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Homem relata tiro acidental que matou esposa em Xapuri e é preso enquanto polícia investiga suspeita de feminicídio
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Polícia Civil apura se disparo foi acidental ou se houve feminicídio Foto: Arquivo/ Polícia Civil
Uma mulher de 29 anos morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça nesta terça-feira (29), no Ramal do Catete, área rural do município de Xapuri, no interior do Acre. O marido da vítima se apresentou à Polícia Civil e afirmou que o tiro ocorreu de forma acidental.
Segundo as informações repassadas à polícia, o homem chegou à delegacia de Xapuri durante a manhã e relatou, assustado, que manuseava uma espingarda quando a arma teria disparado e atingido a esposa. Os nomes da vítima e do marido não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com a versão apresentada pelo homem, a mulher caiu após ser baleada e morreu no local. O casal estaria sozinho na residência no momento do disparo, circunstância que levou os investigadores a iniciarem diligências para tentar reconstruir o que aconteceu dentro do imóvel.
Diante das dúvidas sobre as circunstâncias da morte, o marido recebeu voz de prisão e passou a ser investigado por suspeita de feminicídio. Equipes das polícias Civil e Militar, além da Polícia Técnico-Científica, foram até a região do Ramal do Catete para realizar os primeiros levantamentos e recolher elementos que possam contribuir para a investigação.
A Polícia Civil trabalha, inicialmente, com duas possibilidades: a de que a mulher tenha sido vítima de feminicídio ou de que o disparo realmente tenha ocorrido de maneira acidental, conforme relatado pelo marido. Familiares e moradores da região devem ser ouvidos nesta quarta-feira (30) para ajudar no esclarecimento do caso.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Alto Acre, em Brasiléia. Os exames periciais serão fundamentais para apontar detalhes sobre o disparo e auxiliar a Polícia Civil na definição das circunstâncias da morte. O caso permanece sob investigação.
Polícia
Polícia Civil encontra e destrói cerca de 2 mil pés de maconha dentro da Reserva Chico Mendes

Investigação aponta desmatamento de aproximadamente um hectare e apura possível participação de grupo criminoso no cultivo e transporte de drogas na região.
Uma operação da Polícia Civil do Acre terminou com a descoberta de uma extensa área utilizada para o cultivo de maconha no interior da Reserva Extrativista Chico Mendes. A ação ocorreu nesta quarta-feira (23), em uma região de difícil acesso pelo ramal do KM 59, a partir da BR-317, no sentido da Transacreana. No local, os investigadores localizaram aproximadamente 2 mil pés da planta, muitos deles ainda em fase de crescimento e com cerca de 50 centímetros de altura.
As investigações começaram em julho, quando a polícia recebeu informações sobre uma possível articulação de integrantes de uma facção criminosa para implantar uma plantação de maconha naquela região. Segundo os levantamentos realizados durante a apuração, os responsáveis teriam inicialmente realizado a limpeza do terreno, seguida da derrubada e queima da vegetação para abrir espaço para o cultivo. Pelo menos três pessoas são apontadas como participantes dessa etapa, incluindo um adolescente que já havia sido apreendido anteriormente em uma ocorrência envolvendo tráfico de drogas.
O delegado Erick Maciel, responsável pela investigação, informou que aproximadamente um hectare de vegetação nativa teria sido derrubado dentro da unidade de conservação. Além do plantio, a Polícia Civil apura se o local fazia parte de uma estrutura maior destinada ao armazenamento e à movimentação de entorpecentes. Uma residência situada nas proximidades também entrou na linha de investigação por suspeita de ter sido utilizada como ponto de apoio.
Outra frente da apuração busca esclarecer se a área estava integrada a uma possível rota internacional do tráfico. A suspeita investigada é de que drogas provenientes do Peru e da Bolívia poderiam passar pela região do ramal do KM 59, seguir pela Transacreana e posteriormente chegar a Rio Branco. Os investigadores trabalham agora para identificar quem comandava a estrutura e qual seria a participação de cada pessoa envolvida.
A localização exata da plantação ocorreu após o avanço das diligências relacionadas a uma ocorrência registrada no último dia 12 de setembro. Na terça-feira (22), policiais permaneceram durante toda a noite realizando vigilância na região, enquanto aguardavam a chegada de reforço. No dia seguinte, agentes das delegacias de Brasiléia e Assis Brasil participaram da operação que resultou na destruição e incineração dos cerca de 2 mil pés encontrados. Parte do material foi preservada e encaminhada para análise pericial.
Até agora, nenhuma pessoa foi presa especificamente pela implantação da plantação. A Polícia Civil mantém as investigações para identificar todos os suspeitos e dimensionar a possível estrutura utilizada pelo grupo. Também está sendo apurada a informação de que pessoas vindas de São Paulo poderiam estar recrutando moradores e posseiros da própria Reserva Extrativista Chico Mendes para trabalhar na preparação do terreno e em outras atividades relacionadas ao cultivo da maconha.
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