra Indígena Apyterewa, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, colocou as autoridades federais em alerta. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, fazendeiros estariam planejando ocupar ilegalmente o território caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no segundo turno, marcado para 25 de outubro. As ameaças foram encaminhadas por mensagens de áudio a integrantes do povo Parakanã, levando o governo federal a ampliar as medidas de proteção na região.

O conteúdo de oito gravações obtidas pela reportagem indica que grupos ligados à pecuária aguardam o desfecho da disputa presidencial para tentar retomar áreas anteriormente ocupadas de maneira irregular. Nas mensagens, os envolvidos demonstram expectativa de que uma eventual administração de Flávio Bolsonaro, juntamente com o governo estadual do eleito Dr. Daniel (Podemos), possa favorecer seus interesses fundiários. Entretanto, não existem provas de que os dois políticos tenham participado da elaboração das ameaças ou autorizado qualquer iniciativa de invasão.
Governo federal mobiliza órgãos de segurança para proteger território

Diante da gravidade das informações, o Comitê de Desintrusão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu o caso em reunião realizada na quinta-feira (8). O encontro resultou na decisão de ampliar o número de agentes envolvidos nas ações de fiscalização e proteção territorial. A Polícia Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ibama e o Ministério dos Povos Indígenas acompanham a situação para impedir o retorno de ocupantes ilegais à reserva.

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A preocupação também aumentou após relatos de movimentações suspeitas nas proximidades da área indígena. Moradores mencionaram maior circulação de motocicletas e caminhonetes, além da suposta compra de lonas e outros materiais que poderiam ser utilizados na montagem de acampamentos. Algumas mensagens chegaram a orientar os indígenas a evitar determinadas localidades ou abandonar o território. As denúncias ainda dependem de investigação para identificar os responsáveis e esclarecer a existência de preparativos concretos para uma invasão.

Com aproximadamente 773 mil hectares e homologada em 2007, a Terra Indígena Apyterewa abriga mais de mil indígenas Parakanã. Ao longo dos anos, o território foi alvo de desmatamento, criação irregular de gado e ocupações clandestinas, incluindo a formação da chamada Vila Renascer. Em 2023, o governo federal iniciou operações de retirada de invasores, mas as equipes enfrentaram resistência, bloqueios de estradas e episódios de violência. Um servidor da Funai foi baleado naquele ano e, em 2025, um trabalhador contratado pelo Ibama morreu em meio aos conflitos na região.

Os registros de destruição ambiental também revelam a dimensão dos problemas enfrentados pela comunidade. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento dentro da reserva passou de 18,9 quilômetros quadrados em 2018 para 85,3 quilômetros quadrados em 2019. Em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, a devastação alcançou 102,2 quilômetros quadrados. Já em 2023, primeiro ano do novo governo Lula, a área desmatada recuou para 20,6 quilômetros quadrados, período marcado pela retomada das ações de fiscalização e desintrusão.

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Outro fator que preocupa os investigadores é o crescimento expressivo dos incêndios registrados dentro do território indígena. Levantamento do Inpe, compilado pelo Programa Xingu, aponta que os focos de calor saltaram de 41 em julho para 626 em agosto, chegando a 1.007 em setembro. As autoridades apuram a possibilidade de parte das queimadas estar relacionada à preparação ilegal de terrenos para atividades agropecuárias. Até o momento, entretanto, não existe confirmação oficial sobre a autoria ou a origem criminosa desses incêndios.

Com a proximidade do segundo turno presidencial, a prioridade dos órgãos federais é evitar novos confrontos e garantir a permanência segura das famílias Parakanã em suas terras. O Ministério dos Povos Indígenas informou que continuará acompanhando as ameaças, enquanto a Polícia Federal ficará responsável pela investigação das mensagens e pela identificação dos possíveis envolvidos. O caso também reacende o debate sobre a proteção dos territórios indígenas na Amazônia e a necessidade de impedir que disputas políticas sejam utilizadas como justificativa para ocupações ilegais de áreas constitucionalmente protegidas. As Informações e da Folha de São Paulo

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Durante ato na Paulista, Lula promete transformar o Brasil com tecnologia, educação e empregos de qualidade em novo mandato

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Durante manifestação na Avenida Paulista, presidente convocou a juventude a participar da política – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou uma manifestação realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, para defender a democracia, cobrar maior participação dos jovens na política e apresentar os principais compromissos de sua campanha à reeleição. Diante de apoiadores e representantes de movimentos sociais, o petista afirmou que o Brasil precisa avançar na geração de oportunidades, no desenvolvimento tecnológico e na melhoria das condições de vida da população.

Ao abordar o cenário político nacional, Lula destacou que a preservação da democracia depende do envolvimento direto dos cidadãos nas decisões que determinam os rumos do país. O presidente afirmou que a população não deve transferir toda a responsabilidade aos governantes e ressaltou que a juventude precisa conquistar espaço na elaboração das políticas públicas. Para ele, ouvir os jovens é fundamental para construir um Brasil mais justo e preparado para os desafios das próximas décadas.

Um dos momentos mais críticos do pronunciamento foi direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula voltou a questionar a atuação do governo anterior durante a pandemia de Covid-19, lembrando as mortes provocadas pela doença e o sofrimento de famílias que perderam parentes. O presidente condenou a postura de Bolsonaro diante das recomendações científicas e criticou a divulgação de tratamentos sem eficácia comprovada, classificando a condução da crise sanitária como um exemplo de irresponsabilidade política.

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Ao falar sobre as necessidades da população brasileira, Lula afirmou que o combate à fome continua sendo uma obrigação do Estado, mas destacou que os brasileiros também desejam acesso à educação, cultura, lazer, liberdade e empregos bem remunerados. O petista recordou sua trajetória no movimento sindical e a chegada à Presidência em 2003, quando colocou a segurança alimentar entre as principais prioridades do governo. Segundo ele, o país precisa agora ampliar as conquistas sociais e garantir novas oportunidades para as famílias.

Na área econômica, Lula apresentou a modernização tecnológica como uma das principais propostas para um eventual novo mandato. O presidente defendeu investimentos em inteligência artificial, fortalecimento da indústria digital e expansão da transição energética. A proposta, segundo ele, é preparar o Brasil para as transformações do mercado de trabalho, formar profissionais especializados e estimular a criação de empregos qualificados, capazes de oferecer melhores salários e perspectivas de crescimento.

A educação superior também recebeu destaque no discurso. Lula afirmou que o número de brasileiros com formação universitária inseridos no mercado de trabalho cresceu significativamente desde seu primeiro governo, passando de 4,8 milhões, em 2003, para aproximadamente 26 milhões atualmente, conforme os números apresentados por ele. O presidente defendeu a ampliação desse contingente, mas ressaltou que a conquista de um diploma precisa estar acompanhada de oportunidades reais de emprego e valorização profissional. Na segurança pública, prometeu fortalecer o enfrentamento à criminalidade e ampliar a proteção da sociedade.

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Com a eleição presidencial marcada para 25 de outubro, Lula pediu que seus apoiadores intensifiquem o diálogo com os brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno. O presidente destacou a importância de mobilizar especialmente os eleitores mais velhos, lembrando que o voto se torna facultativo a partir dos 70 anos. Aos 80 anos, prestes a completar 81 em 27 de outubro, o petista afirmou que a idade não deve ser considerada um impedimento para a participação política e defendeu que todos contribuam para as decisões que afetarão as futuras gerações.

Ao encerrar sua participação no ato, Lula reafirmou que pretende trabalhar para transformar o Brasil em uma nação com mais igualdade, desenvolvimento e dignidade. O presidente declarou que a democracia, a inclusão social e a ampliação das oportunidades devem orientar os próximos passos do país. A manifestação na Avenida Paulista integrou a mobilização da campanha petista para o segundo turno, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou a primeira etapa da disputa presidencial à frente do atual presidente.

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