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Vereador Zé Lopes enfrenta Prefeitura de Rio Branco, denuncia sigilo e exige abertura de informações sobre contrato com a Ricco

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Parlamentar afirma que gestão municipal negou acesso a informações envolvendo a empresa Ricco Transportes e promete acionar o Ministério Público.

O vereador Zé Lopes (Republicanos) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco nesta terça-feira (28) para denunciar o que classificou como falta de transparência por parte da prefeitura em relação ao contrato emergencial com a empresa Ricco Transportes, responsável pelo transporte coletivo da capital. Segundo o parlamentar, um pedido formal de informações não foi atendido pela gestão municipal, mesmo tendo sido protocolado com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com Zé Lopes, o requerimento solicitava acesso a todas as comunicações institucionais envolvendo a Prefeitura de Rio Branco, a RBTrans, a Ricco Transportes e a Casa Civil. O objetivo, segundo ele, era esclarecer possíveis irregularidades no funcionamento do sistema de transporte público, especialmente após denúncias recebidas ao longo do ano.

O vereador afirmou que as suspeitas surgiram a partir de relatos de supostas pressões internas dentro da RBTrans. Conforme destacou, funcionários que se recusariam a atender demandas da empresa estariam sendo prejudicados dentro do órgão. As denúncias, segundo ele, reforçam a necessidade de investigação e de maior transparência nas relações entre o poder público e a empresa contratada.

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Ao comentar a resposta da prefeitura, Zé Lopes criticou duramente as justificativas apresentadas para negar o acesso às informações. A gestão alegou que o levantamento dos dados seria amplo e complexo, além de envolver análise técnica para identificar possíveis conteúdos protegidos por sigilo. Para o parlamentar, o argumento é inaceitável e compromete a função fiscalizadora do Legislativo.

Durante o pronunciamento, o vereador também fez duras críticas à atuação da Ricco Transportes. Ele destacou que a empresa, inicialmente contratada em caráter emergencial por um período limitado, segue operando há cerca de quatro anos. Além disso, denunciou problemas como má qualidade do serviço, riscos à segurança de usuários e trabalhadores, e possíveis irregularidades trabalhistas, incluindo atrasos salariais e ausência de depósitos de FGTS.

Diante da situação, Zé Lopes anunciou que irá acionar o Ministério Público para garantir o acesso às informações solicitadas e aprofundar a investigação sobre o contrato. O parlamentar reforçou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências, afirmando que não aceitará a continuidade de um serviço que, segundo ele, tem causado prejuízos à população de Rio Branco.

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Líder indígena Isaac Piyãko critica Márcio Bittar e acusa senador de usar ONGs como instrumento de discurso político na Amazônia

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Liderança Ashaninka afirma que senador distorce papel de organizações sociais e ignora autonomia dos povos indígenas ao tratar desenvolvimento da região.

O líder indígena Isaac Piyãko, pré-candidato a deputado estadual pelo PT no Acre, fez duras críticas às declarações do senador Márcio Bittar sobre o papel de organizações não governamentais (ONGs), povos indígenas e o desenvolvimento da Amazônia. Segundo ele, o parlamentar insiste em uma narrativa ultrapassada que tenta responsabilizar instituições e lideranças indígenas por entraves que, na prática, envolvem decisões do próprio Estado e do sistema judiciário.

De acordo com Piyãko, o senador mantém um discurso repetitivo ao longo dos anos sem apresentar soluções concretas para a região. Ele afirma que Bittar erra ao atribuir às ONGs a responsabilidade por impedir obras e projetos de infraestrutura. Para o líder indígena, todas as instituições têm o direito legítimo de reivindicar melhorias, enquanto cabe à Justiça avaliar e decidir sobre esses processos.

O pré-candidato também rebateu a ideia de que povos indígenas seriam manipulados por organizações externas. Piyãko destacou que existe diversidade política e cultural entre os povos da Amazônia, cada um com suas próprias estruturas de organização, visões e estratégias. Segundo ele, tratar essas populações como massa de manobra desconsidera sua autonomia e capacidade de decisão.

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Ainda segundo Isaac, ao criticar políticas ambientais e organizações sociais, o senador ignora que mecanismos como consultas públicas e ações judiciais fazem parte do funcionamento democrático. Para ele, cabe a um parlamentar atuar de forma responsável, respeitando os trâmites legais e cobrando das instituições de controle, em vez de transformar povos indígenas e entidades em adversários políticos.

O líder Ashaninka também apontou contradições no discurso de Bittar, ao afirmar que não há coerência entre atacar políticas ambientais e, ao mesmo tempo, defender pautas como saneamento e desenvolvimento. Na avaliação de Piyãko, qualquer projeto para a Amazônia precisa respeitar as leis e garantir direitos das populações locais.

Por fim, Isaac defendeu que o Acre precisa de representantes comprometidos com diferentes segmentos da sociedade, incluindo indígenas, extrativistas, produtores e trabalhadores. Para ele, o debate sobre soberania não pode ser usado para enfraquecer a autonomia dos povos que vivem na região, mas sim para fortalecer suas decisões e garantir desenvolvimento com respeito e inclusão.

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