Política
Lideranças do Acre saem em defesa de Marina Silva após ataques e reforçam importância histórica da ministra para o Brasil
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Intelectuais e lideranças do Acre afirmam que ministra simboliza resistência, ética e compromisso com a Amazônia.
Um grupo de personalidades e lideranças acreanas divulgou um manifesto público em solidariedade à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, diante dos recentes ataques políticos e pessoais direcionados à sua trajetória pública. O documento destaca a história de vida da acreana e reforça sua importância nacional e internacional na defesa da Amazônia, da democracia e do desenvolvimento sustentável.
Os signatários afirmam que Marina Silva representa uma das trajetórias mais marcantes da política brasileira contemporânea. Filha de seringueiros, alfabetizada tardiamente e sobrevivente da pobreza e de graves problemas de saúde, a ministra construiu uma carreira política reconhecida mundialmente sem abandonar suas convicções e origens acreanas.
O manifesto relembra que Marina iniciou sua caminhada política no Acre, onde exerceu os cargos de vereadora, deputada estadual e senadora da República por duas vezes, chegando posteriormente ao cargo de ministra de Estado. Segundo o texto, sua atuação ética e firme em defesa do meio ambiente transformou a acreana em referência global nas discussões sobre mudanças climáticas e preservação ambiental.
Os autores do documento também destacam o reconhecimento internacional conquistado pela ministra ao longo dos anos, citando homenagens e referências em publicações internacionais, como o jornal The New York Times. O texto afirma que Marina se tornou uma voz influente nos principais fóruns mundiais voltados à proteção ambiental e às futuras gerações.
Em outro trecho, o manifesto critica o clima de intolerância política e condena ataques de ódio, deboche e desrespeito pessoal direcionados à ministra. Para os signatários, a divergência política faz parte da democracia, mas a agressividade e a violência verbal não contribuem para o debate público e acabam enfraquecendo a política brasileira.
O documento também ressalta que os ataques causam ainda mais perplexidade por serem direcionados a uma mulher reconhecida pela integridade moral e que compartilha da mesma fé cristã evangélica de seus críticos. “Espera-se, entre irmãos de fé, ao menos respeito”, afirma o manifesto.
Ao final, os autores reafirmam respeito à história de Marina Silva e à contribuição da ministra para o Acre, o Brasil e o mundo. O manifesto foi assinado por Dulcinéa Benício, Naluh Gouveia, Ronald Polanco e Sammy Barbosa, em Rio Branco, no Acre.
Política
Vereado André Kamai defende políticas permanentes de proteção à infância e combate à exploração infantil

O vereador André Kamai voltou a defender um debate sério sobre educação sexual e proteção da infância durante uma fala pública em apoio a organizações sociais que atuam no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Para Kamai, o tema ainda sofre ataques e distorções por parte de setores conservadores, enquanto milhares de crianças seguem expostas à vulnerabilidade e ao abuso.
“Muita gente tenta criminalizar a ideia de educação sexual, transformar a educação sexual numa ideia de levar informações indevidas às crianças, quando na verdade nós precisamos preparar as crianças para não serem vítimas de abuso”, afirmou o parlamentar.
Em sua fala, Kamai destacou que a maioria dos casos de violência acontece dentro de casa ou em ambientes próximos das vítimas, o que exige coragem política e ação efetiva do poder público. Segundo ele, tratar o tema como tabu apenas fortalece o ciclo de violência e silenciamento. “Crianças têm infância perdida, absolutamente perdida, por conta dessa vulnerabilidade e desse tipo de violência que sofrem cotidianamente. E pior: na absoluta maioria das vezes em casa”, declarou.
O vereador também criticou discursos que tentam relativizar casos de exploração infantil e casamento envolvendo menores de idade. Sem citar nomes, Kamai lembrou que figuras públicas já chegaram a defender relações entre adultos e meninas adolescentes sob justificativas culturais. “Não existe cultura na nossa sociedade que justifique um casamento entre uma menina de 12 anos e uma pessoa de 50 anos. Nós já vimos políticos defendendo isso. Não pode mais acontecer”, disparou.
Kamai também reforçou que campanhas de conscientização e o trabalho de organizações sociais são fundamentais, mas insuficientes sem investimento estatal e políticas permanentes de proteção à infância. “A luta ajuda, coloca isso no centro da pauta, mas se quem tem poder, se o poder público não assumir isso efetivamente, nós não vamos conseguir superar esse problema”, afirmou.
O parlamentar ainda defendeu que o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes precisa deixar de ser um debate periférico e passar a ocupar espaço central nas prioridades do município, do estado e do governo federal. Segundo ele, enfrentar o tema exige coragem política, responsabilidade institucional e compromisso real com a proteção da infância.
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