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Durante ato na Paulista, Lula promete transformar o Brasil com tecnologia, educação e empregos de qualidade em novo mandato

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Durante manifestação na Avenida Paulista, presidente convocou a juventude a participar da política – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou uma manifestação realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, para defender a democracia, cobrar maior participação dos jovens na política e apresentar os principais compromissos de sua campanha à reeleição. Diante de apoiadores e representantes de movimentos sociais, o petista afirmou que o Brasil precisa avançar na geração de oportunidades, no desenvolvimento tecnológico e na melhoria das condições de vida da população.

Ao abordar o cenário político nacional, Lula destacou que a preservação da democracia depende do envolvimento direto dos cidadãos nas decisões que determinam os rumos do país. O presidente afirmou que a população não deve transferir toda a responsabilidade aos governantes e ressaltou que a juventude precisa conquistar espaço na elaboração das políticas públicas. Para ele, ouvir os jovens é fundamental para construir um Brasil mais justo e preparado para os desafios das próximas décadas.

Um dos momentos mais críticos do pronunciamento foi direcionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula voltou a questionar a atuação do governo anterior durante a pandemia de Covid-19, lembrando as mortes provocadas pela doença e o sofrimento de famílias que perderam parentes. O presidente condenou a postura de Bolsonaro diante das recomendações científicas e criticou a divulgação de tratamentos sem eficácia comprovada, classificando a condução da crise sanitária como um exemplo de irresponsabilidade política.

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Ao falar sobre as necessidades da população brasileira, Lula afirmou que o combate à fome continua sendo uma obrigação do Estado, mas destacou que os brasileiros também desejam acesso à educação, cultura, lazer, liberdade e empregos bem remunerados. O petista recordou sua trajetória no movimento sindical e a chegada à Presidência em 2003, quando colocou a segurança alimentar entre as principais prioridades do governo. Segundo ele, o país precisa agora ampliar as conquistas sociais e garantir novas oportunidades para as famílias.

Na área econômica, Lula apresentou a modernização tecnológica como uma das principais propostas para um eventual novo mandato. O presidente defendeu investimentos em inteligência artificial, fortalecimento da indústria digital e expansão da transição energética. A proposta, segundo ele, é preparar o Brasil para as transformações do mercado de trabalho, formar profissionais especializados e estimular a criação de empregos qualificados, capazes de oferecer melhores salários e perspectivas de crescimento.

A educação superior também recebeu destaque no discurso. Lula afirmou que o número de brasileiros com formação universitária inseridos no mercado de trabalho cresceu significativamente desde seu primeiro governo, passando de 4,8 milhões, em 2003, para aproximadamente 26 milhões atualmente, conforme os números apresentados por ele. O presidente defendeu a ampliação desse contingente, mas ressaltou que a conquista de um diploma precisa estar acompanhada de oportunidades reais de emprego e valorização profissional. Na segurança pública, prometeu fortalecer o enfrentamento à criminalidade e ampliar a proteção da sociedade.

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Com a eleição presidencial marcada para 25 de outubro, Lula pediu que seus apoiadores intensifiquem o diálogo com os brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno. O presidente destacou a importância de mobilizar especialmente os eleitores mais velhos, lembrando que o voto se torna facultativo a partir dos 70 anos. Aos 80 anos, prestes a completar 81 em 27 de outubro, o petista afirmou que a idade não deve ser considerada um impedimento para a participação política e defendeu que todos contribuam para as decisões que afetarão as futuras gerações.

Ao encerrar sua participação no ato, Lula reafirmou que pretende trabalhar para transformar o Brasil em uma nação com mais igualdade, desenvolvimento e dignidade. O presidente declarou que a democracia, a inclusão social e a ampliação das oportunidades devem orientar os próximos passos do país. A manifestação na Avenida Paulista integrou a mobilização da campanha petista para o segundo turno, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou a primeira etapa da disputa presidencial à frente do atual presidente.

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Marina alerta que vitória de Flávio Bolsonaro pode abrir caminho para nova onda de destruição da Amazônia e ameaçar a democracia brasileira

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Ex-ministra do Meio Ambiente denuncia riscos de retrocessos ambientais, avanço do garimpo ilegal e enfraquecimento dos direitos indígenas – Foto: Rogério Cassimiro/MMA

A possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) assumir a Presidência da República acendeu um sinal de alerta entre defensores do meio ambiente. A ex-ministra Marina Silva afirmou que o retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto poderá representar uma grave ameaça à Amazônia e comprometer políticas de preservação reconstruídas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, neste sábado (10), Marina advertiu que uma nova administração bolsonarista poderá intensificar práticas ambientais que, segundo ela, provocaram consequências devastadoras entre 2019 e 2022.

Para Marina, a disputa presidencial vai muito além das diferenças entre projetos econômicos e políticos. O resultado das urnas poderá definir o futuro das florestas brasileiras, a sobrevivência de comunidades tradicionais e a capacidade do país de enfrentar as mudanças climáticas. A ex-ministra considera que Flávio Bolsonaro representa a continuidade de uma orientação política que, em sua avaliação, trata a proteção ambiental como obstáculo à exploração econômica dos recursos naturais.

Um dos principais receios apresentados por Marina envolve a possibilidade de enfraquecimento dos mecanismos de fiscalização e combate aos crimes ambientais. Ela avalia que uma eventual vitória do candidato do PL poderá favorecer a expansão de atividades ilegais, especialmente o garimpo em terras indígenas, a exploração irregular de madeira e a ocupação de áreas protegidas. A ex-ministra também alerta para os riscos de aumento dos conflitos envolvendo povos indígenas, quilombolas e comunidades que dependem diretamente da floresta para sobreviver.

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A preocupação tem como referência o cenário encontrado pelo governo Lula em janeiro de 2023, quando a administração federal precisou reorganizar estruturas de proteção ambiental e enfrentar a crise humanitária na Terra Indígena Yanomami. Desde então, o governo adotou medidas de fiscalização e combate ao desmatamento, com redução expressiva da devastação na Amazônia. Marina teme que esses resultados sejam comprometidos caso a política ambiental brasileira volte a seguir as diretrizes defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Outro ponto levantado pela ambientalista é a relação política entre a família Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Marina considera preocupante a possibilidade de o Brasil adotar uma postura de alinhamento excessivo aos interesses norte-americanos, especialmente em questões relacionadas à exploração de recursos naturais e à política climática. Na avaliação dela, a soberania brasileira poderá ser prejudicada caso decisões estratégicas sobre a Amazônia sejam influenciadas por interesses externos.

Mesmo diante da possibilidade de uma vitória de Lula no segundo turno, Marina reconhece que a preservação ambiental enfrentará obstáculos no Congresso Nacional. O fortalecimento de parlamentares conservadores, especialmente aqueles ligados ao agronegócio e à flexibilização das regras ambientais, poderá dificultar a aprovação de medidas de proteção. Entre os principais pontos de preocupação estão propostas capazes de reduzir garantias territoriais indígenas, modificar regras de licenciamento e ampliar atividades econômicas em regiões ambientalmente sensíveis.

As críticas de Marina também alcançam o campo institucional. Ela demonstra preocupação com declarações de Flávio Bolsonaro sobre mudanças constitucionais e uma suposta necessidade de redemocratização do país. Para a ex-ministra, propostas dessa natureza precisam ser examinadas com atenção, principalmente quando envolvem alterações nas regras de funcionamento das instituições e na duração dos mandatos presidenciais. Marina avalia que o retorno do bolsonarismo ao Executivo poderá colocar em risco não apenas políticas ambientais, mas também conquistas sociais relacionadas à educação, à segurança alimentar e à redução das desigualdades.

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Apesar do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas recentes, Marina Silva mantém a expectativa de uma recuperação do presidente Lula na reta final da campanha. A ex-ministra pretende intensificar sua participação no debate público e chamar a atenção dos eleitores para as consequências ambientais e institucionais que atribui a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, ela considera que a mobilização dos eleitores será decisiva para definir os rumos do Brasil nos próximos quatro anos.

A discussão levantada por Marina coloca a proteção ambiental entre os temas centrais da reta final da disputa presidencial. Em um país que abriga a maior floresta tropical do planeta, decisões sobre fiscalização, desenvolvimento econômico e preservação terão consequências que ultrapassam as fronteiras nacionais. Para a ex-ministra, impedir novos retrocessos representa uma responsabilidade histórica. Sua mensagem é de que o Brasil precisa conciliar crescimento econômico, respeito às comunidades tradicionais e proteção dos recursos naturais, sem permitir que os avanços conquistados sejam novamente colocados em risco.

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