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“Fala vergonhosa”: Após fala sobre indígenas, PT afirma que Bocalom representa “o atraso e o preconceito” na política acreana

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Partido sobe o tom contra Tião Bocalom após declaração sobre povos indígenas e critica proposta de abertura de estradas em áreas protegidas.

O clima político voltou a esquentar no Acre após o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgar uma dura nota de repúdio contra declarações do ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, envolvendo povos indígenas e a defesa da abertura de estradas em áreas indígenas e reservas ambientais. A manifestação do partido foi divulgada nesta terça-feira (5) e elevou ainda mais a tensão no debate político estadual.

Na nota, o PT acusa Bocalom de reproduzir um discurso considerado preconceituoso e ultrapassado ao afirmar que indígena “não quer mais ficar no mato”. Para a legenda, a fala demonstra desconhecimento sobre a realidade dos povos originários e tenta reduzir culturas milenares a uma visão simplista e ofensiva. O partido reforçou que indígenas vivem em territórios reconhecidos constitucionalmente, preservando tradições, espiritualidade, organização social e identidade cultural.

O documento também rebate a ideia defendida pelo ex-prefeito de abrir estradas em áreas indígenas e reservas ambientais. Segundo o PT, o argumento representa uma ameaça aos territórios protegidos e fortalece um modelo de exploração que ignora os direitos das comunidades tradicionais. A sigla afirma que discutir acesso à saúde, educação, transporte e comunicação não pode servir de justificativa para intervenções impostas “de fora para dentro”.

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Além da crítica sobre os povos indígenas, o PT aproveitou a nota para atacar diretamente a trajetória política de Bocalom. O partido classificou a gestão do ex-prefeito na Prefeitura de Rio Branco como “desastrosa” e afirmou que ele tenta construir uma nova candidatura baseada “no atraso, no preconceito e na mentira”. O tom da nota mostra que a disputa política para 2026 já começou nos bastidores acreanos.

A legenda também destacou que possui lideranças e pré-candidatos indígenas em seus quadros e afirmou que sua história política no Acre sempre esteve ligada à defesa dos povos da floresta, ribeirinhos, extrativistas e trabalhadores rurais. Para o PT, essa atuação faz parte de um projeto político voltado à preservação da Amazônia e ao fortalecimento das comunidades tradicionais.

Nos bastidores da política acreana, a declaração de Bocalom repercutiu negativamente entre lideranças indígenas e movimentos sociais, que consideraram a fala ofensiva e desrespeitosa. O episódio aumentou ainda mais o desgaste político do ex-prefeito em setores ligados à pauta ambiental e aos direitos humanos.

Encerrando a nota, o PT reafirmou solidariedade aos povos indígenas do Acre e declarou compromisso com a proteção da floresta, dos rios e dos territórios tradicionais. O partido defendeu um modelo de desenvolvimento sustentável que gere riqueza sem destruir a Amazônia e sem atacar quem vive e protege a floresta há gerações.

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Trabalho do Incra no PA Riozinho garante avanços históricos e leva esperança para centenas de famílias, diz Márcio Alecio

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Mutirão realizado pelo Incra, em parceria com o INSS e o Governo Federal, levou atendimento e avanços na regularização fundiária.

O articulador nacional da Presidência do Incra, Márcio Alecio, comemorou os avanços considerados históricos alcançados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Projeto de Assentamento Riozinho, localizado em Sena Madureira. O mutirão, realizado nos dias 27 e 28 de abril, levou atendimento a cerca de 600 famílias da zona rural.

A ação aconteceu em parceria com o INSS e contou com apoio do Governo Federal, representando um importante passo para a regularização fundiária da comunidade. A iniciativa ajudou a destravar demandas antigas e abriu uma nova perspectiva para aproximadamente 400 famílias do assentamento.

Segundo o Incra, a mudança de modalidade do assentamento foi fundamental para acelerar o processo de regularização fundiária, possibilitando ampliar o acesso ao crédito rural e garantindo inclusão dos produtores em políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar.

Márcio Alecio destacou que o avanço é resultado de diálogo, união e compromisso coletivo entre moradores, lideranças comunitárias e a equipe técnica do Incra. Para ele, o momento simboliza uma conquista histórica para as famílias da região.

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“Quero agradecer profundamente a cada morador, às lideranças comunitárias e à equipe técnica do Incra pelo empenho, confiança e dedicação. Esse avanço só foi possível porque houve diálogo, compromisso e muito trabalho coletivo. A mudança de modalidade foi decisiva para destravar esse processo histórico de regularização”, afirmou.

O articulador nacional ressaltou ainda que os trabalhos continuam e que novos desafios deverão ser enfrentados nos próximos meses, incluindo demarcação das áreas, regularização ambiental, titulação definitiva, melhorias de infraestrutura e ampliação do acesso às políticas públicas.

Para os moradores do PA Riozinho, a ação representa a realização de um sonho antigo. Além dos serviços de regularização fundiária, o mutirão também reuniu atendimentos essenciais voltados ao fortalecimento da cidadania no campo e à melhoria das condições de vida das famílias assentadas.

De acordo com o Incra, o trabalho faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a reforma agrária e incentivar o desenvolvimento rural sustentável, promovendo mais direitos, segurança jurídica e oportunidades para os produtores rurais do Acre.

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