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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó
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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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Operação da Polícia Federal mira facções criminosas e cumpre mandados no Acre durante ofensiva nacional

As autoridades destacaram que a união entre forças estaduais e federais é considerada fundamental para combater as facções – Foto: Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou uma grande operação nacional de combate ao crime organizado que alcançou 16 estados brasileiros, incluindo o Acre. A ação mobiliza forças de segurança em diferentes regiões do país e tem como foco principal a prisão de integrantes de facções criminosas, além da localização de foragidos da Justiça envolvidos em crimes considerados de alta periculosidade.
No Acre, a ofensiva foi denominada de “Operação Alerta” e concentra ações nos municípios de Rio Branco e Sena Madureira. Conforme informações divulgadas pelas autoridades, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra suspeitos investigados por envolvimento com tráfico de drogas, crimes violentos e atuação em organizações criminosas.
A operação integra a chamada “Força Integrada II”, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), estrutura criada para unir diferentes instituições de segurança pública no enfrentamento às facções que atuam dentro e fora do sistema prisional. A estratégia busca ampliar o compartilhamento de informações e aumentar a eficiência das ações policiais em todo o país.
Segundo a Polícia Federal, a ofensiva nacional prevê o cumprimento de 71 mandados de prisão e 165 mandados de busca e apreensão. Além do Acre, a operação ocorre simultaneamente em estados como Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul, considerados áreas estratégicas no combate ao crime organizado.
As ações contam com a participação integrada das polícias Civil, Militar e Penal, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e secretarias estaduais de Segurança Pública. O objetivo é ampliar o cerco contra integrantes de facções e enfraquecer estruturas criminosas espalhadas pelo país.
A ofensiva acontece no mesmo dia em que o governo federal lança, em Brasília, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa que prevê investimento de aproximadamente R$ 11 bilhões em ações voltadas ao combate às organizações criminosas. O programa pretende fortalecer operações de inteligência, policiamento e monitoramento em todo o território nacional.
As autoridades destacaram que a união entre forças estaduais e federais é considerada fundamental para combater o avanço das facções criminosas e reduzir os índices de violência em diversas regiões do Brasil. No Acre, a expectativa é de que as ações reforcem o enfrentamento aos grupos criminosos que atuam principalmente no tráfico de drogas e em crimes ligados à disputa territorial.
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