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Empresário Candiru Menezes denuncia suposto uso irregular de caminhonete da Prefeitura por secretário Ronaldo Reis

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Acusação envolve uso de veículo oficial nos finais de semana e questionamentos sobre máquinas da Secretaria de Agricultura.

O empresário da construção civil Candiru Menezes voltou a fazer denúncias públicas contra o secretário municipal de Agricultura, Ronaldo Reis, desta vez envolvendo o suposto uso irregular de uma caminhonete ligada à Prefeitura. Segundo Candiru, o veículo estaria sendo utilizado pelo secretário durante finais de semana, quando deveria permanecer guardado na garagem do município.

Em um vídeo enviado ao portal 3 de Julho, Candiru afirmou ter recebido denúncias de moradores sobre a retirada dos adesivos de identificação da Prefeitura da caminhonete usada por Ronaldo Reis. O empresário questionou se o veículo pertence ao município, é alugado pela gestão ou se seria de uso particular do secretário, cobrando ainda a apresentação da documentação durante uma audiência marcada para ocorrer nesta semana.

Durante a fala, Candiru também afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência sobre o caso e disse que, caso encontre a caminhonete circulando fora do horário de expediente, acionará a polícia para recolher o veículo ao pátio. Segundo ele, carros públicos devem ser utilizados apenas em atividades institucionais e não para deslocamentos pessoais aos sábados e domingos.

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O empresário ainda citou o nome de “Cardosi”, apontado por ele como aliado político do secretário Ronaldo Reis e apoiador do deputado estadual Calegário. Candiru ironizou a situação ao afirmar que, se Ronaldo precisa de veículo para fins de semana, os aliados políticos deveriam disponibilizar um carro particular, e não um veículo da Secretaria Municipal de Agricultura.

Além das denúncias envolvendo a caminhonete, Candiru Menezes também criticou a situação de máquinas e tratores da Secretaria. Segundo ele, um trator com apenas 300 horas de uso estaria quebrado e abandonado na garagem da Prefeitura, enquanto outros equipamentos, que poderiam atender produtores rurais, não estariam sendo enviados para prestar serviços no município.

Candiru finalizou afirmando que pretende levar o caso ao Ministério Público em Rio Branco caso não haja providências por parte das autoridades locais. Até o momento, o secretário Ronaldo Reis e a Prefeitura ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações feitas pelo empresário.

Veja o vídeo:

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Vereador André Kamai dispara contra deputados do Acre por serem contra o fim da escala 6×1 e ignorarem sofrimento dos trabalhadores

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“Defendem os próprios interesses”, afirma André Kamai ao criticar deputados acreanos contrários ao fim da jornada 6×1.

O vereador de Rio Branco, André Kamai, não poupou palavras ao analisar as recentes manobras que tentam esvaziar a proposta original de redução de carga horária. O tom, que misturou indignação com um apelo profundamente humanitário, mirou de frente as emendas articuladas em Brasília que tentam adiar a mudança por uma década e, paradoxalmente, abrir brechas para jornadas semanais ainda maiores.

Para o parlamentar, a discussão travada no Congresso Nacional vai muito além de planilhas econômicas ou estatísticas corporativas; trata-se de dignidade humana básica. Kamai defendeu que a extinção do modelo atual e a migração para a escala de cinco dias trabalhados por dois de folga representa, na verdade, um passo essencial. “Olha, o fim da jornada 6×1 é um avanço, um avanço civilizatório”, pontuou Kamai, insistindo que o trabalhador brasileiro não pode continuar sendo enxergado apenas como uma engrenagem de produção.

A crítica do vereador ganhou contornos locais e mais duros ao atingir diretamente os representantes do próprio estado no parlamento federal. Sem rodeios, Kamai associou o posicionamento da maioria dos deputados acreanos à sua origem socioeconômica, apontando um claro conflito de interesses na representação popular. “Lamentavelmente, deputados do Acre que, coincidentemente, em sua grande maioria são empresários, estão lá atuando em favor dos seus próprios interesses e não em favor do interesse do povo do Acre”, disparou, evidenciando o descompasso entre a realidade das ruas e os votos dados na capital federal.

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O ponto central do desabafo do parlamentar reside nas emendas apresentadas por setores ligados ao empresariado e ao Centrão. O texto sugerido por esses grupos propõe uma transição arrastada por dez anos e abre a possibilidade de aumentar o limite semanal de trabalho por meio de acordos individuais. Kamai classificou essas medidas como um retrocesso que desfigura o espírito da mudança. Ele lembrou que o cerne do movimento nacional pelo fim da escala exaustiva é a busca por saúde mental e física, algo sintetizado no próprio nome da mobilização popular. “O movimento que discute isso chama Vida Além do Trabalho. Que além de trabalhar, todo mundo quer viver, quer ter uma relação com a sua família”, defendeu.

Ao contrário do que argumentam as bancadas patronais, que apontam riscos de inflação e quebra de pequenos negócios, o vereador sustentou que a melhora nas condições trabalhistas tem o poder de oxigenar o mercado interno. Segundo sua análise, um trabalhador descansado e com tempo livre consome mais e produz melhor. A redução da carga horária para 40 horas semanais, sem mexer no bolso do trabalhador, seria o motor para novas adequações e geração de vagas formais. “Isso não vai prejudicar a economia. Pelo contrário, isso vai impulsionar”, garantiu, emendando que o ganho de produtividade fatalmente resultaria no aumento da riqueza nacional e do Produto Interno Bruto (PIB).

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A fala de Kamai joga luz sobre o abismo que separa as articulações políticas de Brasília da rotina de quem acorda de madrugada na periferia de Rio Branco. Enquanto os gabinetes buscam blindar setores inteiros e reduzir os custos patronais — inclusive propondo o corte nos depósitos do FGTS —, o cidadão comum lida com o esgotamento diário. O parlamentar encerrou seu pronunciamento cobrando sensibilidade dos legisladores para que o país adote regras que garantam, minimamente, o convívio social, o descanso e o afeto. “Então, é isso que a gente está pedindo. Que a gente tenha uma relação humana, decente de trabalho para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, concluiu.

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