Política
Mulheres do sistema de Justiça de Feijó fortalecem parceria com Michelle Melo no enfrentamento à explosão da violência de gênero
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Na tarde desta quinta-feira, 03 de setembro, a deputada estadual Dra. Michelle Melo recebeu a promotora de Justiça Giovana Kohata de Toledo Postali Stachetti e a analista ministerial Janaina Sena de Oliveira para uma reunião institucional voltada à grave realidade da violência de gênero em Feijó e à construção de ações conjuntas de enfrentamento.
Hoje, o sistema de Justiça de Feijó tem uma presença feminina expressiva: duas promotoras de Justiça, três juízas e uma defensora pública atuam no município. São mulheres em espaços estratégicos, acompanhando de perto a realidade local e trabalhando diariamente na defesa de direitos e na proteção da população.
Durante o encontro, a promotora Giovana Kohata apresentou a preocupação com os números alarmantes de violência de gênero e relatou um cenário de explosão desses casos no município. Diante dessa realidade, destacou a necessidade de ampliar o apoio às ações de prevenção, orientação e educação, principalmente voltadas para mulheres, crianças e adolescentes.
Uma das prioridades discutidas foi justamente levar mais conteúdo preventivo e educativo para Feijó, com iniciativas capazes de orientar a população, identificar situações de violência com mais rapidez, fortalecer a rede de proteção e contribuir para interromper ciclos de agressão antes que eles avancem.
A reunião também tratou da atuação extrajudicial conduzida pelo Ministério Público em busca da emancipação da Companhia Destacada da Polícia Militar de Feijó, atualmente subordinada ao 7º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Tarauacá. A pauta integra o esforço de fortalecimento da estrutura de segurança pública no município diante das demandas apresentadas.
Dra. Michelle Melo colocou o mandato à disposição para contribuir com essa articulação e defendeu a participação da Comissão de Direitos Humanos em ações no município, aproximando ainda mais o Poder Legislativo das instituições que estão na linha de frente do enfrentamento à violência.
“São mulheres cuidando de mulheres. Mulheres que conhecem a realidade de Feijó, que estão na linha de frente e que decidiram unir forças para transformá-la. Nosso mandato estará à disposição para somar, fortalecer essa rede e ajudar a levar prevenção, informação e proteção para quem mais precisa”, afirmou Dra. Michelle Melo.
O encontro reforçou a necessidade de uma atuação integrada entre Assembleia Legislativa, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública e demais instituições da rede de proteção.
Mais do que uma agenda institucional, a reunião representa mulheres ocupando espaços de decisão e unindo forças para proteger outras mulheres, com o compromisso de transformar preocupação em ações concretas para Feijó.
Política
Após revelações envolvendo Moraes e Vorcaro, Alan Rick exige resposta do Senado e cobra avanço dos pedidos de impeachment

Senador cobra análise dos pedidos de impeachment no plenário do Senado – Foto: Assessoria
O senador Alan Rick (Republicanos-AC) cobrou a análise imediata dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes. Em pronunciamento no plenário, afirmou que as revelações envolvendo o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro exigem uma resposta do Senado.
Alan Rick citou o relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular apreendido com Vorcaro. O documento reúne mensagens e registros de encontros, além de indícios relacionados a um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes.
Entre os episódios mencionados está a mensagem na qual Vorcaro, poucos dias antes de ser preso, pergunta ao contato atribuído ao ministro se já deveria estar fora do país.
“Não se trata de uma ilação lançada nas redes sociais. São elementos reunidos em um relatório oficial da Polícia Federal e que precisam ser esclarecidos com urgência”, afirmou.
Para Alan Rick, o direito de defesa deve ser assegurado, mas o mesmo rigor adotado por Moraes nos processos envolvendo Jair Bolsonaro e seus aliados precisa valer quando as suspeitas alcançam a conduta do próprio ministro.
“A lei não pode ter dois pesos e duas medidas. Quem conduziu processos contra o presidente Bolsonaro e seus aliados com extremo rigor não pode receber silêncio, complacência ou proteção institucional quando as suspeitas recaem sobre si”, declarou.
O senador também afirmou que possíveis irregularidades processuais na elaboração do relatório devem ser examinadas, sem impedir uma investigação pelos meios legais.
“Cobrar apuração não é atacar o Supremo. É proteger a credibilidade da instituição. Se houve alguma falha no procedimento, que seja corrigida. O que não pode acontecer é o caso ser encerrado antes de os fatos serem esclarecidos”, disse.
O pronunciamento repercutiu imediatamente no plenário. Os senadores Cleitinho, Carlos Viana e Carlos Portinho mencionaram a fala de Alan Rick e reforçaram o pedido para que Alexandre de Moraes compareça ao Senado e preste esclarecimentos.
“O Senado não pode ser forte para sabatinar ministros antes da posse e fraco para fiscalizá-los depois. O silêncio desta Casa não seria neutralidade. Seria omissão”, concluiu Alan Rick.
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